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Epidemiologia

Bases epidemiológicas da doença:


Cadeia epidemiológica: agente infectante, fontes de infecção e modos de contágio na vias de penetração.


Introdução


É dedicado ao estudo do processo saúde - doença, título sob o qual é importante oferecer primeiramente a conceituação de epidemiologia. Na seqüência são abordadas as questões causalidades, iceber, história natural e níveis de prevenção da doença.


Agente Infeccioso


O processo infeccioso envolve: o agente infeccioso, as fontes de infecção, o hospedeiro e o processo de transmissão.


O agente etiológico responsável pela infecção é o ser vivo que é capaz de penetrar, alojar-se e multiplicar-se no hospedeiro, espoleando-o e causando-lhe enfermidades. Os vírus, as rickéttsias, as bactérias, os fungos, os protozoários e os helmintos são agentes etiológicos vivos que sobrevivem por parasitismo.


No caso de outras doenças não - infecciosas e muitos fatores de riscos, o agente infeccioso é de natureza inanimada (abiótico): radiações, poluentes químicos do ar, da água, do solo e dos alimentos, drogas, álcool, fumo e outros.


De forma geral, cada doença é provocada por um determinado agente etiológico. Alguns agentes podem provocar vários tipos de doenças. Por exemplo, o estreptococo A beta-hemolítico, é agente de faringite, amigdalite estreptocócica, escarlatina, impetigo, endocardite bacteriana, infecção puerperal estreptocócica, erisipela e distúrbios tardios, como febre reumática e glomerulonefrite. E há doenças que podem ser provocadas por mais de um agente, como, por exemplo a meningite meningocócica, causada por neisseria meningitides, e a meningite pneumocócica, causada por streptococcus pneumonia.


O agente etiológico e os fatores de risco são agentes patogênicos.


O número de espécies suscetíves ao mesmo agente etiológico e variável. Assim, os vírus do sarampo, da varíola e da poliomielite só provocam infecção no homem, enquanto o vírus da raiva infecta quase todos os mamíferos, aves, répteis e peixes. Desse ponto de vista, é mais fácil controlar ou erradicar o sarampo do que a leptospirose.


Um agente infeccioso é considerado mais ou menos agressivo.


Fontes de Infecção


Podemos considerar dois tipos de fontes de infecção: a primária e a secundária.


Fonte primária de infecção - é o ser responsável pela existência do agente etiológico na natureza, onde ele vive e se reproduz, sendo capaz de transmiti-lo a um hospedeiro, diretamente ou com a mediação do ambiente, dando início ao processo infeccioso. A fonte primária pode ser um homem ( antroponose ), um animal ( zoonose) ou mais raramente um vegetal (Fitonose), como, por exemplo, plantas que albergam o paracoccidioides brasilienses, agente da blastomicose sul-americana.


Fonte secundária de infecção -é o local onde o agente fica albergado, aguardando o hospedeiro.


Exemplo: O solo, que abriga o agente do tétano, cuja a fonte primária é o intestino dos eqüinos.


Modos de Contágio, nas vias de penetração


Pode ser por contato ou contágio direto neste caso, o agente não passa pelo ambiente, quanto a contaminação ambiental o agente passa por considerável permanência no ambiente.


Seu comportamento pode ser:


Passivo: quando a transmissão depende de um transportador, que pode ser um veículo animal chamado vetor mecânico.


Ativo: o sucesso da transmissão depende da capacidade de penetração, contágio mediato ou contato indireto.


O agente permanece por curto período no ambiente.


Podendo esses meios de contatos serem por via oral, nasal, vaginal, anal ou intradérmica etc.


Conclusão


Ao pesquisarmos as bases epidermiológicas da doença, assim com os agentes infectantes, fontes de infecção e vias de contágio de penetração. Concluímos que o estudo da epidemiologia se faz necessário para se reduzir ou erradicar as doenças de origem epidemiológicas, tornando assim uma população mais sadia e saudável.

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Enfarte-por Adriana Dias

Enfarte


Enfarte, infarto ou trombose coronária. Necrose provocada por coagulação, devido à redução da velocidade de circulação do sangue dentro do vaso sanguíneo ou por alteração das paredes desses vasos. O coágulo provoca a obstrução da artéria coronária. O músculo cardíaco é o miocárdio e a saúde deste músculo é responsável pelo funcionamento do coração. Por sua vez, o miocárdio depende dos vasos sanguíneos que o nutrem. Quando o bloqueio arterial é lento e progressivo, o miocárdio passa a receber cada vez menos nutrientes; isso irá acarretar uma dor no peito toda a vez que o organismo se esforçar, exigindo mais do coração; essa dor é a chamada angina do peito. Se, por outro lado, o bloqueio arterial for repentino como, por exemplo, na oclusão coronária aguda, o ataque poderá ser fulminante se ocorrer em uma artéria grande ou em um coração fraco. A doença das coronárias deve ter a mesma origem que as arterioscleroses, pois as artérias coronárias também sofrem um processo de engrossamento e endurecimento estreitando o seu calibre. No ponto de maior estreitamento é onde ocorre o coágulo que obstruirá a artéria privando o coração do sangue transportado por ela. A trombose coronária afeta mais os homens em idade avançada e de vida sedentária. Estados de tensão emocional e mental, geralmente, precedem os ataques. Os exercícios físicos aeróbicos representam a principal forma de se prevenir do enfarte. Este tipo de atividade fortalece justamente o miocárdio tornando os batimentos cardíacos mais fortes, proporcionando maior circulação do sangue e, consequentemente, maior oxigenação dos tecidos. Estando o músculo cardíaco desenvolvido, o número de batimentos será menor por minuto, bastando poucos batimentos para suprir o organismo de sangue, o que significa um menor esforço e desgaste do coração. Todavia, existe uma relação estatística entre o enfarte e o colesterol. É bem provável que o colesterol produza o engrossamento das artérias por depositar-se em suas paredes já que se trata de uma gordura que circula com o sangue. Por esse motivo, é necessário que o obeso, ou pessoas com casos de enfarte na família, submetam-se a exames periódicos de dosagem de colesterol. Um ataque provoca no paciente dores intensas no coração que se propagam por toda a parte da frente do tronco. Seja qual for a gravidade do ataque, é recomendável um repouso absoluto de três a seis semanas, antes de se retomar a atividade profissional. Para se diagnosticar a trombose coronária, a utilização do eletrocardiograma é bastante segura, pois uma artéria obstruída não recebe estímulo elétrico do músculo cardíaco, o que produz um gráfico característico na folha do aparelho. A região do miocárdio privada de sangue, devido ao bloqueio da artéria que o nutre, degenera podendo se romper ou ser substituída por tecido fibroso. No primeiro caso, ocorre a morte; no segundo, o coração deixará de funcionar, exigindo um transplante. A desobstrução das artérias é a melhor forma de se combater a trombose coronária e existem medicamentos que atuam neste sentido, sendo um método muito mais racional do que a colocação de pontes de safena ou mamária para substituir a artéria obstruída. Enfarte


Enfarte, infarto ou trombose coronária. Necrose provocada por coagulação, devido à redução da velocidade de circulação do sangue dentro do vaso sanguíneo ou por alteração das paredes desses vasos. O coágulo provoca a obstrução da artéria coronária. O músculo cardíaco é o miocárdio e a saúde deste músculo é responsável pelo funcionamento do coração. Por sua vez, o miocárdio depende dos vasos sanguíneos que o nutrem. Quando o bloqueio arterial é lento e progressivo, o miocárdio passa a receber cada vez menos nutrientes; isso irá acarretar uma dor no peito toda a vez que o organismo se esforçar, exigindo mais do coração; essa dor é a chamada angina do peito. Se, por outro lado, o bloqueio arterial for repentino como, por exemplo, na oclusão coronária aguda, o ataque poderá ser fulminante se ocorrer em uma artéria grande ou em um coração fraco. A doença das coronárias deve ter a mesma origem que as arterioscleroses, pois as artérias coronárias também sofrem um processo de engrossamento e endurecimento estreitando o seu calibre. No ponto de maior estreitamento é onde ocorre o coágulo que obstruirá a artéria privando o coração do sangue transportado por ela. A trombose coronária afeta mais os homens em idade avançada e de vida sedentária. Estados de tensão emocional e mental, geralmente, precedem os ataques. Os exercícios físicos aeróbicos representam a principal forma de se prevenir do enfarte. Este tipo de atividade fortalece justamente o miocárdio tornando os batimentos cardíacos mais fortes, proporcionando maior circulação do sangue e, consequentemente, maior oxigenação dos tecidos. Estando o músculo cardíaco desenvolvido, o número de batimentos será menor por minuto, bastando poucos batimentos para suprir o organismo de sangue, o que significa um menor esforço e desgaste do coração. Todavia, existe uma relação estatística entre o enfarte e o colesterol. É bem provável que o colesterol produza o engrossamento das artérias por depositar-se em suas paredes já que se trata de uma gordura que circula com o sangue. Por esse motivo, é necessário que o obeso, ou pessoas com casos de enfarte na família, submetam-se a exames periódicos de dosagem de colesterol. Um ataque provoca no paciente dores intensas no coração que se propagam por toda a parte da frente do tronco. Seja qual for a gravidade do ataque, é recomendável um repouso absoluto de três a seis semanas, antes de se retomar a atividade profissional. Para se diagnosticar a trombose coronária, a utilização do eletrocardiograma é bastante segura, pois uma artéria obstruída não recebe estímulo elétrico do músculo cardíaco, o que produz um gráfico característico na folha do aparelho. A região do miocárdio privada de sangue, devido ao bloqueio da artéria que o nutre, degenera podendo se romper ou ser substituída por tecido fibroso. No primeiro caso, ocorre a morte; no segundo, o coração deixará de funcionar, exigindo um transplante. A desobstrução das artérias é a melhor forma de se combater a trombose coronária e existem medicamentos que atuam neste sentido, sendo um método muito mais racional do que a colocação de pontes de safena ou mamária para substituir a artéria obstruída.

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Ebola

Em 1994 o Zaire teve de enfrentar um inimigo aterrorizante, responsável por centenas e centenas de mortes na região da cidade zairense de Kikwit: o Ebola. O Ebola é um vírus emergente, nome dado a vírus até então desconhecidos que atacaram e mataram no mundo todo nos últimos anos - inclusive no Brasil. A primeira aparição desse temível microorganismo foi em 1967, na cidade de Marburg, Alemanha. Cientistas que trabalhavam com macacos importados da África foram contaminados e morreram, com seus corpos sendo incinerados. O vírus apareceria mais tarde no Sudão e no vale do rio Ebola, no norte do Zaire; este último sendo a mais mortífera de todas as formas do vírus, matando em noventa por cento dos casos. Até hoje, porém, não se sabe quem ou qual é o hospedeiro do vírus e por que as epidemias provocadas por ele aparecem, desaparecendo pouco depois. A origem do vírus também é desconhecida, embora alguns virólogos acreditem que ele tenha surgido no interior de uma caverna no Quênia. Até agora sabe-se que o vírus é transmitido por fluidos corpóreos infectados, como o sangue, a saliva, a urina e as secreções nasais. A febre hemorrágica causada pelo Ebola provoca uma espécie de implosão dos tecidos internos do doente. Os primeiros sintomas são dor de cabeça, febre e cansaço. Pouco depois a pessoa infectada passa a expelir sangue por todas as cavidades do corpo, a vomitar um líquido negro e de odor nauseabundo, começando a perder a consciência nesse estágio da doença. A partir daí tem início a destruição: os órgãos internos são praticamente liquefeitos e o paciente vomita pedaços de tecidos vitais, como os pulmões, e defeca os intestinos. Cerca de nove dias após a infecção o paciente está morto.

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DST - Doenças Sexualmente Transmissíveis-por Alex Silva

PROTEJA SUA SAÚDE


O sexo é importante na nossa vida. Ele nos dá prazer e, às vezes, filhos. Sexo é sinal de saúde, permite demonstrar carinho e confiança.


Existem, entretanto, inimigos de nossa saúde sexual. Temos que conhecê-los para aprender a se defender deles e ter uma vida mais feliz.


Os principais de nossa saúde sexual são invisíveis, entre eles estão os micróbios que se aproveitam de nossas relações sexuais para transmitirem de uma pessoa para outras, provocando doenças. Estas doenças são chamadas doenças sexualmente transmissíveis.


Felizmente a maioria desses micróbios morrem com os medicamentos corretos que são as armas que temos para combatê-los. Mas, não basta combatê-los, temos que nos prevenir.


Afinal, há um ditado popular muito inteligente: Mais vale prevenir do que remediar.


Quem pode pegar uma doença sexualmente transmissível?


Qualquer um pode pegar uma doença sexualmente transmissível porém, o risco é maior em pessoas que trocam freqüentemente de parceiro(a) sexual e que não usam preservativo (camisinha).


Sífilis


A sífilis é uma doença de transmissão sexual muito traiçoeira, porque os sintomas podem desaparecer, dando a impressão de cura; se não tratada, a doença vai progredindo dentro do nosso corpo. Depois de até vários anos pode aparecer complicações nos ossos, no coração e no sistema nervoso, podendo levar à paralisia, doença mental, cegueira ou até à morte.


Principais sintomas:


feridas no pênis, no ânus ou na vulva;


verrugas no ânus;


feridas na boca;


ínguas no corpo;


febre e dores nas juntas;


queda de cabelos.


Exame para confirmação: exame de sangue para VDRL (positivo para sífilis).


Importante!


A sífilis tem cura. O tratamento correto evita complicações. A pessoa que desconfiar não deve, em hipótese alguma, tomar remédios por conta própria, e nem procurar diretamente a farmácia. Somente um médico pode diagnosticar corretamente a doença.


Mulheres grávidas podem transmitir a sífilis para o bebê, provocando abortos, doenças graves ou a morte do bebê. Toda mulher grávida deve fazer o pré-natal para evitar a sífilis congênita.


Além da sífilis, existem outras doenças de transmissão sexual. As mais comuns são: Herpes genital, Cancro Mole, Condiloma Acuminado e Gonorréia, além de vários tipos de corrimentos.


Herpes Genital


Sintomas: Coceira, ardor, dor local, bolhas, feridas.


O herpes genital, até o momento, não tem cura definitiva, contudo o tratamento correto pode trazer grandes benefícios.


Cancro mole


Sintomas: Feridas dolorosas que podem ser acompanhadas de íngua na virilha.


O cancro mole pode ser curado facilmente com o tratamento correto.


Enquanto você estiver com ferida no pênis, vagina ou ânus, suspenda a atividade sexual, para não transmitir para outra pessoa e se proteger. Ferida pode ser porta aberta para a entrada de outras DST, inclusive a AIDS.


Condiloma Acuminado


Sintomas: Verrugas na vulva, no ânus ou no pênis.


O condiloma acuminado é uma espécie de verruga, de transmissão sexual muito comum e que freqüentemente as pessoas tentam fazer tratamento, por conta própria com aplicação de várias substâncias. Este é um grave erro, pois pode provocar queimaduras e ferimentos graves.


Estas verrugas, se não tratadas, podem trazer complicações, especialmente nas mulheres, mas também nos homens:


Crescimento exagerado da verruga durante a gravidez.


Transformação para câncer.


Entupimento do canal da urina


Importante!


O exame ginecológico periódico pode descobrir este tipo de verruga na vgina e no útero, sendo importante, nesses casos, a prevenção do câncer na mulher.


Toda mulher com atividade sexual deve fazer exame ginecológico e de prevenção de câncer (papanicolaou) pelo menos uma vez por ano.


Gonorréia


Sintomas: corrimento no pênis, dor ao urinar, corrimento na vagina, dor ao urinar ou nas relações sexuais, corrimento no ânus.


A gonorréia é uma doença de transmissão sexual muito contagiosa e facilmente curável.


Importante!


Na mulher, a gonorréia freqüentemente não apresenta sinais aparentes, mas pode ser descoberta pelo exame médico.


No momento do parto, a mulher com gonorréia não tratada pode contaminar o bebê, podendo dar problema nos seus olhos (oftalmia gonocócica) que pode levar à cegueira.


Se não fora tratada corretamente, a gonorréia pode provocar sérias complicações, como:


No Homem Na Mulher inflamação na próstata e nos testículos inflamação nas trompas incapacidade de gerar filhos (esterilidade) Necessidade de cirurgia incapacidade de engravidar (esterilidade) Na mulher existe uma umidade vaginal normal, que não provoca coceira, não tem cheiro, é transparente e em pequena quantidade. Esta pode aumentar, ou por excitação sexual ou no período fértil. Esse corrimento não é doença.


Outros corrimentos


Existem outras doenças de transmissão sexual que podem dar corrimento no pênis ou na vulva. As mais importantes são:


Uretrites Gonocócicas; corrimento claro, freqüentemente com ardência ao urinar.


Tricomoníase: corrimento amarelo/esverdeado, coceiras, dor.


Candidíase; coceira intensa, corrimento semelhante ao leite coalhado.


Gardenorese vaginal: corrimento com cheiro de peixe podre, principalmente durante as relações sexuais.


Essas doenças também podem ser curadas se tratadas corretamente.


AIDS


Se você tiver feridas, verrugas, corrimentos no pênis, na vagina ou no ânus, o risco de contrair o vírus da AIDS através do contato sexual pode ser maior.


O vírus da AIDS pode ser transmitido de uma pessoa contaminada para outra, através:


- das relações sexuais sem preservativo;


- do uso compartilhado de seringas e agulhas contaminadas;


- da mãe para o filho, durante a gravidez, no parto ou no aleitamento.


O sangue e seus derivados utilizados nas transfusões, quando não testados, também podem transmitir o vírus da AIDS.


O indivíduo contaminado pelo vírus da AIDS pode ficar até vários anos sem apresentar sinais ou sintomas, mesmo assim pode estar transmitindo. Com o tempo, o vírus vai destruindo as defesas do organismo e o indivíduo começa a manifestar uma série de doenças, tais como: pneumonias, diarréias graves, tuberculose, tumores, doenças do sistema nervoso, diversos tipos de infecção e outros.


Nestas condições de baixa resistência o indivíduo não consegue sobreviver por muito tempo.


Como prevenir-se das doenças sexualmente transmissíveis.


Usar preservativo de borracha (camisinha) em todas as relações sexuais que possam trazer risco:


- embora qualquer contato sexual com qualquer pessoa possa trazer riscos, é mais provável contrair doenças sexualmente transmissíveis caso não conhecemos o parceiro (a) ou ainda se nós e/ou nossos parceiros não usamos preservativos de borracha (camisinha).


Camisinha


Como Usar


- Puxe para trás o prepúcio (a pele que recobre a cabeça do pênis);


- coloque o preservativo sobre a ponta do pênis;


- com uma das mãos, aperte o bico da camisinha, para tirar o ar; quando fica alguma bolha de ar, a camisinha arrebenta com mais facilidade durante a relação;


- com a outra mão vá desenrolando sobre o pênis, até o fim;


- assim que ejacular e antes que o pênis amoleça, retire cuidadosamente, sem deixar escapar o esperma;


- embrulhe a camisinha em papel higiênico e jogue no lixo.


Nunca reutilize a camisinha. Quando você retira a camisinha nova da embalagem, se ela estiver quebradiça, amarelada, danificada, dura ou com qualquer outro sinal de estar estragada, jogue-a fora e use outra.


As camisinhas devem ser sempre conservadas à sombra e em lugar seco e fresco, para que não estraguem. Observe sempre o prazo de validade estampado na embalagem.


Lavar os genitais antes e depois das relações pode ajudar na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, mas isto não dispensa o uso de preservativo.


Como agir em caso de suspeita de doenças sexualmente transmissíveis:


Se você tiver um desses sintomas apresentados e/ ou exames positivos para doenças sexualmente transmissíveis, mesmo sem sinais ou sintomas, você deve:


- evitar a atividade sexual até esclarecimento; caso não seja possível, usar preservativo de borracha (camisinha) nas relações sexuais;


- realizar tratamento médico para evitar a contaminação e outras pessoas;


- comunicar à/às pessoa/s com quem manteve relação sexual e orientá-la para que também procure um serviço de saúde, mesmo que ela não apresente sinais e sintomas;


seguir corretamente as recomendações médicas para evitar complicações, inclusive novas doenças sexualmente transmissíveis.

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Doenças causadas por vírus-por Nelson Ricardo Valensuelo

Doenças causadas por vírus Doença Sintomas Transmissão Prevenção e conseqüência Aids (Síndrome da Imuno-deficiência Adquirida) Inicialmente, diarréia, febre alta, herpes, gânglios e perda de peso. Mais tarde, aparecimento de doenças oportunistas, como a pneumonia. No estágio mais avançado, tipos de câncer e distúrbios neurológicos Relação sexual, transfusão sangüínea, ou por meio de seringa ou instrumento cortante com resíduos de sangue contaminado. Também pode ser transmitida durante a gravidez, o parto e a amamentação Uso de preservativos (camisinha), esterilização ou utilização de agulhas, seringa ou instrumentos cortantes descartáveis e realização de testes sangüíneos antes de transfusão de sangue. Não há cura para a doença, mas medicamentos como o AZT, DDI, DDC, D4T e 3TC aumentam a sobrevida dos pacientes Catapora ou varicela Febre e pequenas elevações eruptivas avermelhadas na pele Gotículas de saliva Previne-se com vacina. Pode levar à morte por encefalite Caxumba Inflamação e inchaço das glândulas salivares (ou dos testículos, pâncreas e cérebro), febre, calafrios e perda do apetite Gotículas de saliva e objetos contaminados A vacinação previne a doença. Raramente, pode causar esterilidade nos homens Dengue Na forma clássica, a dengue provoca febre, dores de cabeça e musculares, erupção na pele, comprometimento das vias aéreas superiores e aumento das glândulas linfáticas Por meio da picada do mosquito Aedes aegypti ou Aedes albopictus Não existe vacina. Previne-se usando inseticidas e eliminando focos de água parada, onde o mosquito costuma se reproduzir. Nos casos mais graves, pode levar à morte Ebola Febre súbita, fraqueza, dor de garganta, seguindo-se de vômitos, diarréia, disfunção renal e hepática, hemorragias internas e externas e finalmente o choque Através de líquidos corporais pelo contato próximo com homens ou animais doentes O tratamento com soro deve ser mantido sob constante suporte de líquidos devido a desidratação Gripe Febre, dor de cabeça e dores musculares Transmitida principalmente no contato com doentes e pelo ar Vacinação e evitar contato com doentes Febre amarela Febre elevada, dores de cabeça e da coluna vertebral, fotofobia, náusea, vômito escuro, icterícia e diarréia Por meio da picada dos mosquitos Aedes e Haemagogus Previne-se com vacina e o combate ao mosquito. Nos casos mais graves, pode levar à morte Hepatite Febre, fadiga, dores de cabeça e do abdome, falta de apetite, náusea, vômito, má digestão e icterícia (hepatite B) Por meio da água ou de objetos contaminados (hepatite A), contato com o sangue de pessoas contaminadas (hepatite B e C) e pela relação sexual Há vacina para os tipos A e B. Previne-se com medidas de saneamento básico (hepatite A), realização de testes sangüíneos (tipos B e C) e uso de preservativo (tipo B). Pode lesar seriamente o fígado, levando à morte Herpes (genital) Sexualmente transmissível Higiene pessoal e uso de preservativo Poliomielite Febre, dor de garganta e de cabeça, vômito, rigidez na nuca e perturbações paralíticas Contato direto Previne-se com as vacinas. Se atingir células nervosas, causa paralisia e atrofia de certas partes do corpo Raiva Depressão, excitação, irritabilidade, dores e paralisia muscular (principalmente da deglutição), o que provoca a hidrofobia e a dificuldade de engolir saliva Mordida de animais infectados, geralmente o cão Previne-se com a vacinação dos animais e pessoas. Ao atingir o sistema nervoso central, o vírus causa danos ao sistema nervoso e pode levar à morte Rubéola Dor de garganta, febre e erupções avermelhadas na pele Gotícula de saliva e objetos contaminados Previne-se com a vacinação. Nos primeiros meses de gestação, se transmitida ao feto, pode causar problemas cardíacos, cegueira, surdez, mudez e retardamento mental Sarampo Sensações de arrepio, febre, dor de cabeça, fotofobia, conjuntivite e erupções na mucosa bucal. Posteriormente, surgem manchas vermelhas na pele Gotículas de saliva Previne-se com vacinas. Pode levar à morte por broncopneumonia, encefalite ou diarréia Varíola Caracteriza-se por pontos avermelhados que logo se transformam em bolhas cheias de pus Transmitida de pessoa para pessoa Previne-se com vacinas e evitando o contato com doentes

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Diabetes Gestacional-por Carlos Souza

Diabetes Gestacional



1. Introdução


Diabetes Gestacional é uma patologia que acomete subitamente as mulheres não diabéticas que engravidam. No diabetes Gestacional, a mulher desenvolve o Diabetes somente durante a gestação porque produz uma quantidade insuficiente de insulina para ela e seu bebê.
Ao término da gestação, a mulher retorna ao seu estado normal de produção de insulina. Isso ocorre porque a placenta produz substâncias que bloqueiam a ação da insulina, proporcionando uma elevação na glicose.
Os sintomas do Diabetes Gestacional são: urinar muito, sede exagerada, comer muito, perda ou aumento exagerado de peso, cansaço, fraqueza e desânimo. O Diabetes Gestacional pode estar presente mesmo sem que a mulher apresente quaisquer desses sintomas.





2. Diabetes Gestacional


2.1 O que é Diabetes Gestacional?


Diabetes Gestacional é a diabetes que aparece durante a gravidez e geralmente desaparece depois do nascimento do bebê. Uma análise do sangue é o único meio para saber se a paciente tem ou não Diabetes Gestacional. Por isso, todas as mulheres grávidas devem ser analisadas. As mulheres que possuem diabetes em suas famílias têm maiores possibilidades de terem Diabetes Gestacional, outros fatores podem ser:
1. Ter sobrepeso.
2. Haver tido Diabetes Gestacional anteriormente.
3. Haver tido um bebê que faleceu antes de nascer.
4. Ter mais de 25 anos de idade.
O açúcar no sangue se eleva quando a comida escolhida para comer se converte em açúcar rapidamente. E todo o açúcar que provem das refeições, não está sendo utilizado pelas células, o que vai provocando sua concentração no sangue. Além disso, o corpo da paciente não fabrica insulina suficiente.
No período da gravidez, a placenta (órgão responsável pela nutrição do feto) produz algumas substâncias (hormônios) em grande quantidade. Embora imprescindíveis para o desenvolvimento do bebê, os hormônios criam resistência à ação da insulina no organismo materno. Todas as mulheres grávidas têm algum grau de resistência insulínica, mas as mulheres com Diabetes Gestacional apresentam uma resistência mais exagerada. O Diabetes Gestacional costuma aparecer por volta da vigésima quarta semana de gravidez, exatamente quando a placenta começa a produzir grandes quantidades de hormônios.


2. 2 O que ocorre com o bebê?


O bebê utiliza açúcar da mãe para obter energia e cresce até nascer. Quando o açúcar da mãe está elevado, assim será o de seu bebê e então o bebê produz insulina para diminuir a quantidade de açúcar em seu sangue. O bebê pode utilizar o açúcar da mãe, mas não pode utilizar sua insulina, pois a insulina não pode atravessar a placenta.
O açúcar que bebê não utiliza é armazenado por ele em forma de gordura. E é por isso que o bebê engorda e fica muito grande. Isso é conhecido como macrossomia. Se o bebê é muito grande, a mãe pode ser lastimada ou o bebê durante o parto pode ser lastimado ou necessitar de uma cesárea.
Se o açúcar da mãe estiver elevado no momento do parto, seu bebê produzirá uma grande quantidade de insulina e uma vez que nasça não utilizará mais açúcar da mãe. Do mesmo modo terá excesso de insulina em sua corrente sanguínea. Por essa razão, algumas vezes, os bebês podem ter o nível de açúcar muito baixo, conhecido como hipoglicemia. Depois do parto, o bebê deverá ser observado cuidadosamente para detectar um possível baixo nível de açúcar no sangue.
Além disso, o bebê pode nascer com a cor da pele amarelada (icterícia). Isso dura pouco tempo e requererá o uso de lâmpada infravermelha para fazer a pele do bebê voltar a normalidade. Apenas em casos muito raros, pode ocorrer morte prematura. Para prevenir a morte prematura é importante que a mulher grávida evite fumar, ingerir bebidas alcoólicas ou usar drogas para garantir a saúde do bebê.


2.3 Para saber se o bebê está bem


Todas as mulheres grávidas (que tenham ou não Diabetes Gestacional) devem ser bem examinadas em cada visita ao médico, e ele deverá observar seu peso, pressão arterial e em algumas ocasiões realizar exames de sangue e urina. Outras provas que deverão ser realizadas são:
1. Ultra-sonografia, que permite ver uma imagem de seu bebê sem usar raios-x.
2. Um exame que cheque as batidas do coração do bebê durante movimento.
3. Um exame que determine o tamanho do bebê, sua respiração, seus movimentos e o tono muscular durante contrações suaves.
Há outras provas que servem para detectar possíveis defeitos no nascimento. Os defeitos de nascimento durante o parto não são provocados pela Diabetes Gestacional. Todas as mulheres grávidas correm um pequeno risco de ter bebês com defeitos de nascimento. Comumente se utilizam de exames para detectá-los:
1. Um AFP (alfa feto proteína), que é uma análise do sangue.
2. Uma amniocentésis, que é uma amostra que se tira do líquido que rodeia o bebê. Esse exame também indica se os pulmões do bebê estão preparados e maduros para o parto.
Deve-se controlar o nível de açúcar do sangue da mãe, por ela e pelo bebê. Controlar significa tratar de manter o nível de açúcar no sangue entre 80mg/dl e 150mg/dl a maior quantidade de tempo possível. O médico pode alterar um pouco esses números. Existem cinco maneiras para ajudar a manter controlado o açúcar no sangue:
1. Fazer sua própria análise de glicose no sangue (monitoramento de glicemia)
2. Seguir um plano de alimentação específico.
3. Fazer exercícios regularmente.
4. Se necessário, injetar insulina.
5. Ter apoio emocional.
O nível de açúcar no sangue do bebê é analisado imediatamente depois do nascimento. Isso se faz para saber se o nível de açúcar está baixo (hipoglicemia). Se esse nível estiver normal, não farão nada ao bebê. Caso contrário, se o nível estiver muito baixo, o bebê necessitará de tratamento. É possível que mantenham o bebê em observação durante algumas horas.



2.4 Insulina


Nem sempre a causa do elevado nível de açúcar no sangue se encontra na alimentação, a tensão o estresse, as infecções e alguns medicamentos podem também elevar o açúcar no sangue. E frequentemente a gravidez provoca a elevação do açúcar.
Se a paciente necessitar de insulina, não significa que tudo o que ela fez fracassou. Significa que ela necessita de mais ajuda para manter o açúcar de seu sangue em níveis normais. A aplicação de insulina será por um período curto durante a gravidez, não haverá danos nem a mãe nem a criança.


2.5 Amamentação


Não haverá transmissão de diabetes ao bebê através do leite materno. A mãe deve manter uma boa saúde e comer as mesmas comidas que estão no programa de comidas da gravidez.
Logo que terminar de amamentar, a mãe deve fazer o necessário para perder todo o peso extra. E perder peso pouco a pouco da seguinte maneira:
1. Realizar exercícios físicos.
2. Evitar os açúcares simples e comidas ricas em gordura.
3. Observar com cuidado a quantidade de comida ingerida.
4. Comer três vezes ao dia.
5. Tomar bastante água.





3. Conclusão


São poucas as mulheres que seguem tendo com Diabetes depois do parto. Aproximadamente 2% das mulheres com Diabetes Gestacional continuarão tendo Diabetes depois do parto.
Após o nascimento do bebê, a mãe necessitará de outra análise de seu sangue para assegurar que sua Diabetes desapareceu. Essa análise deve ser realizada entre a segunda e sexta semana do nascimento do bebê.
E o mais importante, se a paciente já foi acometida de Diabetes Gestacional, ela pode ter outra vez em sua próxima gravidez. E se voltar a ficar grávida, a paciente precisará informar ao médico que já fora acometida de Diabetes Gestacional. O médico novamente irá analisá-la para saber se há Diabetes Gestacional e deverá seguir as mesmas orientações e cuidados que teve anteriormente.






Bibliografia


www.diabetesaldia.com
www.diabetes.org.br

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Diabetes

Anormalidade caracterizada por uma quantidade de açúcar em excesso no sangue e na urina. O pâncreas é um órgão na região do abdome e uma das suas principais funções é a produção de insulina. Existem, disseminados por todo o órgão, pequenos agrupamentos celulares denominados ilhotas de Langerhans, onde é produzida a insulina, hormônio responsável por regular o nível de açúcar no sangue e transformá-lo em energia. Se o pâncreas for afetado por uma infecção, por exemplo, esta prejudicará a produção de insulina e o nível de açúcar no sangue aumentará, provocando os sintomas da diabete açucarada. Os hidratos de carbono, ou carboidratos ingeridos são convertidos em glicogênio e armazenados em parte no fígado, em parte nos músculos. Os músculos também servem de depósito de glicogênio uma vez que este é necessário para a atividade muscular. Se o açúcar não for convertido em glicogênio, será eliminado na urina sem aproveitamento para o organismo, fato que ocorre na falta da insulina. Uma outra doença, bastante diferente da diabete açucarada é a diabete insípida, caracterizada pelo excesso de excreção urinária, devido a um distúrbio dos rins. Os cientistas canadenses, Dr. Frederick Banting e Charles Best, descobriram, em 1921, uma forma de utilizar a insulina no tratamento das diabetes. Tal utilização, entretanto não cura a anormalidade, mas dá ao paciente uma expectativa de vida normal, enquanto que, até a descoberta deste método de tratamento, a expectativa de vida do diabético não passava de cinco anos. O paciente diabético sem tratamento emagrece, enfraquece e está sujeito a distúrbios nervosos, além de a infecções como a tuberculose. A administração de insulina deve ser controlada meticulosamente, caso contrário poderá provocar os mesmos sintomas de um doente na fase terminal, quando as alterações químicas provocadas no organismo levam-no a um estado de coma. A coma diabética ocorre quando o nível de açúcar no sangue faz com que subprodutos ácidos dos carboidratos acumulem-se no sangue. A coma diabética é precedida por sintomas característicos como vômitos, fadiga, etc. e requer imediata atenção médica. Se o paciente entrar em coma, deve receber atenção integral de uma enfermeira e, se voltar a recuperar a consciência, a atenção deve continuar por mais duas semanas, aproximadamente. Todo o diabético deve submeter-se a um programa de administração de insulina e obedecer a uma dieta específica, com baixos teores de açúcar. A diabete aparece mais após os quarenta anos de idade e estão mais sujeitos a ela as pessoas obesas. O gene que determina a diabete é recessivo; assim, os descendentes de um diabético terão probabilidades mínimas de contrair os sintomas.

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Cólera-por Renato da Silva Barbosa

Doença infecto-contagiosa de origem bacteriana, às vezes epidêmica, e que afeta principalmente o intestino delgado. O agente etiológico da doença é o Vibrio cholerae. O cólera ocorre, geralmente, em climas quentes e úmidos, especialmente na Índia e em Bangladesh, embora tenham havido ocorrências bem recentes em outras regiões da Ásia, no norte da África, no sul da Europa e, até mesmo, no Brasil. É bem provável que esta doença tenha se alastrado a partir da Índia, onde é conhecida desde épocas muito remotas, para o resto do mundo devido às caravanas, que negociavam os produtos produzidos por aquela região ou importados por ela de outras ainda mais distantes. Os principais sintomas da doença são as diarréias, os vômitos, o colapso, as cãibras e a alteração na produção de urina pelos rins. O germe é contraído ao se beber água contaminada e alcança o intestino onde produz a infecção. O organismo produz uma toxina responsável por quebrar os mecanismo que mantêm os níveis eletrólitos e do fluido celular, ocasionando uma diarréia conhecida como “água de arroz” devido à sua cor e consistência. A diarréia aparece entre cinco e seis dias após. Com a perda de água, a sede aumenta demasiadamente, o pulso acelera, o organismo debilita-se e a pressão cai. O rosto emagrece e a pele torna-se azulada. A perda de água em demasia pode ocasionar a morte. A recuperação do paciente é conseguida pela reposição do líquido perdido. Pode-se usar, também, antibióticos. Por ser uma doença altamente transmissível, os pacientes devem ser isolados e seus detritos queimados. Na localidade atingida pelo cólera, só podem ser ingeridos alimentos cozidos e água fervida anteriormente. As verduras devem ser lavadas com água clorada. Recomenda-se clorar a água e lavar rodos os alimentos com ela. Existe, porém, uma vacina obtida a partir de germes mortos. O paciente necessitará de injeções intravenosas de soluções salinas normais ou fisiológicas. Aproximadamente entre um e dois litros deverão ser administrados entre seis ou oito horas, durante dois ou três dias. Algumas drogas poderão ser usadas para dominar o vômito e o bicarbonato de sódio, contra a acidose.

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CÂNCER DE PRÓSTATA

INTRODUÇÃO

O Câncer da próstata é uma doença que pode surgir com o envelhecimento do homem, a partir dos 40 anos. À medida que o homem vai envelhecendo, a incidência dessa doença vai aumentando. Quanto mais cedo essa doença atinge o indivíduo, mais grave ela será. Quanto mais tarde se fizer o diagnóstico, mais difícil será a cura. No Brasil, apesar das estatísticas não serem muitos fiéis, já caminha para a primeira causa de mortes por câncer. Com os progressos da Medicina e de outras áreas que interferem com a saúde, espera-se para as próximas décadas uma população cada vez maior de homens atingindo faixas etárias bem superiores àquela. Conclui-se, portanto, que mais casos de Câncer de Próstata serão diagnosticados. Atualmente, existem no país diversas campanhas de detecção precoce dessa neoplasia.

PRÓSTATA E SUA FUNÇÃO

A próstata é uma glândula localizada próximo à bexiga cercando a uretra na sua porção inicial. As secreções prostáticas são o maior componente do líquido seminal (ou esperma). Só os homens possuem próstata e o seu desenvolvimento é estimulado pela testosterona, o hormônio sexual masculino produzido pelos testículos. É um órgão glandular que produz uma substância que, juntamente com a secreção da vesícula seminal e os espermatozóides produzidos nos testículos, vai formar o sêmem ou esperma. Sem o líquido produzido pela próstata, os espermatozóides não viveriam até atingir o óvulo no momento da fecundação. Além de conferir proteção, contém alimentos para o espermatozóide, na sua longa caminhada ao encontro do óvulo.

CAUSAS

Todo homem nasce programado para ter câncer da próstata, pois todos carregam em seu código genético os chamados "proto-oncogens", que dão a ordem para uma célula normal se transformar em outra maligna. Isto só não ocorre indiscriminadamente porque a função dos proto-oncogens é antagonizada por outro grupo de gens protetores, chamados de "supressores", dos quais os mais conhecidos são o p53 e o p21. Estes gens promovem o suicídio das células toda vez que elas sofrem um processo de degeneração maligna, num fenômeno conhecido como apoptose. O câncer da próstata surge porque as múltiplas divisões celulares, que ocorrem em todos os seres vivos, acompanham-se de discreta fragmentação dos cromossomos, que vão se privando de parte do seu material genético. Com o decorrer dos anos acumulam-se perdas dos gens supressores, que libera a atividade dos proto-oncogens e permite a degeneração das células prostáticas.

FATORES DE RISCO

Homens com antecedentes familiares de câncer da próstata tem maior chance de desenvolver a doença. Os riscos aumentam de 2,2 vezes quando um parente de 1° grau (pai ou irmão) é acometido pelo problema, de 4,9 vezes quando dois parentes de 1° grau são portadores do tumor e de 10,9 vezes quando três parentes de 1° grau têm a doença. Nos casos hereditários, o câncer se manifesta mais precocemente, muitas vezes antes dos 50 anos. Por isto, os homens com história familiar devem realizar exames preventivos a partir dos 40 anos e não dos 50 anos, como se recomenda habitualmente.

DESENVOLVIMENTO

A origem do Câncer de Próstata é desconhecida, entretanto, presume-se que alguns fatores possam influenciar o seu desenvolvimento. Entre eles, o fator genético, visto a incidência desta neoplasia ser maior em familiares portadores da doença. A presença de CP em parentes do primeiro grau aumenta a probabilidade de diagnóstico desse câncer em 18%. O fator hormonal é bastante importante, pois essa neoplasia regride de maneira significativa com a supressão dos hormônios masculinos (por exemplo, castração). Pesquisas feitas em ratos tratados cronicamente com testosterona mostraram o desenvolvimento do câncer de próstata nesses animais. A testosterona não é indutora de câncer, entretanto, em homens já com a neoplasia ou com predisposição, a testosterona estimularia o seu crescimento. Por outro lado, o CP não ocorre em eunucos. Ultimamente, tem se dado muita atenção ao fator dieta. Dietas ricas em gordura predispõem ao câncer e as ricas em fibras e tomate diminuem o seu aparecimento. Baseados em levantamentos epidemiológicos em áreas geográficas de maior incidência de CP notou-se que dietas ricas em gordura aumentam os riscos de seu aparecimento. Talvez por interferência no metabolismo dos hormônios sexuais, várias outras substâncias estão sob investigação como as vitaminas, o cádmio, o zinco. Doenças venéreas não tem relação com o CP embora o herpesvírus tipo II e o citomegalovírus induzam transformações carcinogenéticas em células embrionárias de hamster (pequeno animal de experimentação). O fator ambiental é alvo, também, de investigação. Populações de baixa incidência de CP, quando migram para áreas de alta incidência, apresentam um aumento na ocorrência de casos. Fumaça de automóveis, cigarro, fertilizantes e outros produtos.

SINTOMAS

Nas fases iniciais nada se sente. O tumor somente é detectado em exames clínicos e laboratoriais de rotina que são: Nos casos de CP sintomático, o paciente se queixa de dificuldade para urinar, jato urinário fraco, O paciente pode manifestar dores ósseas como sinal de uma doença mais avançada (metástases). Anemia, perda de peso, adenopatias (ínguas) no pescoço e na região inguinal podem também ser a primeira manifestação da doença.


TUMOR BENIGNO DA PRÓSTATA

Também conhecido como adenoma de próstata, é a doença que mais incide na próstata. Consiste em um crescimento das glândulas prostáticas e, consequentemente, de toda a próstata. Como a próstata é atravessada pela uretra, esta passa a ser comprimida, dificultando a passagem da urina.
Sintomas:

ü O jato urinário vai se tornando cada vez mais fraco e fino.

ü A pessoa urina muitas vezes durante a noite.

ü Após urinar, logo sente vontade de urinar de novo, e urina mais um pouco.

ü Sensação de não esvaziar bem a bexiga, ou seja, sintomas de obstrução urinária.

ü Pode sentir forte vontade e ter que sair correndo para urinar, podendo até fazer na roupa ou na cama.


TUMOR MALIGNO DA PRÓSTATA

O grande problema é que, na grande maioria das vezes, o câncer de próstata, na sua fase inicial, não apresenta nenhum sintoma. Numa fase adiantada, começará a obstruir a urina, como ocorre com o tumor benigno, mas o tratamento curativo já é mais difícil. O tumor maligno da próstata pode estar associado ao tumor benigno, logo, os sintomas podem ser os mesmos. O câncer da próstata, quando avança, pode se disseminar (espalhar-se) pelo corpo, vindo a atingir outros órgãos, e principalmente os ossos. Uma dor na coluna vertebral num indivíduo na idade de risco pode ser até uma disseminação do tumor. Pode também atingir as costelas, bacia, fêmures, etc. muitas vezes o indivíduo tem uma fratura espontânea do fêmur, sem qualquer trauma, o que poderá ser uma fratura patológica, provocada pela disseminação do tumor. O paciente pode manifestar dores ósseas como sinal de uma doença mais avançada (metástases). Anemia, perda de peso, adenopatias (ínguas) no pescoço e na região inguinal podem também ser a primeira manifestação da doença.

EXAMES PREVENTIVOS

Toque retal - O indivíduo do sexo masculino, a partir dos 40 anos, deve realizar o exame de toque retal pelo menos uma vez por ano. Neste exame, o médico pesquisa o tamanho, consistência, pontos endurecidos dolorosos e mobilidade. O reto é a única via natural de acesso por ter sua parede intimamente ligada à próstata. O grande problema é que os latinos, de um modo geral, têm grande preconceito com esse exame. Este toque serve para se fazer o diagnóstico precoce do tumor, mesmo quando não há sintomatologia, o que, na maioria das vezes, após tratamento cirúrgico, leva à cura. Todo o homem a partir dos 40 anos deve realizar o toque retal e dosagem do PSA, principalmente aqueles com história familiar de CP (e de câncer de mama), independentemente de sintomas. Em caso de toque anormal e ou PSA elevado, o paciente deverá ser submetido a uma ecografia transretal com biópsia prostática. Os fragmentos obtidos serão levados ao exame anátomo-patológico. Uma vez confirmado o diagnóstico, o tumor deverá ser estagiado. Isto significa que exames deverão ser solicitados a fim de que se possa saber se o tumor está confinado à próstata ou se já invadiu órgãos adjacentes (bexiga, vesículas seminais, reto) ou se já enviou metástases. A cintilografia óssea é o exame mais útil nessa fase e nos dá informações quanto à metástases no esqueleto. Outros exames eventualmente pedidos são: fosfatase alcalina, tomografia computadorizada de abdômen, radiografias de tórax, radiografias do esqueleto.

PSA - Significa ántígeno prostático específico", e é medido através do sangue do indivíduo. Trata-se de um antígeno específico da próstata, podendo estar normal ou aumentado tanto no adenoma benigno da próstata quanto no câncer da próstata, sendo que neste último, na maioria das vezes, etá aumentado. logo, o PSA por si só, sem o toque retal, não elimina a possibilidade do câncer.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO_CÂNCER DA PRÓSTATA


Em casos iniciais, isto é, quando o tumor ainda está na próstata, o tratamento é cirúrgico. Faz-se a retirada de toda a próstata, o que, na maioria das vezes, é curativo. Quando o tumor deixa a próstata, faz-se um tratamento à base de hormônios, chamado quimioterapia hormonal, com a finalidade de antagonizar os efeitos da testosterona. Em outros casos, pode-se fazer radioterapia, associada ou não aos outros tratamentos anteriores. O diagnóstico do câncer da próstata é feito pelo estudo histopatológico do tecido obtido pela biópsia da próstata, que deve ser considerada sempre que houver anormalidades no toque retal ou na dosagem do PSA. O relatório anátomo-patológico deve fornecer a graduação histológica do sistema de Gleason, cujo objetivo é informar sobre a provável taxa de crescimento do tumor e sua tendência à disseminação, além de ajudar na determinação do melhor tratamento para o paciente. Na graduação histológica, as células do câncer são comparadas às células prostáticas normais. Quanto mais diferentes das células normais forem as células do câncer, mais agressivo será o tumor e mais rápida será sua disseminação. A escala de graduação do câncer da próstata varia de 1 a 5, com o grau 1 sendo a forma menos agressiva:• Grau 1 – As células são, geralmente, uniformes e pequenas e formam glândulas regulares, com pouca variação de tamanho e forma, com bordos bem definidos, densamente agrupadas, distribuídas homogeneamente e com muito pouco estroma entre si. • Grau 2 – As células variam mais em tamanho e forma e as glândulas, ainda uniformes, mostram-se frouxamente agrupadas e com bordos irregulares. • Grau 3 – As células variam ainda mais em tamanho e forma, constituindo glândulas muito pequenas, uniformes, anguladas ou alongadas, individualizadas e anarquicamente espalhadas pelo estroma. Podem formar também massas fusiformes ou papilíferas, com bordas lisas. • Grau 4 - Muitas das células estão fusionadas em grandes massas amorfas ou formando glândulas irregulares, que são distribuídas anarquicamente, exibindo infiltração irregular e invadindo os tecidos adjacentes. As glândulas podem apresentar, ainda, células pálidas e grandes, com padrão hipernefróide. • Grau 5 – Tumor anaplásico. A maioria das células estão agrupadas em grandes massas que invadem os órgãos e tecidos vizinhos. As massas de células podem exibir necrose central, com padrão de comedocarcinoma. Muitas vezes, a diferenciação glandular pode não existir: padrão de crescimento infiltrativo tipo cordonal ou de células soltas. Para se obter o escore total da classificação de Gleason, que varia de 2 a 10, o patologista gradua de 1 a 5 as duas áreas mais freqüentes do tumor e soma os resultados. Quanto mais baixo o escore de Gleason, melhor será o prognóstico do paciente. Escores entre 2 e 4 significam que o câncer provavelmente terá um crescimento lento. Escores intermediários, entre 5 e 7, podem significar um câncer de crescimento lento ou rápido e este crescimento vai depender de uma série de outros fatores, incluindo o tempo durante o qual o paciente tem o câncer. Escores do final da escala, entre 8 e 10, significam um câncer de crescimento muito rápido.• Gleason de 2 a 4 – existe cerca de 25% de chance de o câncer disseminar-se para fora da próstata em 10 anos, com dano em outros órgãos, afetando a sobrevida. • Gleason de 5 a 7 - existe cerca de 50% de chance de o câncer disseminar-se para fora da próstata em 10 anos, com dano em outros órgãos, afetando a sobrevida. • Gleason de 8 a 10 - existe cerca de 75% de chance de o câncer disseminar-se para fora da próstata em 10 anos, com dano em outros órgãos, afetando a sobrevida.

Toque prostático (TP) - é sempre recomendável e também fundamental no estadiamento da doença, bem como para definição do tratamento.

Antígeno prostático específico (PSA) - aceita-se como valores limites normais até 4 ng/ml, porém podem existir tumores com PSA abaixo deste valor. Quando o PSA estiver acima de 10 ng/ml há indicação formal para biópsia. Para valores entre 4-10 ng/ml deve-se também levar em consideração a velocidade do PSA e a relação PSA livre/total.

Ultra-som transretal – pode ser usado para orientar a biópsia da próstata. Também pode ser útil na determinação do volume prostático e para avaliar a extensão local da doença.

IMAGENS

CONCLUSÃO


Levando-se em consideração as evidências científicas até o momento e partindo-se do preceito ético que o conjunto das estratégias de detecção precoce e tratamento de um câncer deva resultar em mais benefício do que dano, tanto na perspectiva do indivíduo quanto da população, recomendamos sensibilizar a população masculina para a adoção de hábitos saudáveis de vida (dieta rica em fibras e frutas e pobre em gordura animal, atividade física e controle do peso) como uma ação de prevenção do câncer, orientar os homens com idade entre 50 e 70 anos que procuram os serviços de saúde por motivos outros do câncer da próstata sobre a possibilidade de detecção precoce deste câncer por meio da realização dos exames do toque retal e da dosagem PSA total, informando-os sobre as limitações, os benefícios e os riscos da detecção precoce do câncer da próstata.

BIBLIOGRAFIA

Programa Nacional de Controle do Câncer da Próstata

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Câncer

ença cuja característica principal é o desenvolvimento anormal das células que invadem tecidos normais e os destroem, em qualquer parte do corpo. Os tumores benignos são aqueles que não invadem os tecidos normais, como fibromas, lipomas e verrugas. Os tumores malignos, por outro lado, invadem os tecidos e destroem as células sadias. O câncer pode limitar-se a uma determinada região ou migrarem, através da corrente sanguínea, para outros tecidos. Este último processo é conhecido como metástase e geralmente é o mais perigoso. A causa do câncer não está seguramente estabelecida. Os raios ultravioletas, emitidos pelo sol, estão relacionados estatisticamente com a incidência de câncer de pele, provavelmente devido a fatores mutagênicos. A maior incidência de câncer nos dias de hoje ocorre em fumantes. Seguramente existe uma relação entre os hormônios sexuais e o câncer. Todavia, alguns cientistas acreditam que células anormais inativas são as que provocam o câncer quando estimuladas em um determinado momento da vida. A hereditariedade relaciona-se com a maior propensão à doença. O câncer pode também ser induzido por vírus. O câncer é classificado de acordo com o tipo de tecido no qual incide, com a parte do corpo afetada e com as suas manifestações químicas. Podem ser percebidos visualmente, como no câncer de pele; por exame retal, como no câncer da próstata; por endoscopia no estômago, por raios X, exames de sangue e urina; pelo tato, como no câncer de mama. Recomenda-se um check-up anual, uma vez que o desenvolvimento da doença é de difícil percepção no início e o tratamento, quando diagnosticado cedo, geralmente cura a doença. A biopsia é um recurso usado para se ter certeza de que o tecido apresenta algum tipo de tumor, depois de suspeitar-se da sua existência. É retirada uma amostra de tecido que é analisada sob o microscópio e comparada a outra de tecido normal. O teste de Papanicolau consiste na retirada de fragmentos do colo uterino ou da vagina, quando são submetidos a tratamento químico e observados ao microscópio para averiguar a presença de células pré-cancerosas. Para o tratamento da doença, o procedimento cirúrgico é o mais adequado para os tumores localizados, com a extirpação do tecido afetado. Em alguns casos utiliza-se a radioterapia, que consiste em submeter o local afetado à exposição de raios X ou rádio, sem recorrer-se à intervenção cirúrgica. O mesmo pode ser feito com determinadas drogas e hormônios, o que é conhecido como quimioterapia. Entretanto, os três procedimentos são utilizados, mais freqüentemente, em combinação. Todos esses métodos são, todavia, muito prejudiciais à saúde, pois invadem áreas e tecidos não afetados. Recentemente, o uso de isótopos radioativos constituiu-se em um avanço, uma vez que agem especificamente sobre o tecido que apresenta o tumor. Apesar dos avanços tecnológicos, químicos e biológicos, especialmente na área da engenharia genética, ainda não se sabe muito sobre o câncer, por isso, acima de tudo, a doença deve ser diagnosticada no início, quando as possibilidades de cura são maiores, o que só pode ser feito com exames periódicos.

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Qual a origem da epidemia de HIV/AIDS-por Carlos Magno Machado



A Sindrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) foi reconhecida em meados de 1981, nos EUA, a partir da identificação de um número elevado de pacientes adultos do sexo masculino, homossexuais e moradores de São Francisco ou Nova York, que apresentavam sarcoma de Kaposi, pneumonia por Pneumocystis carinii e comprometimento do sistema imune. Todos estes fatos convergiram para a inferência de que se tratava de uma nova doença, ainda não classificada, de etiologia provavelmente infecciosa e transmissível. Em 1983 o agente etimológico foi identificado: tratava-se de um retrovírus humano, atualmente denominado vírus da Imunodeficiência humana, HIV-1, que anteriormente foi denominado LAV e HTLV-III. Em 1986 foi identificado um segundo agente etimológico, também retrovírus, estreitamente relacionado ao HIV-1, denominado HIV-2. Embora não se saiba ao certo qual a origem dos HIV-1 e 2 sabe-se que uma grande família de retrovírus relacionados a eles está presente em primatas não-humanos na África sub-Sahariana. Todos os membros desta família de retrovírus possuem estrutura genômica semelhante, apresentando homologia em torno de 50%. Além disso todos têm a capacidade de infectar linfócitos através do receptor CD4. Aparentemente o HIV-1 e o HIV-2 passaram a infectar o homem há várias décadas. O HIV-1 tem se mostrado mais virulento do que o HIV-2. numerosos retrovírus de primatas não-humanos encontrados na África têm mostrado grande similaridade com o HIV-1 e com o HIV-2. O vírus da Imunodeficiência símia (SIV) presente com muita freqüência nos macacos verdes africanos é muito próximo ao HIV-2, sugerindo que ambos evoluíram de uma origem comum. Por estes fatos supõe-se que o HIV tenha origem geográfica africana e que sua disseminação se deve às características da sociedade contemporânea.
Quais as formas de transmissão do HIV?
As principais formas de transmissão do HIV são: sexual, por relações homo e heterossexuais; sangüínea, em receptores de sangue ou hemoderivados e em UDIV; e perinatal, abrangendo a transmissão da mãe para o filho durante a gestação, parto ou por aleitamento materno. Além destas formas mais freqüentes há também a transmissão ocupacional, por acidente de trabalho em profissionais da área da saúde que sofrem ferimentos pérfuro-cortantes contaminados com sangue de pacientes com
infecção pelo HIV e, finalmente, há oito casos descritos na literatura de transmissão intradomiciliar nos quais não houve contato sexual nem exposição sangüínea pelas vias classicamente descritas.
A principal forma de exposição no mundo todo é a sexual, sendo que a transmissão heterossexual através de relações sem o uso de preservativo é considerada, pela OMS, como a mais freqüente do ponto de vista global. Na África sub-Sahariana é a principal forma de transmissão. Nos países desenvolvidos a exposição ao HIV por relações homossexuais ainda é a responsável pelo maior número de casos, embora as relações heterossexuais estejam aumentando de importância na dinâmica da epidemia. Os fatores que aumentam o risco de transmissão do HIV numa relação heterossexual são: alta viremia ou Imunodeficiência avançada; relação anal receptiva; relação sexual durante a menstruação; e concomitância de doenças sexualmente transmitidas, principalmente das ulcerativas. Sabe-se hoje que as úlceras resultantes de infecções como cancróide, sífilis, e herpes simples amplificam a transmissão do HIV.
A transmissão sangüínea associada ao uso de drogas IV é um meio muito eficaz de transmissão do HIV devido ao uso compartilhado de seringas e agulhas. Esta forma tem importância crescente em várias partes do mundo, como na Ásia, América Latina e no Caribe. Nos países industrializados também tem sido crescente a transmissão pelo uso de drogas IV, sendo que em alguns países como na Espanha já é a primeira causa de exposição ao HIV.
A transmissão através da transfusão de sangue e derivados tem apresentado importância decrescente nos países industrializados e naqueles que adotaram medidas de controle da qualidade do sangue utilizado, como é o caso do Brasil. A utilização de seringas e agulhas não descartáveis e não esterilizadas foi responsável por muitos casos no mundo todo, sendo que o episódio mais dramático ocorreu na Romênia, causando verdadeira epidemia de AIDS pediátrica.
A transmissão perinatal, decorrente da exposição da criança durante a gestação, parto ou aleitamento materno vem aumentando devido à maior transmissão heterossexual. Na África são encontradas as maiores taxas desta forma de infecção pelo HIV, de 30 a 40%, enquanto em outras partes do mundo, como na América do Norte e Europa se situam em tomo de 15 a 29%. Os motivos desta diferença devem-se ao fato de que naquele continente a transmissão heterossexual é mais intensa e também ao aleitamento materno, muito mais freqüente do que nos países industrializados.
A transmissão ocupacional ocorre quando profissionais da área da saúde sofrem ferimentos pérfuro-cortantes contaminados com sangue de pacientes soropositivos para o HIV. Estima-se que o risco de contrair o HIV após uma exposição percutânea a sangue contaminado seja de aproximadamente O,3%. Os fatores de risco já identificados como favorecedores deste tipo de contaminação são: a profundidade e extensão do ferimento a presença de sangue contaminante visível no instrumento que produziu o ferimento o procedimento que resultou na exposição envolver agulha colocada diretamente na veia ou artéria de paciente HIV+; e, finalmente, o paciente fonte da infecção ser terminal. O uso da zidovudina após a exposição aparentemente reduz a chance de transmissão do HIV.
Nos casos intradomiciliares relatados, a transmissão foi atribuída, em seis pacientes, ao contato com sangue do paciente fonte. Em um caso a contaminação se deu após contato repetido com excretas e em um caso não foi estabelecida a via de infecção. A possibilidade deste tipo de transmissão implica na orientação rigorosa dos contatantes intradomiciliares quanto aos cuidados e precauções necessários no manuseio adequado de materiais contaminados com sangue, secreções e excretas e também quanto ao descarte de materiais pérfuro-cortantes em recipientes rígidos, além da necessidade de manutenção de hábitos de higiene.
É certo que a transmissão por contato casual não ocorre?
Os meios alternativos de transmissão propostos incluem contato interpessoal não-sexual e não-percutâneo, também referido como contato casual, vetores artrópodes, fontes ambientais (aerossóis por exemplo) e objetos inanimados (fômites), além de instalações sanitárias.
Até o momento não foi possível evidenciar com segurança nenhum caso de infecção por HIV adquirido por qualquer destas vias teóricas de transmissão.
A investigação de 956 indivíduos co-habitantes de pacientes com AIDS, que freqüentemente compartilhavam objetos como copos, talheres, pratos, cortadores de unhas, pentes, toalhas, roupas, e facilidades domésticas como cozinha e banheiro; e referiam contato íntimo e freqüente incluindo beijos, abraços e cuidados de enfermagem não evidenciou nenhuma soroconversão resultante destas atividades.
Vale ressaltar que há seis casos descritos na literatura em que a soroconversão foi atribuída aos contatos intradomiciliares como citado na questão 5 (seção 1).
Há raros relatos anedóticos de hipotética transmissão horizontal do HIV, porém estes não resistem a uma análise mais cuidadosa e as evidências são insuficientes para caracterizar formas não-tradicionais de transmissão.
Dados laboratoriais e epidemiológicos não provêm qualquer suporte à possibilidade teórica de transmissão por artrópodes atuando como vetores biológicos ou mecânicos. Não foi possível evidenciar qualquer multiplicação do HIV em artrópodes após inoculação intraabdominal, intratorácica ou após repasto de sangue infectado. Outros estudos mostraram ausência de replicação do HIV em linhagens celulares derivadas de artrópodes.
Estudos epidemiológicos nos Estados Unidos, Haiti e África Central não mostraram qualquer evidência de transmissão por vetores.
Conclui-se que formas alternativas de transmissão são altamente improváveis e que a experiência cumulativa é suficientemente ampla para se assegurar enfaticamente que não há qualquer justificativa para restringir a participação de indivíduos infectados de seus ambientes domésticos, escolares ou profissionais.
Os dados disponíveis permitem aos profissionais de saúde assegurar suas comunidades de que não há ameaça neste sentido.

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