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Líbia

Da década de 1970 em diante, a Líbia apareceu freqüentemente nos noticiários internacionais por causa das atitudes de seu chefe de estado, Muammar al Kadhafi, acusado de apoiar o terrorismo. País muçulmano em que várias culturas mediterrâneas deixaram marca, a Líbia tem a maior parte de seu território desértico, mas sobre lençóis petrolíferos.

A República Árabe Líbia Popular e Socialista é um grande país do centro-norte da África, com uma superfície de 1.757.000km2. Limita-se a leste com o Egito, ao sul com o Níger, o Tchad e o Sudão, e a oeste com a Tunísia e a Argélia. Ao norte confina com o Mediterrâneo, diante dos litorais italiano e grego.

Geografia física. O território líbio constitui-se de planaltos de 200 a 600m de altura, que fazem do país o mais elevado do norte da África. Suas terras integram o Saara, exceto na zona costeira, onde se diferenciam claramente duas regiões: Tripolitânia e Cirenaica, respectivamente a oeste e a leste do golfo da Grande Sirte, que são as únicas áreas férteis do país além de alguns oásis. A paisagem típica da Líbia mostra grandes extensões de areia, com pontos montanhosos que surgem ocasionalmente. Na árida região de Fezã, as dunas atingem centenas de metros de altura. O pico mais alto, o Bete (2.286m), encontra-se ao sul, nos montes Tibesti.

O clima é desértico, embora a influência do Mediterrâneo suavize as temperaturas, que vão de 11 a 28o C na costa e de 18 a 38o C no interior. As precipitações, em geral escassas, alcançam de 400 a 500mm no norte, contra os 25mm do deserto da Líbia. A escassez de cursos fluviais permanentes se compensa pela existência de extensos depósitos de água subterrânea e diversos oásis.

O rigor das condições naturais torna também muito escassa a vida vegetal: as plantas, em geral de vida curta, crescem quando chove e definham com rapidez. A fauna, típica dos desertos africanos, compõe-se de roedores, raposas, chacais, hienas, gazelas, gatos selvagens, águias e abutres.

População. Os líbios são predominantemente berberes e a maior parte deles adotou a cultura árabe. Alguns grupos minoritários conservam a língua berbere, mesmo sendo o árabe a língua oficial. Outras minorias étnicas são as de negros, judeus e grupos reduzidos de italianos e gregos, cujo número decresceu a partir do fim da década de 1960. Nos oásis do sudoeste habitam pequenos grupos de tuaregues, que deixaram para trás sua tradicional vida nômade.

Três quartos da população urbana vivem em Trípoli, a capital, e em Bengazi (Banghazi), que também sedia importantes funções administrativas. A faixa costeira mediterrânea é a zona de maior concentração de habitantes. Na última década do século XX, a densidade populacional mal chegava aos dois habitantes por quilômetro quadrado, em virtude das enormes extensões desérticas.

A taxa de natalidade é alta e a de mortalidade relativamente reduzida, o que resulta em crescimento demográfico elevado. O censo registra população masculina relativamente mais numerosa, em virtude do costume de não registrar, às vezes, os nascimentos femininos.

Economia. A Líbia é uma república socialista. O governo controla e planifica a economia, fundamentalmente baseada na extração e exportação de petróleo e gás natural, setor responsável por mais da metade do produto interno bruto. O país é pobre em recursos agrícolas; a produção do setor não chega a três por cento do produto interno bruto. Cultivam-se principalmente tomate, trigo, batata e azeitona na faixa costeira e tâmaras, nos oásis. Os rebanhos compõem-se sobretudo de ovelhas, cabras e vacas para leite e carne, assim como camelos e cavalos, usados como meios de transporte. Na pesca, explorada principalmente por gregos, italianos e malteses, predomina o atum.

A infra-estrutura necessária para a exploração dos recursos minerais foi implantada, a partir do fim da década de 1950, pelas multinacionais do petróleo, que exploraram os poços mediante concessões até serem nacionalizadas, em 1973, pelo governo do coronel Muammar al Kadhafi. A Líbia, porém, carece de tecnologia própria e mão-de-obra qualificada nacional, pelo que recorre a técnicos estrangeiros. Graças à receita provinda do petróleo, os líbios contam com elevada renda per capita. O país tem outros recursos minerais, como o gesso.

A indústria é escassamente desenvolvida. Entre os produtos principais estão a cal, o cimento e os derivados de petróleo. Há projetos para a produção de energia nuclear, mas quase toda a eletricidade provém de centrais térmicas de óleo combustível.

Os países com que a Líbia tem maior intercâmbio comercial são os da Comunidade Européia, especialmente a Itália. Entre as principais importações incluem-se alimentos, equipamentos de transporte e maquinaria. O petróleo cru é o mais importante produto de exportação. A rede de transportes limita-se quase exclusivamente à zona litorânea, embora os oásis do interior tenham boa comunicação com o resto do país. Os portos mais importantes são os de Trípoli e Bengazi, cidades em que também ficam os principais aeroportos.

História. Antigo assentamento de povos tão díspares quanto os fenícios, os romanos e os turcos, a Líbia recebeu seu nome dos colonos gregos, no século II antes da era cristã. Fenícios e gregos chegaram ao país no século VII a.C. e estabeleceram colônias e cidades. Os fenícios fixaram-se na Tripolitânia e os gregos na Cirenaica. Os cartagineses, herdeiros das colônias fenícias, fundaram na Tripolitânia uma província, e no século I a.C. o Império Romano se impôs em toda a região.

O império bizantino, continuador do romano, ganhou terreno com o declínio de Roma. No século VII da era cristã, porém, o impulso conquistador dos árabes transformou o lugar em sólido baluarte para o Islã. Durante pouco mais de três séculos, os berberes almôadas mantiveram o domínio sobre a região tripolitana, enquanto a Cirenaica esteve sob o controle egípcio. No século XVI, os otomanos unificaram o território e estabeleceram o poder central em Trípoli.

Dois séculos mais tarde, o reinado da dinastia Karamanli, que dominou Trípoli durante 120 anos, contribuiu para assentar mais solidamente as regiões de Fezã, Cirenaica e Tripolitânia, e conquistou maior autonomia. Em 1835, o império otomano restabeleceu o controle sobre a Líbia, embora a confraria muçulmana dos sanusis tenha conseguido, em meados do século, dominar os territórios da Cirenaica e de Fezã.

Em 1911, sob o pretexto de defender seus colonos estabelecidos na Tripolitânia, a Itália declarou guerra à Turquia e invadiu a Líbia. A resistência dos sanusis dificultou a penetração do Exército italiano no interior, mas em 1914 todo o país estava ocupado. Durante a primeira guerra mundial, os líbios recuperaram o controle de quase todo o território, à exceção de alguns portos. Terminada a guerra, os italianos empreenderam a reconquista do país. Em 1939, a Líbia foi incorporada ao reino da Itália. A colonização não alterou a estrutura econômica do país, mas contribuiu para melhorar a infra-estrutura, como a rede de estradas e o fornecimento de água às cidades.

Durante a segunda guerra mundial, o território líbio foi cenário de combates decisivos. Findas as hostilidades, o Reino Unido encarregou-se do governo da Cirenaica e da Tripolitânia, e a França passou a administrar Fezã. Em 1951 proclamou-se a independência da Líbia. O rei Idris I, da dinastia dos sanusis, ocupou a chefia do estado.

Depois de sua admissão na Liga Árabe, em 1953, a Líbia firmou acordos para a implantação de bases estrangeiras em seu território. A influência econômica dos Estados Unidos e do Reino Unido, autorizados a manter tropas no país, tornou-se cada vez mais poderosa. A descoberta de jazidas de petróleo em 1959 constituiu no entanto fator decisivo para que o governo líbio exigisse a retirada das forças estrangeiras, o que provocou graves conflitos políticos com aquelas duas potências e com o Egito.

Em 1969, um golpe liderado pelo coronel Muammar al-Kadhafi depôs o rei e implantou uma república muçulmana militarizada e de organização socialista. O coronel Kadhafi, chefe de estado a partir de 1970, expulsou os efetivos militares estrangeiros, estatizou o petróleo e procurou desencadear uma revolução cultural, social e econômica que provocou graves tensões políticas com os Estados Unidos, Reino Unido e países árabes moderados (Egito, Sudão). Apoiado pelo partido único, a União Socialista Árabe, Kadhafi interveio na política de outros países, como o Sudão e o Tchad. Em 1972, a Líbia e o Egito uniram-se numa Confederação de Repúblicas Árabes que se dissolveu em 1979. Em 1984, a Líbia e o Marrocos tentaram uma união formal, extinta em 1986.

A rejeição a Israel, as manifestações anti-americanas e a aproximação com a União Soviética, por parte da Líbia, geraram sérios conflitos na década de 1980. As acusações de que o governo líbio patrocinava ou estimulava o terrorismo internacional desencadearam, em abril de 1986, um ataque da aviação americana a vários alvos militares, em que pereceram 130 pessoas. Kadhafi, que perdeu uma filha adotiva quando sua casa foi atingida, manteve-se como chefe político, mas sua imagem internacional deteriorou-se rapidamente.

Para tirar o país do isolamento diplomático, no início da década de 1990 o chefe líbio dispôs-se a melhorar o relacionamento com as potências ocidentais e com as nações vizinhas. Contudo, apesar de sua neutralidade na guerra do golfo Pérsico, a Líbia se manteve sob crescente isolamento internacional até meados da década. Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França, com a aprovação das Nações Unidas, impuseram pesados embargos ao comércio e ao tráfego aéreo líbio, porque o governo se negava a extraditar os dois líbios suspeitos de terem colocado uma bomba num avião que explodiu sobre Lockerbie, na Escócia, em 1988, e matou 270 pessoas.

Instituições políticas. Governa a Líbia o único partido do país na legalidade, a União Socialista Árabe. O Congresso Geral do Povo elege o chefe de estado, o "líder revolucionário", e seu gabinete, o Comitê Geral do Povo. O país é dividido em 25 municipalidades, por sua vez subdivididas em zonas.

Sociedade e cultura. As divisas provenientes do petróleo permitiram ao governo líbio a implantação de planos de bem-estar social que, em certos campos, melhoraram consideravelmente as condições de vida do povo. Uma extensa rede de hospitais e centros de saúde presta assistência médica gratuita a toda a população. Mesmo assim, a hepatite, as febres tifóides, as doenças venéreas e a meningite continuam a fazer vítimas. O problema da desnutrição, no entanto, foi erradicado.

Entre os seis e os 15 anos, etapa correspondente aos ciclos primário e intermediário, a educação é gratuita e obrigatória. A Líbia tem duas universidades, em Trípoli e em Bengazi. A religião praticada pela imensa maioria da população é o islamismo. Uma minoria professa o cristianismo. O estado garante liberdade religiosa aos cidadãos.

A vida cultural gira em torno das tradições populares. A música tradicional é tipicamente árabe, tocada em conjuntos de flautas e tambores. O artesanato popular produz tecidos, bordados e tapeçaria. Como o Islã proíbe a representação de animais e de pessoas, os motivos desses trabalhos costumam ser arabescos e desenhos geométricos. O governo fornece verbas para a manutenção e o incentivo às artes e ao folclore em geral.


(Copiado, na íntegra, do site http://www.coladaweb.com/ )

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Letônia

Independente durante vinte anos apenas, de 1920 a 1940, a Letônia tornou-se a república mais industrializada da União Soviética e só recuperou sua autonomia em 1991, pouco antes da dissolução da União Soviética.

A Letônia situa-se na margem oriental do mar Báltico, no noroeste da Europa, com um território de 64.610km2. Limita-se a leste com a Rússia e a Bielorrússia, ao norte com a Estônia e ao sul com a Lituânia. A capital é Riga, localizada no golfo de mesmo nome.

Geografia física. O território letão, plano e de baixa altitude, apresenta maior elevação na região leste. Os principais acidentes geográficos são colinas, lagos e lagoas, formados no período glacial. O país é atravessado pelo rio Dvina (Daugava), que desemboca em Riga. O clima é frio oceânico, com chuvas anuais de 550-600mm. A vegetação característica da Letônia são as florestas mistas.

População. Os letões constituem mais de cinqüenta por cento da população, formada ainda por russos e, em menor proporção, bielorrussos, ucranianos, poloneses e outros. A língua oficial é o letão, que pertence ao subgrupo báltico da família lingüística indo-européia. Quase toda a população é cristã, com cerca de três quartos de luteranos e o restante de católicos. Além da capital, as cidades mais importantes são Daugavpils, Liepaja e Jelgava.

Economia. Na indústria letã destacam-se a metalurgia, a produção de eletrodomésticos, instrumentos agrícolas e máquinas, e o processamento de alimentos. O setor agropecuário é especializado em derivados de leite e carne. O plantio de cereais ocupa dois terços das terras aráveis e a forragem o restante. A Letônia dispõe de adequada rede de comunicações de todo tipo e conta com dois portos marítimos, Riga e Ventspils, de grande importância comercial.

Instituições políticas. A Letônia é uma república parlamentarista multipartidária, desde que se separou da União Soviética. Tem um só órgão legislativo, o Conselho Supremo, com cem membros eleitos por voto direto. Divide-se em quarenta distritos administrativos.

História. Até o isolamento provocado pela expansão eslava no século VII, o território letão foi ocupado por povos que tiveram contato comercial com o mundo mediterrâneo. Os escandinavos chegaram à região no século IX, e nos dois séculos seguintes a Letônia viveu sob pressão dos russos e suecos. No século XII os alemães iniciaram a evangelização da Livônia, nome que deram à região norte. No século seguinte, a Ordem dos Cavaleiros do Gládio, que se fundiu em 1237 com a Ordem Teutônica, subjugou todos os príncipes letões.

Em 1561, o território letão foi submetido à coroa polonesa e dividido em Curlândia e Livônia. Em 1621 a Suécia conquistou Riga e, em 1629, a maior parte da Livônia. A dominação russa começou em 1710, com Pedro I o Grande, e se completou no final do século XVIII. O nacionalismo letão despertou no século XIX e se intensificou na revolução russa de 1905. Durante a primeira guerra mundial, os alemães ocuparam o país, mas, depois da revolução bolchevique, a Letônia foi objeto de disputa entre alemães e soviéticos e grupos nacionalistas. Em 11 de agosto de 1920, a União Soviética aceitou o governo nacionalista de Karlis Ulmanis, firmou um tratado de paz com a Letônia e reconheceu sua independência.

Em 1940, durante a segunda guerra mundial, o Exército soviético conquistou e anexou a Letônia. Em julho de 1941, os alemães ocuparam os estados bálticos, retomados pelo Exército Vermelho em 1944. A partir de então, a Letônia tornou-se uma das 15 repúblicas soviéticas. A independência, proclamada em 21 de agosto de 1991, foi reconhecida por Moscou em 6 de setembro de 1991.

©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.


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Japão

Por sua localização, no extremo leste da Ásia, o Japão tornou-se conhecido como terra do sol nascente. Formado por quatro ilhas principais e 3 mil menores, é extremamente montanhoso, o que dificulta a agricultura e contribui para que 67% do território ainda seja coberto por florestas. A pequena quantidade de terra arável, aliada ao extenso litoral, leva ao desenvolvimento da maior indústria de pesca do mundo. O país é também um dos mais competitivos fabricantes e exportadores de produtos eletrônicos e de automóveis, o que o transformou em segunda potência econômica, atrás apenas dos Estados Unidos (EUA). Sua renda per capita é de quase 40 mil dólares. Com a menor taxa de mortalidade infantil mundial – apenas quatro crianças em cada mil morrem antes de completar 1 ano –, os japoneses também se destacam pela longevidade. Em todo o país há 8,5 mil pessoas centenárias.

Após a II Guerra Mundial, o Japão tem suas instituições reconstruídas em moldes ocidentais. Muito da tradição milenar, no entanto, é mantido. Artes como o ikebana (arranjo de flores), o bonsai (miniaturização de plantas) e a cerimônia do chá tornam-se conhecidas em todo o mundo. O xintoísmo e o budismo permanecem como religiões com o maior número de seguidores. E a mulher continua com um papel mais submisso que nas nações ocidentais. A população é bastante homogênea – apenas 1% não descende de japoneses.



HISTÓRIA – O Japão é herdeiro de uma civilização que remonta ao século VII a.C. No século IV, o clã Yamato unifica os vários estados do país sob um imperador. No século VI, o país invade a Coréia , que vivia sob forte influência chinesa, e assimila muito de sua cultura. Apesar disso, os japoneses mantêm-se durante séculos relativamente isolados do exterior. No século XII, o crescimento da aristocracia militar (os samurais) abala a monarquia. O território passa a ser dominado por xoguns, senhores feudais que permanecem no poder até o século XIX. Os primeiros contatos do Japão com o Ocidente datam do século XVI, quando missionários portugueses formam uma pequena comunidade cristã no Estado. Em 1603, o xogum Tokugawa Leyasu estabelece a capital em Edo (atual Tóquio), proíbe o cristianismo e fecha o país a estrangeiros. Nos 250 anos seguintes, o único ponto de contato com o Ocidente é um pequeno posto comercial em Nagasaki.

Imperialismo – Na segunda metade do século XIX, o Japão abre os portos ao comércio externo. Em 1868 começa a Era Meiji: assume o imperador Mutsuhito, que abole o feudalismo. Apesar da resistência ao imperialismo ocidental, no final do século o país dá início à própria expansão. Vence a China na Guerra Sino-Japonesa (1894-1895), em que disputa o controle da Coréia. Com a vitória militar, recebe as ilhas de Taiwan (Formosa) e dos Pescadores, além de volumosa indenização. Por manter o interesse na Coréia, o Japão entra em guerra com a Rússia (1904-1905). Novamente vitorioso, consolida-se como potência e inicia sua expansão imperialista.

Exerce influência sobre Manchúria (na China), Coréia – transformada em colônia em 1910 – e Sakalina (ilha hoje que pertence à Federação Russa). O Japão fica ao lado dos Aliados na I Guerra Mundial e obtém vantagens no Tratado de Versalhes. Nos anos 20, a crise econômica abre caminho para o nacionalismo de direita, que se torna dominante no governo. Em 1931, o Japão invade a Manchúria, onde estabelece em 1934 o Estado-fantoche do Manchukuô, cujo testa-de-ferro é Pu Yi, o último imperador chinês.

II Guerra Mundial – O governo militarista japonês alia-se à Alemanha e à Itália em 1940 e ocupa a Indochina francesa no ano seguinte. A expansão militar coloca o Japão em choque com os EUA. Em dezembro de 1941, os japoneses realizam um ataque-surpresa e destroem a esquadra norte-americana ancorada em Pearl Harbor, no Havaí. O Japão toma o sudeste da Ásia e a maior parte do Pacífico Ocidental, mas é derrotado pelas forças aliadas e retira-se das áreas ocupadas. A rendição só acontece em setembro de 1945, após a explosão das bombas atômicas jogadas pelos EUA nas cidades de Hiroshima e Nagasaki. Os norte-americanos ocupam o Japão até abril de 1952 e impõem uma Constituição e um sistema de governo nos moldes das democracias ocidentais. O Japão assina em 1954 um tratado de defesa mútua com os EUA, que inclui a instalação de bases militares norte-americanas. As instituições políticas conservam, porém, certas características anteriores, como a tradição de lealdade ao chefe. A combinação desse traço cultural com um sistema clientelista garante o domínio do Partido Liberal Democrático (PLD) a partir de 1955.

Corrupção e máfia – Denúncias de corrupção e sucessivos escândalos acompanham a vida política japonesa desde a renúncia e a prisão do primeiro-ministro Kakuei Tanaka em 1974, mas não põem fim à hegemonia do PLD. Em janeiro de 1989, morre o imperador Hiroíto, no trono desde 1926, substituído pelo filho Akihito. Em 1993, novas revelações de corrupção provocam cisão no PLD. Dois grupos dissidentes aliam-se a outros partidos e formam um governo, mas a fragilidade da coalizão leva a seu colapso. Em 1994, o Japão tem seu primeiro chefe de governo socialista, Tomiichi Murayama, cujo partido se une ao PLD. Em 1996, o PLD volta ao poder, com a inesperada renúncia de Murayama. O novo primeiro-ministro é Ryutaro Hashimoto. Em 1997 surgem evidências de que alguns dos principais bancos e corretoras fazem pagamentos à máfia japonesa (Yakuza), o que causa grande impacto na economia.

Disputa comercial – Nos anos 80, irrompe um conflito comercial com os EUA por causa do protecionismo japonês e do desequilíbrio da balança comercial entre os dois países, desfavorável aos norte-americanos. Medidas de estímulo à importação e de desregulamentação do mercado financeiro são adotadas pelo governo japonês em 1986, mas o superávit comercial do Japão se mantém. Em 1987, o presidente norte-americano Ronald Reagan proíbe a importação de diversos produtos japoneses.

Recessão – O Japão enfrenta uma crise de grandes proporções nos anos 90. O crescimento da década anterior – assentado na acelerada automação de indústrias mecânicas – levara os bancos a dispor de muitos recursos, que, investidos no mercado imobiliário e na Bolsa de Tóquio, propiciam a supervalorização de ativos (imóveis, ações etc.), conhecida como bolha especulativa. A crise chega ao ápice em 1991, em meio a intenso movimento de venda dos ativos, cujos preços desabam, dificultando o pagamento dos empréstimos feitos. Sem conseguir receber os créditos, o setor bancário é o mais prejudicado. No decorrer da década, o produto interno bruto (PIB) japonês apresenta um baixo crescimento. O país não acompanha a revolução tecnocientífica da informação e das telecomunicações, que leva à criação de empresas gigantes nesse setor, sobretudo nos EUA. Nos últimos anos, enfrenta a concorrência acirrada não só dos EUA, mas também de Taiwan (Formosa) e da Coréia do Sul. Em 1997, os efeitos da crise financeira no Sudeste Asiático se fazem sentir no Japão, grande investidor na região . A quarta maior instituição financeira do país, a Yamaichi Securities, vai à falência e provoca queda nas principais bolsas de valores.

RECENTEMENTE – No primeiro semestre de 1998, o governo aumenta os gastos públicos para estimular o consumo e reativar os bancos. Mas a economia não mostra sinais de melhora e o iene registra em junho a cotação mais baixa em oito anos – obrigando os EUA a injetar 2 bilhões de dólares no país.

Nas eleições para a renovação de metade das 252 cadeiras da Câmara Alta, em julho, o governista PLD conquista 44 delas, somando 102, e o recém-lançado Partido Democrático do Japão obtém 27 vagas, somando 47. O resultado leva à renúncia de Hashimoto, substituído por Keizo Obuchi, também do PLD.

Sistema financeiro – A crise no setor bancário domina os debates políticos nos meses seguintes. Em outubro e março de 1999, são lançados pacotes de saneamento e recapitalização do sistema financeiro, com a utilização de recursos públicos. A nacionalização de empresas em dificuldades e o incentivo às fusões, medidas centrais, geram temor de demissões em massa, de redução de salários e de fechamento de agências. Em agosto, o Industrial Bank of Japan, o Fuji Bank e o Dai-Ichi Kangyo Bank anunciam uma aliança que, se concretizada, dará origem à maior instituição do mundo no setor. A associação deverá estar concluída em 2002. No mesmo mês, o Asahi e o Tokai comunicam o início de um processo de fusão previsto para se estender até 2001 .

Desemprego – Também decidido a combater o desemprego, em novembro de 1998 o governo aprova um pacote de 200 bilhões de dólares destinado à criação de 1 milhão de postos de trabalho. Nos meses seguintes, no entanto, a taxa mantém a tendência de alta e em junho de 1999 atinge o recorde de 4,9% da população economicamente ativa, o maior índice do pós-guerra.

Ao mesmo tempo, os indicadores do primeiro semestre de 1999 apontam para uma recuperação inesperada da economia – o PIB japonês cresce 2% entre janeiro e março e 0,2% entre abril e junho, contrariando previsões de uma retração de 0,3%. O afluxo de investidores eleva, a partir de maio, a cotação da moeda japonesa em relação ao dólar, prejudicando as exportações. Até setembro a alta é de 15%. O banco central japonês compra dólar no mercado na tentativa de conter a valorização do iene. Recusa-se, porém, a alterar a política monetária e a expandir o crédito, medidas defendidas pelo governo e pelas empresas, o que gera uma crise política momentânea.

Coalizão governista – O premiê Keizo Obuchi conquista maioria na Casa dos Representantes com a adesão do Partido Liberal ao governo em janeiro. É a primeira união das forças conservadoras desde a cisão do PLD em 1993. Obuchi pede maior participação do Japão nas missões de paz da ONU e uma atuação mais incisiva na defesa do país. Entre julho e agosto, consegue incluir na Constituição a tradicional bandeira do Japão – com o sol vermelho sobre fundo branco – e o Hino Nacional, rejeitados por parte da população, que os considera símbolos do sistema imperial e militarista.

Acidente nuclear – O pior acidente nuclear da história do Japão ocorre em setembro, na usina de Tomaikura, a 140 quilômetros de Tóquio. A JCO, empresa controladora da usina, admite sérias falhas de segurança no manuseio de urânio. O vazamento radiativo – de nível 4, numa escala de 1 a 7 – contamina 55 pessoas, três delas de forma grave.

DADOS GERAIS

Japão (Nippon)

Capital: Tóquio.

Nacionalidade: japonesa.



GEOGRAFIA E MEIO AMBIENTE

Localização: leste da Ásia.

Área: 372.819 km².

Clima: temperado continental (N) e subtropical (S).

Características: montanhas (maior parte), 225 vulcões (65 ativos), terremotos freqüentes, fontes termais, gêiseres e águas sulfuradas, planícies no litoral e no interior da ilha de Honshu.



ÁREA DE FLORESTA: 251 mil km² (1995).

Desmatamento: 132 km2 ao ano (1995-2000).

Emissão de CO2 per capita: 9,3 t (1996).

Cidades principais: Tóquio (26.500.000), Osaka (10.600.000) (aglomerados urbanos), Yokohama (3.307.136), Nagoya (2.152.184), Sapporo (1.757.025), Kyoto(1.463.822), Kobe (1.423.792) (1995).

Patrimônios da humanidade: Monumentos Budistas de Horyu-ji; Castelo de Himeji; Ecossistema da Ilha Yaku (Yaku Shima); Bosques e Zona de Proteção Ambiental Shirakami-Sanchi; Monumentos Históricos da Antiga Kyoto, Uji, Otsu e Nara; Vilas Históricas de Shirakawa e Gokayama; Memorial da Paz, em Hiroshima; Santuário Xintoísta Itsukushima.



POPULAÇÃO

126,5 milhões (1999).

composição: japoneses 99%, coreanos 1% (1996).


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Itália



República da Europa meridional; faz fronteira ao norte com a Suíça e com a Áustria, a leste com a Eslovênia e o mar Adriático, ao sul com os mares Jônico e o Mediterrâneo, a oeste com os mares Tirreno, da Ligúria e o Mediterrâneo e a noroeste com a França. Também pertencem à Itália as ilhas mediterrâneas de Elba, Sardenha e Sicília, bem como outras ilhas menores. Dentro da Itália, encontram-se os estados de San Marino e Vaticano. Possui 301.309 km2 de superfície. Roma é a capital do país.

Território:

Mais da metade do território corresponde à península italiana, um longo braço do continente europeu que adentra o mar Mediterrâneo. Na fronteira setentrional, encontram-se os Alpes e entre estes e os montes Apeninos estende-se a planície da Lombardia.

A costa setentrional do Adriático é baixa, com praias arenosas e águas pouco profundas. A meridional apresenta um perfil irregular por causa dos prolongamentos dos Apeninos que chegam até o mar. A região ocidental possui numerosas baías e golfos, e a central apresenta três braços de terra baixa e pantanosa: a campanha de Roma, a planície Pontina e a Maremma.

O sistema montanhoso dos Apeninos se estende até atravessar o estreito de Messina, acabando na ilha da Sicília, onde se encontra o vulcão Etna. Na ilha de Stromboli, que faz parte das ilhas Lípari ou Eolias, situadas a nordeste do estreito de Messina, existe outro vulcão ativo.

Os principais rios são o Po, o Adige, o Arno, e o Tíber. Os lagos mais importantes são o Garda, o Maggiore, o Como e o Lugano.

O clima é caracterizado pela sua diversidade, que oscila do frio glacial, nos cumes mais altos dos Alpes e dos Apeninos, ao clima semitropical das zonas costeiras do mar da Ligúria e das costas mais baixas da parte ocidental da península.

População e governo:

O país se divide na região do norte, mais urbana (ocupa a zona compreendida entre a fronteira setentrional e o porto de Ancona, na parte meridional de Roma), e a região do sul, mais rural. Quase toda a população fala o italiano, uma das línguas românicas derivada do indo-europeu. O alemão é falado nas áreas do norte, próximas da fronteira com a Áustria, e o francês no vale de Aosta.

A população em 1993 era de 57.138.489 habitantes, com cerca de 189,6 hab/km2. A capital e principal cidade é Roma. Outras cidades importantes são Milão, Nápoles, Turim, Palermo, Gênova, Bolonha, Florença, Catânia, Bari e Veneza.

A religião predominante é a católica, professada por mais de 80% da população. A Constituição garante a liberdade de culto às minorias religiosas, que é a protestante, a muçulmana e a judia.

É uma república cujo presidente é eleito pelo Parlamento. O primeiro-ministro é o chefe do executivo, que por sua vez é eleito pelo presidente da república. O Parlamento bicameral é eleito por sufrágio universal.

Economia:

Possui um parque industrial diversificado, que é a base da atividade econômica. Em 1992, o produto interno bruto era de pouco mais de um bilhão de dólares, ou seja, possuía uma renda per capita de 12.857 dólares. A maior parte da atividade industrial está nas mãos do setor privado, embora o governo exerça uma ação de controle nas grandes empresas industriais e comerciais. A unidade monetária é a lira.

Quase 60% da superfície da Itália é cultivada ou possui pastos. Encontra-se entre os primeiros produtores mundiais da uva e do vinho, da azeitona e do azeite de oliva. Outros importantes produtos agrícolas são: trigo, batata, tomate, beterraba, milho e arroz. A indústria leiteira é uma das que mais se sobressaem, chegando a produzir até cinqüenta tipos diferentes de queijos (gorgonzola, pecorino e parmesão, entre outros).

As principais indústrias são a têxtil, a química e os setores automobilístico, metalúrgico, plástico, maquinaria pesada, elétrico (especialmente artigos de consumo doméstico) e alimentício, que gira fundamentalmente em torno do macarrão e da massa.

História:

A nomeação em 1933 de Adolf Hitler como chancelar da Alemanha foi recebida com cautela pela censurada imprensa italiana. Hitler, em troca, manifestou sua simpatia ao fascismo italiano. Não obstante, o eixo germano - italiano não se formou imediatamente.

Em 1935, a Itália invadiu a Etiópia. A Sociedade das Nações acusou a Itália de violar os compromissos adquiridos e impôs sanções econômicas por sua agressão. Entretanto, a Sociedade das Nações foi incapaz de efetivar tais sanções, o que contribuiu para que Mussolini conseguisse seu propósito e ocupasse oficialmente a Etiópia, proclamando o rei Vítor Emanuel III imperador desse país. No prazo de um mês, junto com a Eritréia e a Somália italiana, a Etiópia formou a colônia da África Oriental Italiana. Em 1936, depois do reconhecimento alemão da conquista da Itália, Hitler e Mussolini firmaram um acordo de atuação conjunta com a finalidade de alcançar seus objetivos comuns.

No decorrer das negociações do Pacto de Munique (1938), e a posterior invasão alemã dos Sudetes, Mussolini apoiou completamente as demandas de Hitler. Em maio de 1939, firmaram um pacto de ajuda militar.

Na II Guerra Mundial, os êxitos da Alemanha durante o primeiro ano do conflito, fizeram com que Mussolini entrasse na guerra junto com a Alemanha e o Japão. Ver Eixo Roma-Berlim-Tóquio.

Depois do bombardeio aliado sobre Roma, o Conselho retirou sua confiança a Mussolini. O rei Vítor Emanuel III solicitou sua demissão e o colocou sob detenção militar. Além de encarregar o marechal Pietro Badoglio da formação de um novo governo, que, entre outras medidas, decretou a completa abolição das organizações fascistas na Itália.

Depois da derrota fascista na guerra e a execução de Mussolini, o Comitê de Libertação Nacional decidiu nomear como primeiro-ministro Alcide de Gasperi, líder do Partido da Democracia Cristã, que assumiu o cargo em 1945. Em 1946, os eleitores foram partidários da república, e o rei Humberto abdicou.

Os democrata-cristãos ganharam as eleições para a Assembléia Constituinte e se converteram no primeiro partido da Itália. Enrico de Nicola, do Partido Liberal, foi eleito presidente provisório da República. De Gasperi continuou como presidente do Conselho.

A Conferência da Paz celebrada em Paris em julho de 1946 decidiu pela internacionalização de Trieste, pela cessão de vários territórios e o pagamento de reparações à URSS e a outras nações, e que a Grã-Bretanha fosse encarregada do governo da África Oriental Italiana. Apesar dos protestos dos italianos, a Assembléia Constituinte o ratificou com a abstenção dos delegados comunistas e socialistas.

No início de 1947, De Gasperi formou um novo governo de coalizão com comunistas e socialistas; entretanto, as relações entre os moderados e os radicais se deterioraram pouco tempo depois. No marco da Guerra fria, a extrema direita, formada em sua maior parte por antigos seguidores de Mussolini e monarquistas, tornou-se cada vez mais violenta. Imediatamente, começou a perseguição os membros dos partidos de esquerda que ocupavam cargos públicos de importância.

A Assembléia Constituinte redigiu o rascunho da Constituição que entrou em vigor em 1 de janeiro de 1948. A campanha eleitoral que se seguiu à aprovação da mesma, coincidindo com uma intensificação da Guerra fria, levou a Itália à beira da guerra civil.

Em 1949, a Assembléia Geral da ONU adotou uma resolução na qual estabelecia a independência da Somália italiana depois de um período de dez anos de governo italiano sob a supervisão da organização. Além de aprovar a independência da Líbia para 1952 e o estudo por parte de uma comissão especial do caso da Eritréia.

Em 1963, os elementos moderados do Partido Socialista Italiano (PSI) sob a direção de Nenni, concordaram em tomar parte de um governo de centro-esquerda, fato que não ocorria desde 1947. O democrata-cristão Aldo Moro formou então um governo de coalizão com a participação de quatro partidos e ele mesmo assumiu o cargo de primeiro-ministro.

O final da década de 1960 e início da de 1970 se caracterizaram por uma sucessão de governos de coalizão de curta duração sob a direção dos democrata-cristãos. O agravamento da situação econômica e a onda de seqüestros e violência política que assolavam o país supuseram a perda de confiança no governo e o apoio ao Partido Comunista Italiano (PCI) e a seu secretário geral Enrico Berlinguer.

A violência e a anarquia, que haviam açoitado à sociedade italiana durante a década de 1970, adquiriram tons mais virulentos até o final da mesma. Os terroristas de extrema esquerda, indignados com a decisão do PCI de aliar-se ao governo, iniciaram uma série de ataques. Ver Brigadas Vermelhas.

Em 1981, Giovanni Spadolini, líder do Partido Republicano, converteu-se no primeiro-ministro democrata-cristão depois da II Guerra Mundial. As crises do governo de 1983 levaram à formação de um novo governo sob a direção de Bettino Craxi, o primeiro ministro socialista desde a guerra. Em 1984, sob sua direção, o governo firmou um acordo com o Vaticano com o qual a religião católica deixou de ser a oficial do país. Deste momento até 1994 se sucederam numerosos governos de curta duração.

O início da década de 1990 foi caracterizado por uma série de fatores, tais como a recessão econômica, o alto índice de desemprego, o conhecimento de numerosos casos de corrupção política e a enorme influência exercida pela Máfia.

Nas eleições de 1994 uma coalizão de direita, a Aliança Liberdade, tomou o poder. A Aliança Liberdade é formada pela Liga Norte (anteriormente chamada Liga Lombarda), a Aliança Nacional e o partido Força Itália, criado pelo magnata dos meios de comunicação Silvio Berlusconi, que ocupou o cargo de primeiro ministro. Nas eleições gerais celebradas no início de 1996 foi vencedora a coalizão de centro-esquerda O Olivo, que levou Romano Prodi à presidência do Conselho.

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Israel

1.INTRODUÇÃO

Israel, república do Oriente Médio, fundada em 1948, situada na costa oriental do mar Mediterrâneo. Limita-se ao norte com o Líbano, a nordeste com a Síria, a leste com a Jordânia e a sudoeste com o Egito. Seu extremo mais meridional se estende até o golfo de Aqaba, uma extensão do mar Vermelho. Possui 21.946 km2, englobando a parte oriental da cidade de Jerusalém, a capital, anexada por Israel em 1967, após a Guerra dos Seis Dias, embora a maior parte da comunidade internacional não reconheça esta anexação.

2.TERRITÓRIO

Israel pode ser dividida em cinco grandes áreas: as montanhas da Galiléia, as planícies de Esdrelom, as colinas da Judéia e Samaria, as planícies costeiras e a região do Neguev. O rio mais importante é o Jordão, junto com o lago Tiberíades, também conhecido como o mar da Galiléia, o principal lago de água doce. O clima é subtropical, com chuvas que se concentram nos meses de inverno.

3.POPULAÇÃO E GOVERNO

Apesar de 83% dos habitantes ser de judeus, em Israel existe grande diversidade racial, étnica e cultural. Mais da metade dos judeus nasceram no país (chamados de sabras) entretanto seus antepassados imediatos provinham de mais de 100 países diferentes, falando cerca de 85 línguas ou dialetos. Os grupos mais importantes são os asquenazitas e os sefarditas. Em 1994, a população era de 5.460.900 habitantes, com uma densidade de 248 hab/ km2. Os não-judeus compunham 17% da população total, os muçulmanos são maioria, seguidos pelos cristãos e pelos drusos. As cidades mais importantes tinham em 1992 a seguinte população: Jerusalém com 556.500 habitantes, compreendendo a cidade antiga, Tel Aviv com 356.900 habitantes e Haifa com 251.000 habitantes. O hebraico e o árabe são as línguas oficiais. Muitos falam inglês, ídiche, russo ou diversas línguas européias. Israel é uma república composta por um parlamento. O estado não tem uma constituição escrita, mas um número de leis aprovadas pelo Parlamento (Knesset). O chefe de Estado é o presidente e seus poderes são extremamente limitados. O principal corpo executivo é um gabinete liderado pelo primeiro-ministro. O órgão legislativo é um sistema unicameral.

4.ECONOMIA

O déficit do Estado se deve aos investimentos na área bélica e à absorção de um elevado número de imigrantes. A moeda nacional é o novo shekel. A agricultura cobre, aproximadamente, três quartos das necessidades alimentícias da população, exploram-se produtos para a exportação, sobretudo cítricos e ovos. As comunidades agrícolas se dividem segundo sua organização em três tipos: as comunidades coletivas (kibutz), os povos cooperativos (moshav) e as comunidades de pequenos proprietários (moshava). Os principais minerais são o potássio, bromo, magnésio e outros que extraídos dos depósitos de sal do mar Morto. Os principais produtos industriais são: alimentos, azeite de oliva, bebidas, tabaco, produtos químicos, derivados do petróleo e carvão, metalúrgicos e têxteis.

5.HISTÓRIA

A história moderna de Israel começou quando Theodor Herzl iniciou o movimento sionista na Basiléia (Suíça) em 1897. O fundamento ideológico do Estado, da maior parte de seus partidos e instituições políticas e dos indivíduos que as estabeleceram, provém do movimento sionista, que adotou como objetivo principal criar “para o povo judeu uma pátria na Palestina, reforçada pelo direito público”. Ver Palestina. O apoio ao movimento sionista era dado sobretudo pelos judeus da Europa e dos Estados Unidos. Durante a I Guerra Mundial, (1914-1918), o movimento sionista conseguiu o apoio da Grã Bretanha, que por sua vez procurava o apoio do povo judeu na sua luta contra a Alemanha. O governo britânico manifestou suas intenções na Declaração de Balfour em 1917. Segundo esse documento, o governo britânico aprovaria o estabelecimento de uma pátria para o povo judeu na Palestina. Após a I Guerra Mundial, as cláusulas da Declaração de Balfour, foram incluídas no Mandato da Palestina que tinha sido apoiado pela Sociedade das Nações em 1922. Durante o período do mandato britânico, grandes assentamentos de judeus foram registrados. A comunidade judaica, o Ishuv, multiplicou-se muito nesse período, principalmente na década de 1930, onde grande número de judeus fugiram das perseguições nazistas na Europa. Após o Holocausto, os líderes sionistas intensificaram suas reivindicações para conseguir um regime de autogoverno e facilitar a imigração para a Palestina. Na Palestina, o Ishuv aderiu a essa postura tentando favorecer os imigrantes refugiados que vinham de uma Europa esfacelada pela guerra. Em 1947, a Grã Bretanha decidiu abandonar a Palestina e recorreu à Organização das Nações Unidas (ONU). Como resposta, a ONU adotou um plano de Partição que previa a divisão da Palestina em dois estados, um árabe e um outro judeu, com Jerusalém como zona internacional sob sua jurisdição. Na Palestina, os protestos árabes contra a partição explodiram com muita violência. No entanto, em 14 de maio de 1948, o Congresso Provisório do Estado proclamou o estabelecimento do Estado judeu na Palestina, que se chamaria Medinat Israel (Estado de Israel) e que estaria aberto para receber todos os judeus dispersos pelo mundo. Os exércitos do Egito, Transjordânia (Jordânia desde janeiro de 1949), Síria, Líbano e Iraque uniram-se aos palestinos. O enfrentamento atingiu conotações internacionais. Durante a primeira guerra árabe-israelita, os árabes não puderam evitar a criação do Estado judeu e o conflito acabou com o armistício que a ONU orientou. Os acordos previam uma extensão do território sob o controle de Israel, mais além dos limites estabelecidos pela divisão da ONU. Na faixa de Gaza, fronteira entre Egito e Israel, a ocupação egípcia foi mantida e a Jordânia se anexou à Cisjordânia. Em 1949, o Conselho Provisório de Estado de Israel, convocou as eleições para eleger a primeira Knesset. Chaim Weizmann foi o primeiro presidente do país. O primeiro chefe de governo foi David Ben-Gurion. Todas as tentativas para conseguir um tratado de paz permanente entre árabes e israelitas fracassaram. O Egito negou a permissão para que os barcos israelenses usassem o canal de Suez e bloqueou o estreito de Tiran (o acesso de Israel ao mar Vermelho), fato que Israel considerou como uma agressão. Os enfrentamentos fronteiriços com o Egito geraram a II Guerra Árabe-israelense. A Grã Bretanha e a França aderiram ao ataque, por causa do atrito com o presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser, que tinha acabado de nacionalizar o canal de Suez. Israel obteve uma rápida vitória e conquistou a faixa de Gaza e a península do Sinai. Em fins desse mesmo ano, as tropas israelenses se retiraram do Egito, mas Israel se negou a abandonar Gaza até o início de 1957. Após a Segunda Guerra Árabe-israelense, a imagem do presidente egípcio Nasser fortaleceu-se em todo o mundo árabe, que testemunhou o crescimento de um ambiente nacionalista desejando a retaliação contra Israel. A formação de um comando militar unificado, que concentrou suas tropas nas fronteiras, fez com que Israel atacasse o Egito, a Jordânia e a Síria simultaneamente. A Guerra dos Seis Dias acabou com a vitória de Israel. Após a Guerra, Israel se apossou da faixa de Gaza, da península do Sinai, a parte árabe de Jerusalém oriental, a Cisjordânia e as colinas de Golã. O governo uniu formalmente Jerusalém oriental e o setor judeu da cidade, poucos dias depois que a guerra acabou. Após a guerra, houve um aumento no sentimento nacionalista palestino. Várias organizações guerrilheiras da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) cometeram atos terroristas com o objetivo de "libertar a Palestina". O grupo conseguiu o reconhecimento da ONU "único representante legítimo dos palestinos". Em 1973, o Egito e a Síria se uniram durante a Guerra do Yom Kippur contra Israel para recuperar os territórios que tinham perdido em 1967. O exército de Israel venceu seus inimigos mas em troca as forças árabes obtiveram o apoio da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e da maior parte dos países em vias de desenvolvimento. Os estados árabes produtores de petróleo iniciaram o embargo das suas exportações de petróleo para os Estados Unidos e para outros estados ocidentais, como represália pela sua ajuda a Israel. Henry Alfred Kissinger, negociou os acordos de paz. Em 1974, conseguiu a retirada militar de Israel e do Egito (península do Sinai), de Israel e da Síria (colinas de Golã). À guerra do Yom Kippur, seguiram-se muitos distúrbios em Israel e constantes críticas aos seus dirigentes políticos. O descontentamento geral levou à demissão da primeira-ministra, Golda Meir, e de seu gabinete, em 1974. Ela foi substituída por Yitzhak Rabin, que foi incapaz de deter a inflação e a deterioração da economia. Nas eleições de 1977, Menahem Begin, o novo primeiro-ministro, liderou o movimento Likud, que era uma facção formada por grupos nacionalistas que se opunham a qualquer concessão territorial aos árabes. Begin foi o primeiro dirigente de Israel que assinou um acordo de paz com um estado árabe. Isso foi o resultado de uma iniciativa surpresa do presidente do Egito, Anwar al-Sadat, que em 1977 dirigiu-se a Knesset e solicitou a Begin que se iniciassem as conversações de paz. A anexação das colinas de Golã, ocorrida em 1981, dificultou as relações de Israel com os países que anteriormente o apoiavam. Apesar desses acontecimentos e das complicações acarretadas pelo assassinato de Anwar al-Sadat, Israel se retirou definitivamente da península do Sinai em abril de 1982. Dois meses mais tarde, Israel invadiu o Líbano com o objetivo de acabar com a OLP, que tinha ali muitas bases militares de onde realizava inúmeros ataques contra Israel. Em meados de agosto a OLP abandonou o Líbano. Em fins da década de 1980, o aparecimento da intifada e do governo de Israel, gerou críticas por parte dos Estados Unidos e da ONU. Begin anunciou sua demissão como primeiro-ministro e chefe do Likud em 1983, sendo sucedido por Yitzhak Shamir. Nas eleições de 1984, os trabalhistas e o Likud formaram um governo de unidade nacional. Shimon Peres, líder do Partido Trabalhista, foi primeiro-ministro até 1986, ano em que Shamir assumiu novamente o cargo. Os acontecimentos tomaram caminhos inesperados em 1993. O primeiro-ministro israelense, Rabin, e o presidente da OLP, Yasser Arafat, se reuniram na cidade de Washington e selaram um histórico tratado de paz. Israel permitiu a criação de um governo autônomo na faixa de Gaza e nas zonas da Cisjordânia, onde não existissem judeus. A faixa de Gaza ficou sob a autonomia das autoridades palestinas. Em julho de 1994, o primeiro-ministro Rabin e o rei Husein da Jordânia assinaram um tratado de paz pondo fim a 46 anos de enfrentamentos entre ambos os estados. O primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, foi assassinado em 1995 por um judeu pertencente a um grupo de extrema direita. Nas eleições celebradas em 1996 venceu o candidato direitista Benjamin Netanyahu.


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Islândia

A antiga Thule dos geógrafos gregos passou a denominar-se Islândia ("terra de gelos") após a colonização da ilha pelos viquingues. Conhecido pelas geleiras, fiordes, vulcões e gêiseres que embelezam sua paisagem, o país é economicamente desenvolvido e a população desfruta de elevado padrão de vida.
A Islândia é um país insular situado no Atlântico norte, entre a Noruega e a Groenlândia. Tem superfície de 102.819km2 e limita-se ao norte com o círculo polar ártico.
Geografia física. A Islândia tem cerca de seis mil quilômetros de litoral, com abundância de fiordes (penetrações do mar sobre antigos vales glaciais da costa). O território se constitui de um planalto com altitude média de 500m. Mais de 200 vulcões, utilizados como fontes geotérmicas para calefação doméstica, e cerca de cem geleiras cobrem aproximadamente um oitavo do território. O vulcão mais importante é o Hekla, com 1.491m de altitude. Apesar da elevada latitude da ilha, o clima não é hostil no litoral oeste, devido à influência da corrente marítima quente do golfo do México. No resto do país, o clima é frio. Nos meses de maio e junho, o sol ilumina o país durante o dia e a noite. O maior dos rios da Islândia é o Thjörsá e existe ainda grande número de pequenos lagos. A vegetação é paupérrima, formada principalmente de musgos e liquens. A fauna, de escassos mamíferos, é rica em pássaros marinhos nos penhascos e apresenta falcões e águias nas montanhas. Nos rios e lagos há salmões e trutas. Entre os peixes e crustáceos de água salgada abundam o arenque, bacalhau, camarão e lagosta.
População. A metade dos islandeses se concentra na capital, Reikjavik. A população se caracteriza pela homogeneidade étnica: aproximadamente oitenta por cento dos habitantes descende de noruegueses. Os restantes descendem de escoceses e irlandeses. O idioma oficial é o islandês, derivado do antigo escandinavo dos séculos IX e X. Ao longo do século XX registrou-se um pronunciado êxodo rural e emigração para o Canadá e os Estados Unidos.
Economia. Predomina a economia de livre mercado, embora seja importante a intervenção do setor estatal. Devido a sua latitude, o território islandês é mais favorável para a pecuária do que para a agricultura. O país é auto-suficiente em carne, leite e lã. No entanto, a principal riqueza da Islândia está na pesca e em sua utilização industrial: cerca de dois terços de todas as exportações do país procedem dessa atividade. Um importante recurso natural da Islândia é seu potencial energético, de origem hidráulica e geotérmica. As principais indústrias, além da pesqueira, são de cimento, alumínio e ferro-silício. A maior parte dos bancos e instituições financeiras, assim como o setor elétrico, pertencem ao governo. O padrão de vida e o nível tecnológico da Islândia assemelham-se aos dos países adiantados da Europa.
História. Os primeiros assentamentos humanos na ilha deram-se com eremitas irlandeses, no princípio do século IX da era cristã. Segundo fontes historiográficas medievais, esses colonos fugiam dos viquingues procedentes da Noruega, os quais, liderados por Ingólfr Arnarson, estabeleceram-se no ano 874 no local onde mais tarde se ergueria Reikjavik. No ano 930, os islandeses constituíram seu primeiro Parlamento nacional, o Althing, que favoreceu a ação missionária dos cristãos. No século X toda a população se havia convertido ao cristianismo.
Em conseqüência de uma guerra civil travada entre 1262 e 1264, os nobres islandeses aceitaram a soberania norueguesa e, posteriormente, em 1380, com a união da Dinamarca com a Noruega, o governo da Islândia passou a ser exercido pelos dinamarqueses. Durante os 400 anos que se seguiram, a ilha viveu uma constante decadência econômica e política, devido tanto ao desgaste das melhores terras de criação de gado, quanto à cobiça dos governantes dinamarqueses. Nesse período, Cristiano III, rei da Dinamarca, impôs a religião luterana. Um férreo controle econômico, com a implantação do monopólio comercial real, foi estabelecido em 1602. Com o fim desse monopólio, em 1787, iniciou-se a recuperação econômica da Islândia.
Durante o século XIX, surgiu um movimento de independência encabeçado por Jón Sigurdhsson. Em 1874, Cristiano IX da Dinamarca permitiu que a Islândia tivesse sua própria constituição, e em 1904 o país conseguiu formar um governo autônomo nacional em Reikjavik. Pouco depois, em 1918, a Islândia se tornava independente, ligada à Dinamarca apenas pela monarquia e a política exterior comuns. Durante a ocupação alemã da Dinamarca, na segunda guerra mundial, as tropas britânicas e americanas se estabeleceram na Islândia, utilizando-a como base estratégica. Em 1944, o Parlamento proclamou a república e rompeu todos os laços formais com a Dinamarca.
O principal problema da Islândia independente originou-se da decisão do governo de estender, para efeito de pesca, suas águas territoriais de três milhas em 1950 para 200 milhas em 1975. Essa ampliação foi motivo de conflito com o Reino Unido e outros países, entre as décadas de 1950 e 1960.
De acordo com a constituição de 1944, o poder executivo cabe ao presidente da república, eleito por voto popular para um período de quatro anos. O poder legislativo é exercido conjuntamente pelo presidente e pelo Parlamento (Althing), que em 1991 deixou de ser bicameral e passou a contar com apenas uma câmara, de 63 membros.
Sociedade e cultura. A previdência social islandesa, financiada pelo governo, é uma das mais avançadas do mundo. As doenças contagiosas, principal causa de mortes no século XIX, foram totalmente erradicadas. Todos os centros de ensino islandeses, da escola primária à universidade, são gratuitos. A maioria da população pertence à Igreja Evangélica Luterana e a outras denominações protestantes.
Os escritores islandeses produziram algumas das mais importantes sagas da Idade Média. O romancista Halldór Laxness recebeu o Prêmio Nobel de literatura de 1955. Entre os principais pintores do século XX figuram Ásgrimur Jónsson, Jón Stefánsson e Jóhannes S. Kjarval.
©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

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Irlanda

A mais ocidental das Ilhas Britânicas, situada a oeste da Inglaterra. Dela está separada pelo mar da Irlanda, o canal do Norte e o canal de São George. Politicamente, a ilha se divide em Irlanda do Norte (pertencente ao Reino Unido) e República da Irlanda.
Conhece-se muito pouco sobre seus habitantes antes do século IV d.C. (não fez parte do Império romano). Nessa época, as tribos irlandesas (escotos) assolaram a Inglaterra até a época do Loigare ou reinado do rei MacNeill (428-463), durante o qual São Patrício buscou converter os nativos ao cristianismo.
A conquista anglo - normanda da ilha foi iniciada pelo rei Henrique II de Inglaterra como concessão do Papa Adriano IV (1155). A desagregação dos mosteiros começou em 1537, quando Henrique VIII procurou introduzir a Reforma na Irlanda.
Sob o reinado de Elizabeth I e James I, o poder da Igreja anglicana estendeu-se até a Irlanda, como instrumento de controle político. A independência do Parlamento irlandês desapareceu com a criação, na Irlanda do Norte, de 40 novos municípios formados por pequenas aldeias. Essa manobra política assegurou à Coroa inglesa uma maioria permanente. Desde então a história da Irlanda transcorreria ligada à da Inglaterra, não sem resistência, principalmente do partido católico.
A Irlanda foi um reino independente até 1800, quando o primeiro ministro britânico, William Pitt, projetou a união legislativa da Inglaterra e da Irlanda e induziu o Parlamento irlandês a aceitar a Ata de União. Depois da união começou a luta pela liberdade política e religiosa e pela separação da Inglaterra. Em 1823 foi fundada a Associação Católica, que reivindicou e, finalmente, conseguiu a completa emancipação católica na Irlanda.
Superfície, 84.431 km2; população (1991), 5.103.555 habitantes.


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Amazônia

O Website Cola da Web grita sobre a devastação das florestas mostra como argumentos errados podem fazer mal a uma idéia certa. Os motivos pelos quais a Amazônia deve ser defendida nem sempre são lembrados pelos defensores.

Em novembro de 1971, o biólogo alemão Harald Sioli, do Instituto Max Planck, então fazendo pesquisas na Amazônia, foi entrevistado por um repórter de uma agência de notícias americanas. O jornalista estava interessado na questão da influência da floresta sobre o planeta e o pesquisador respondeu com precisão a todas as perguntas que lhe foram feitas. Mais tarde, porém ao redigir a entrevista, o repórter acabou cometendo um erro que ajudaria a criar um dos mais persistentes mitos sobre a floresta amazônica. Numa de suas respostas, Sioli afirmara que a floresta continha grande porcentagem de dióxido de carbono (CO2) existente na atmosfera. No entanto, ao transcrever a declaração, o jornalista esqueceu a letra C - símbolo do átomo de carbono - da fórmula citada pelo biólogo, que ficou no texto como O2, o símbolo da molécula de oxigênio.

A reportagem com o oxigênio no lugar do dióxido de carbono foi publicada pelo mundo afora e assim, da noite para o dia, a Amazônia se tornou conhecida como "pulmão do mundo" - uma expressão de grande impacto emocional que tem ajudado a semear a confusão no debate apaixonado sobre os efeitos ambientais em larga escala da ocupação da floresta. É um debate em que, por enganos, como aquele, maus argumentos acabam sendo usados para escorar uma causa justa. As organizações de defesa da ecologia misturam às vezes no mesmo balaio fatos e fantasias ao alertar para os perigos das queimadas da floresta amazônica - até porque os dados e conceitos capengas sobre o assunto só levam água para o moinho daqueles que não querem que se faça alarde algum sobre as agressões à natureza que ali se cometem.

De resto, não é tão simples assim achar as verdades definitivas sobre o papel que a floresta desempenha no quebra-cabeça ambiental, num mundo assolado por espectros do tipo efeito estufa, desertificação, chuva ácida e destruição da camada de ozônio, para citar apenas os mais assustadores. As teimosas referências ao "pulmão do mundo", nesse contexto, são exemplares. Pois a floresta amazônica, simplesmente, não é o pulmão do mundo. E o motivo não é difícil de entender. As árvores, arbustos e plantas de pequeno porte, da mesma forma que os animais, respiram oxigênio durante as 24 horas do dia. Na floresta, a quantidade desse gás produzida de dia pelas plantas é totalmente absorvida durante a noite, quando a falta do sol interrompe a fotossíntese. Os vegetais são capazes de criar eles próprios os alimentos de que precisam. O responsável por essa característica é justamente a fotossíntese.

Na presença da luz solar, graças a uma molécula chamada clorofila, que lhes dá a coloração verde característica, as plantas, incluindo as algas e o plâncton marinho, retiram da atmosfera dióxido de carbono e o transformam em carboidratos, principalmente glicose, amido e celulose. Desta sucessão de reações químicas, sobra o oxigênio, do qual uma parte é aproveitada para os processos respiratórios dos vegetais e outra é lançada na atmosfera. Quando a planta é jovem, em fase de crescimento, o volume de oxigênio produzido na fotossíntese é maior que o volume necessário à respiração. Nesse caso, a planta produz mais oxigênio do que utiliza.

Isso acontece porque a planta jovem precisa fixar um grande volume de carbono para poder sintetizar as moléculas que são a matéria-prima de seu crescimento. Já nas plantas maduras, porém, o consumo de oxigênio na respiração tende a igualar o total produzido na fotossíntese. A Amazônia não constitui uma floresta em formação. Ao contrário, é um exemplo da plenitude do ecossistema - interação entre um ambiente e os seres vivos que o habitam - chamado floresta tropical úmida. Nela, portanto, os seres vegetais já crescidos consomem todo o oxigênio que produzem. Apesar de não ser o pulmão do mundo, a floresta amazônica apresenta outras características que muito contribuem para a manutenção da vida no planeta.

As florestas são grandes fixadoras do carbono existente na atmosfera. Somente as matas tropicais contêm cerca de 350 milhões de toneladas de carbono, aproximadamente a metade do que há na atmosfera. Ora, o ciclo deste elemento químico está saturado no planeta, como dizem os especialistas. Devido à queima de combustíveis fósseis - gás, carvão e petróleo -, o carbono se acumula cada vez mais na atmosfera na forma de dióxido de carbono, metano e compostos de clorofluorcarbono. Esse acúmulo é responsável pelo chamado efeito estufa, o aprisionamento de energia radiante que, se suspeita, tende a aumentar a temperatura global da Terra, com efeitos catastróficos também para o homem (SI nº 4, ano 3). Nesse quadro, as florestas exercem uma função essencial na condição de maiores controladoras do efeito estufa. Por isso, o metereologista Luiz Carlos Molion, do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), de São José dos Campos, afirma que a floresta amazônica é o "grande filtro" do planeta.

Segundo ele, medições feitas em 1987 mostraram que cada hectare da floresta retira da atmosfera, em média, cerca de 9 quilos de carbono por dia. (Um hectare equivale a 10 mil metros quadrados. O parque Ibirapuera, em São Paulo, por exemplo, tem quase 150 hectares.) A cada ano, o homem lança na atmosfera algo como 5 bilhões de toneladas de carbono. É como se cada ser humano fosse pessoalmente responsável pelo lançamento de uma tonelada do gás por ano. Somente a Amazônia brasileira, com seus 350 milhões de hectares, retira do ar aproximadamente 1,2 bilhão de toneladas anuais, ou seja, pouco mais de um quinto do total. Números como esses causariam polêmica num passado não muito remoto, quando se duvidava que a floresta fosse capaz de armazenar tamanho volume de carbono. Hoje, porém, se sabe que a assimilação apenas repõe o volume do gás continuamente perdido para o solo e para os rios.

Algumas pesquisas estimam que somente na Amazônia possa residir cerca de 30 por cento de todo o estoque genético do planeta, ou seja, 30 por cento de todas as seqüências de DNA que a natureza combinou. É um número extraordinário, e certos pesquisadores ainda consideram tratar-se de um cálculo por baixo. Uma coisa é absolutamente certa: a preservação da variedade genética da floresta amazônica - que faz da região uma espécie de banco de genes, o maior do mundo - deve ser um dos argumentos mais fortes contra o desmatamento por atacado e a ocupação sem critério da Amazônia. Pois, por mais abstrato que esse argumento possa parecer aos invasores do local - desde os simples colonos que migraram de outras regiões às empresas multinacionais de mineração - cada espécie é única e insubstituível e sua destruição pode significar a perda de um importante acervo genético, de incalculável valor prático para o homem.

Apenas se começa a aprender a ler informações contidas nas florestas tropicais - e existe aí uma verdadeira enciclopédia a ser conhecida. Os índios com certeza têm algo a ensinar nesse vasto capítulo. Os antropólogos descobriram que cada comunidade indígena que habita a Amazônia dispõe de um cardápio de pelo menos cem plantas e um receituário de duzentas espécies vegetais. Um exemplo relativamente recente da utilização do estoque genético da floresta é o desenvolvimento de um remédio contra a hipertensão - inspirado no veneno da jararaca. Essa cobra mata sua presa com uma substância tóxica que reduz a zero a pressão sanguínea do animal. Os estudos sobre a ação do veneno no organismo trouxeram informações valiosas para o reconhecimento da pressão no ser humano.

É esse patrimônio que deve ser preservado junto com as florestas. É um desafio urgente. Segundo o biólogo e ecologista Wellington Braz Carvalho Delitti, da USP, o atual ritmo de extinção de espécies no mundo provavelmente não tem paralelo. Os pesquisadores calculam que nos próximos 25 anos cerca de 1,2 milhão de espécies (dos até 30 milhões que se supões existir na Terra) desaparecerão por completo com a devastação dos seus refúgios florestais. Isso equivale a um genocídio de aproximadamente 130 espécies inteiras por dia.

O debate em torno da preservação das florestas tropicais ainda está longe de se esgotar. A maioria das previsões - menos ou mais desastrosas - que se faz nesse campo estão atreladas a modelos matemáticos, muitas vezes passíveis de falhas. De todo modo, enquanto os especialistas conferem suas projeções, fatos acontecem. E a idéia de preservar indefinidamente a floresta amazônica se mostra cada vez mais impraticável. Essa realidade não escapa a observadores como o insuspeito ecologista Jacques-Yves Cousteau, o oceanógrafo que chefiou uma expedição à região em 1982. "A Amazônia não pode ser intocável", concorda o deputado federal paulista Fábio Feldman, presidente da entidade ecológica Oikos. Para ele, no entanto, "como a vocação da Amazônia é essencialmente florestal, é necessária a sua utilização racional, menos predatória".

A questão que está posta é rigorosamente esta: conjugar o desenvolvimento e a abertura de novas fronteiras com o delicado equilíbrio que sustenta os ecossistemas da floresta tropical. Iniciativas como a construção de grandes hidrelétricas devem ser planejadas cuidadosamente, se bem que seus efeitos a longo prazo para a floresta ainda sejam desconhecidos. Não se pode perder de vista um dado essencial" o conhecimento sobre a dinâmica das florestas tropicais ainda é muito precário. Não ocorre o mesmo com as florestas temperadas do hemisfério norte. Por sinal, ao contrário do que se imagina, essas florestas vêm aumentando sensivelmente nas últimas décadas. Na França, por exemplo, representam atualmente cerca de 30 por cento do território - menos em todo caso que ao tempo da Revolução de 1789. Calcula-se que a chuva ácida e a poluição danificaram pouco mais de um quinto das áreas florestais na Europa. No Japão, o último relatório anual sobre a situação do meio ambiente no país mostra que 67 por cento do arquipélago está coberto de florestas. Se a isso se somarem as áreas ocupadas por lagos, montanhas, neves eternas e pradarias, se verá que ali as regiões naturais chegam a 80 por cento da área total. Em resumo, toda a extraordinariamente vigorosa economia do Japão brota numa área inferior a do Rio de Janeiro - prova de que a propriedade não é incompatível com a preservação da natureza. Ou com seu uso inteligente, quando há outra alternativa.

Oxigênio um presente dos mares

Se a Amazônia não é o pulmão do mundo, qual é então? Afinal, o que produziu o oxigênio da atmosfera da Terra e ainda mantém os seus níveis praticamente constantes? A maior parte da teorias afirma que o oxigênio foi originalmente levado à atmosfera pelo processo da fotossíntese. Portanto, segundo essa hipótese, foram os vegetais primitivos, as algas e o fitoplâncton - pequenos organismos que vivem, aos milhões, suspensos na água do mar - os responsáveis pela produção e acúmulo do gás na atmosfera terrestre.

Uma das barreiras ao desenvolvimento da vida no planeta há cerca de 1 bilhão de anos, era a intensidade das radiações ultravioleta da luz solar. Nessa época, o fitoplâncton e as algas somente conseguiam sobreviver a grandes profundidades. Quando, graças à atividade fotossintética, o oxigênio atmosférico chegou a 1 por cento de seu nível atual, há aproximadamente 800 milhões de anos, foi possível a formação de moléculas de ozônio (O3) em número suficiente para filtrar os raios ultravioleta. Isso permitiu que o fitoplâncton migrasse para as camadas superiores dos mares, mais iluminadas pelo Sol. O resultado foi um aumento exponencial da fotossíntese nos oceanos, levando à rápida formação do oxigênio.

Outras teorias sustentam que o oxigênio, ou pelo menos a maior parte dele, teve origem inorgânica, a partir da fotodissociação da molécula de água. A fotodissociação consiste na separação de um átomo de oxigênio da molécula H2O, devido às radiações ultravioleta. Embora essa hipótese tenha seus defensores, as evidências fósseis e geológicas indicam que o oxigênio teve mesmo origem nos oceanos, confirmando a vocação da água como a grande fonte de vida na Terra.

Como se São Paulo e Santa Catarina tivessem ardido

O Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), de São José dos Campos, concluiu em extenso trabalho, a partir de imagens de satélites, sobre as condições do desmatamento da Amazônia. Os resultados agradaram tanto ao governo que o presidente Sarney os divulgou em rede de TV, ao apresentar sua política de meio ambiente para o país - o programa Nossa Natureza. Pelos dados apresentados apenas 5 por cento (251,4 mil quilômetros quadrados) da Amazônia tinham sido destruídos por queimadas ou desmatamentos "recentes". Esse índice relativamente tranqüilizador foi logo contestado por outros pesquisadores e ecologistas, que sugeriram ter havido manipulação de dados.

Tempos depois, uma segunda edição do trabalho do INPE acrescentou outros 92,5 mil quilômetros quadrados, a título de "desmatamentos antigos". Chega-se assim a um total admitido de 343,9 mil quilômetros quadrados de áreas destruídas - equivalentes a um território do tamanho dos Estados de São Paulo e Santa Catarina juntos. Técnicos do Banco Mundial, em Washington, trabalham por sua vez com números ainda piores - 12 por cento de área devastada - e com base nisso aparentemente a instituição tem-se recusado a financiar projetos na região.

Idéias para proteger a Amazônia

Como seria de esperar, quem mais entende do aproveitamento da floresta tropical são os nativos da Amazônia - índios, caboclos e seringueiros. Eles têm sobrevivido à custa do verde sem causar danos sérios à floresta - ao contrário, portanto, dos colonos vindos de fora e dos garimpeiros de Serra Pelada. Seu segredo parece ser a utilização de procedimentos que levam em conta naturalmente a ecologia da região. As clareiras abertas para o cultivo não ultrapassam 1 ou 2 hectares. Depois que a terra se exaure, a clareira que fica não é muito maior do que a formada por uma grande árvore que tivesse caído ali.

Segundo o deputado verde Fábio Feldman, a solução para o aproveitamento da floresta seria a criação de reservas extrativistas, nas quais as atividades econômicas estariam perfeitamente afinadas com a ecologia das matas. Para Feldman, somente medidas que regulamentem a ocupação humana da região podem conter a destruição da floresta. O programa Nossa Natureza, lançado em abril último, não prevê reservas como as imaginadas pelo deputado, mas propõe cerca de cinqüenta medidas para a região amazônica.

Elas incluem, entre outras, a suspensão de incentivos fiscais para projetos na região, a regulamentação da exportação de madeira, a desapropriação de áreas de interesse florestal e o controle do uso de agrotóxicos na floresta. Segundo o físico José Goldemberg, reitor da Universidade de São Paulo, a ampliação das áreas protegidas mediante a criação de parques e reservas poderia abranger cerca de 70 por cento da Amazônia. Para ele, esta deveria ser uma medida imediata no sentido de frear os desmatamentos. Outra seria dirigir os créditos oficiais apenas para investimentos que não impliquem a destruição da floresta.


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Escravidão

1.1- Pré Colonial

●Estendendo-se de meados do século XVI aos fins do XIX, a escravidão, nas Américas, de africanos e descendentes foi um dos episódios mais dolorosos da História dá Humanidade. Mas a toda essa crueldade, que despovoou a Africa e vitimou milhões de seus melhores filhos, opôs-se um modelo de resistência admirável: os quilombos.

●Na Angola pré-colonial esses mitos de arraiais militares e núcleos habitacionais e comerciais, abertos a africanos de quaisquer etnias, já desempenhavam um papel político e econômico fundamental. Transplantada para as Américas, a instituição (chamada cumbe ou palanque na América hispânica) firmou sua importância na resistência à escravidão.

●Mas de todos os quilombos americanos sem dúvida, o mais importante foi a confederação dé Palmares nascida por volta de 1590, quando escravos de um; engenho pernambucano, depois de uma rebelião sangrenta, refugiam-se na serra da Barriga, atual Alagoas, e lá criam as bases de um incômodo "Estado livre" em pleno Brasil colonial.

●Até a destruição de seu reduto principal, em 1694 (cem anos depois), Palmares foi, de fato, um verdadeiro Estado autônomo encravado na capitania de Pernambuco: no auge de sua produtiva existência suas relações com as comunidades vizinhas chegaram a ter momentos de uma troca econômica rica e organizada. E essa autonomia, abalando a autoridade colonial, motivou uma repressão jamais vista.

●De 1596 a 1716, ano da destruição de seu último reduto, os palmarinos suportaram investidas de 66 expedições militares e atacaram 31 vezes. E em toda essa luta avulta a figura do grande líder Zumbi. Estrategista comparável aos grandes generais da História ocidental, como Ciro, Aníbal, Alexandre e Napoleão, Zumbi dos Palmares, morto à traição em 20 de novembro de 1695, aos 40 anos de idade, é hoje visto como o maior líder da resistência anti-escravista nas Américas. O tricentenário de seu "ingresso na História", ora comemorado, é a final redenção de um dos maiores heróis da Humanidade.

●Em fins do século XVI, escravos de um grande engenho da capitania de Pernambuco, depois de uma rebelião sangrenta, refugiam-se na Serra da Barriga, na região conhecida como Palmares, hoje pertencente ao Estado de Alagoas, e lá se organizam em kilombo - misto de arraial militar núcleo habitacional e comercial supratribal e supra-étnico, comum na -Angola daquele tempo.

●Já na virada para o século XVII, o número de escravos e libertos reunidos em Palmares, e que por necessidade de sobrevivência descia para saltear os engenhos vizinhos, somava centenas de quilombolas. E à desorganizac,ão inicial seguiu-se uma estruturação do reduto. Tanto que, por volta de 1630, Palmares já teria cerca de 3 mil aquilombados, desenvolvendo uma agricultura avançada para os padrões locais e da época, plantando cana-de açúcar, milho, feijão, mandioca, batata e legumes; fabricando artefatos de palha, manteiga e vinho; criando galinhas e porcos; e desenvolvendo uma organizada atividade metalúrgica, necessária à sua subsistência e à sua defesa.

●A chegada dos holandeses a Pernambuco, em 1630, e as guerras que essa presença motivou facilitaram a fuga de mais gente para Palmares. Em conseqüência, o quilombo (agora já uma confederação de aldeias) foi se fortalecendo e se transformando em uma real e perigosa ameaça ao poder colonial. Aí, então, a repressão tomou corpo.

●De 1596 a 1716, ano da destruição final da resistência quilombola na região, os palmarinos suportaram investidas de 66 expedições coloniais, tanto de portugueses quanto de holandeses. E, em 31 vezes, tomaram a iniciativa do ataque.

●Ivan Alves Filho, importante historiador contemporâneo das guerras palmarinas, divide essa história em quatro fases: na primeira, que vai de 1596 a 1630, os ataques coloniais se dirigem a quatro ou cinco aldeamentos, na segunda, de 1631 a 1654, fase da ocupação holandesa de Pernambuco as investidas se concentram na cidadela de Macaco, principal reduto palmarino; na terceira, de 1655 a 1694, travam-se as batalhas mais encarniçadas, aí ocorrendo a queda de Macaco; e, finalmente, na quarta, ocorrem as mortes de Zumbi (1695) e de seus sucessores Camuanga (desaparecido em 1699) e Mouza do Palmar (1716). Mas em 1725 ainda há tropas militares na Serra da Barriga, antecipando a ocupação oficial do território que se dá, afinal, no ano de 1736.

●Durante sua longa existência, Palmares teve vários chefes. Mas a História até agora conhecida reservou para dois deles, Zumbi e Ganga Zumba, o papel de protagonistas principais dessa verdadeira epopéia. E o ano de 1678 é o divisor de águas entre esses dois estilos de comandar: depois de sérias perdas suportadas pelos palmarinos em 1677, Ganga Zumba, então principal dirigente, negocia a paz com as autoridades coloniais e abandona a Serra com seus seguidores, provocando uma séria dissensão nas hostes palmarinas e o início da liderança de Zumbi.

●Em 1680, no arraial de Cucaú próximo ao litoral, onde se estabelecera, Ganga 7.umba morre envenenado. E a partir daí a repressão a Palmares vai se tornando cada vez mais cruenta, com a participação de milhares de soldados, de milícias patrocinadas pelos senhores de terras e até mesmo de combatentes mercenários. Quinze anos depois, o líder Zumbi - após dezessete anos de combate em que se notabilizou como um dos maiores generais da história da Humanidade -, atraiçoado por um de seus comandados, morre, durante a expedição repressora de Domingos Jorge Velho.

●A experiência palmarina foi a maior e mais longa contestação à ordem escravista em todo o mundo e em todos os tempos. Por extensão - e mesmo por ter sido Palmares um reduto que abrigava negros, índios e brancos pobres -, a saga de Zumbi é um rico episódio de luta contra o racismo. Assim, o dia que marca o seu "ingresso na História", 20 de novembro, foi escolhido como "Dia Nacional da Consciência Negra". Consciência que se amplia e se faz ainda mais alerta em 1995, ano do Tricentenário de Zumbi.

1.3- Efeitos da colonização

●Os efeitos da colonização repercutem até hoje, pela importância dos resultados da expansão econômica, demográfica e cultural, e mesmo da miscigenação nos países do Terceiro Mundo. São, no entanto, complexos os problemas que esses países enfrentam para organizar suas economias em bases mais justas, modernizar suas estruturas e assegurar o progresso social sem comprometer a independência, nos moldes da cooperação internacional.

1.4- Pobreza no continente hoje

● Um continente de famintos - Adversidades climáticas somente ampliam a miséria de milhares de africanos, que vivem abaixo das condições mínimas de sobrevivência.

●Com a agricultura extensiva, matas são derrubadas e em seus limites o deserto avança.

●Outro problema é o descompasso existente entre o enorme crescimento populacional e o reduzido crescimento populacional e o reduzido crescimento, ou mesmo estagnação, da agropecuária.

1.5- Alguns Conflitos

●Apesar de ter sido durante a 1º Guerra Mundial (em regiões Asiáticas) que começaram a se formar os movimentos nacionalistas que propunham a libertação dos povos dominados por potências imperialistas européias, a descolonização da Ásia e da África, só foi possível, depois que a 2º Guerra Mundial terminou, porque ouve o declínio dos países europeus e porque o avanço do nacionalismo estimularam os movimentos de libertação.


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Energia Eólica

1.INTRODUÇÃO

Energia eólica, energia contida na força dos ventos que sopram sobre a superfície da Terra. Quando captada, a energia eólica pode ser convertida em energia mecânica, para a realização de tarefas como bombear água, moer grãos e serrar madeira. Conectando um rotor giratório (um conjunto de pás ligadas a um eixo) a um gerador elétrico, as modernas turbinas eólicas convertem a energia eólica, que gira o rotor, em energia elétrica. O vento é criado quando o ar quente sobre a terra aquecida pelo sol se eleva, deixando um vácuo no espaço que antes ocupava. O ar frio circundante corre para preencher esse vácuo. Esse movimento impetuoso do ar é o que conhecemos como vento. É possível que os egípcios tenham sido os primeiros a captar a energia eólica, ao subirem em barcos o rio Nilo, a partir do século IV a.C. Durante os séculos posteriores, embarcações à vela movidas pelo vento percorreram os mares e oceanos do mundo, funcionando como a principal forma de transporte comercial. A energia eólica vem sendo utilizada em terra, desde o desenvolvimento do primeiro moinho pelos antigos persas no século VII. A partir dessa época, os moinhos vêm sendo empregados para moer grãos, bombear água, serrar madeira e fornecer outras formas de energia mecânica. Dado que o vento constitui uma fonte limpa e renovável de energia, modernas turbinas eólicas vêm sendo instaladas na Alemanha, Dinamarca, Índia, China e nos Estados Unidos, como complemento para as fontes mais tradicionais de energia elétrica: o carvão, por exemplo. Melhorias no projeto, como pás de rotor mais eficazes, combinadas a um crescimento no número de turbinas eólicas instaladas, ajudaram a aumentar a capacidade mundial de geração de energia eólica em quase 150% desde 1990. Em 1997, o mercado mundial de energia eólica atingiu 3 bilhões de dólares.

2.EVOLUÇÃO DOS MOINHOS

Os antigos moinhos persas eram dispositivos toscos, consistindo em uma torre simples, que sustentava um conjunto de pás, feitas com um feixe de juncos. As pás giravam em torno de um eixo vertical, com uma parede que as protegia, quando rodavam de volta na direção do vento. Esses moinhos primitivos eram empregados na moagem de grãos. Durante séculos, os moinhos europeus tradicionais foram utilizados nas terras baixas do norte da Europa. Na verdade, a expressão moinho de vento origina-se do uso dessas máquinas para moer grãos. Os primeiros moinhos europeus foram construídos no século XII, no noroeste da França e no sul da Inglaterra. Em seguida, seu uso difundiu-se na Bélgica setentrional, Alemanha e, para o norte, até a Dinamarca, durante o final do século XII e o século XIII. Foi o uso da energia eólica que permitiu que Jan Leegwater e os engenheiros holandeses seguintes pudessem drenar as terras úmidas da Holanda, tornando-as habitáveis. Os moinhos europeus foram empregados ainda para serrar madeira, rasgar tabaco em tiras, fabricar papel, espremer linhaça para obter óleo e triturar pedras para conseguir tinta. Os 700 moinhos construídos no distrito de Zaan, ao norte de Amsterdã, formaram o núcleo do que se tornou o centro da manufatura holandesa, uma área que acabou colaborando na deflagração da Revolução Industrial. Ao contrário dos persas, os europeus desenvolveram moinhos com rotores que giravam em torno de um eixo horizontal. Os moinhos europeus típicos empregavam quatro pás, embora alguns usassem cinco e, às vezes, seis. Os primeiros moinhos europeus colocavam a torre que sustentava o rotor em um poste vertical. Isso permitia que todo o moinho girasse e encarasse o vento. Muitos destes pequenos engenhos, chamados moinhos de poste, ainda são encontrados no norte da Europa. Ao final do século XIV, esses equipamentos evoluíram para os tradicionais moinhos de torre europeus, alguns com torres de até três andares. Os rotores destes moinhos são presos a uma cobertura giratória, permitindo que o moleiro aponte as pás do rotor para a direção do vento, ao girar a cobertura. Muitos dos moinhos de torre europeus continham dois ou três pavimentos interiores, onde era possível armazenar os produtos processados, como grãos, madeira, corantes e tabaco. Durante os 500 anos seguintes, o desempenho dos moinhos europeus passou por grandes melhorias. O moinho típico evoluiu para uma torre construída em madeira, pedra e tijolos, que sustentava um rotor com quatro pás, revestidas de tecido, que agiam como velas. O rotor, com um diâmetro de 25 m, era capaz de fornecer de 25 a 30 kW de energia mecânica. Entre as inovações técnicas do moinho europeu, figuram propulsores de pás múltiplas projetando-se atrás do rotor, para mantê-lo automaticamente apontado na direção do vento; freios aerodinâmicos; ripas ajustáveis automaticamente nas pás (ao invés de tecido); e pás com bordas anteriores em forma de aerofólio, que antecipavam as asas das modernas aeronaves. Durante o apogeu do moinho europeu (que entrou em declínio no final do século XIX, quando o motor a vapor começou a ser amplamente utilizado), produziam-se cerca de 1.500 MW de potência, um nível que só voltou a ser alcançado em 1988. Enquanto a utilização dos moinhos de vento começava a declinar na Europa durante o século XIX, do outro lado do Oceano Atlântico, o moinho rural vinha sendo usado por colonos que se estabeleciam na fronteira norte-americana. Perfeitamente adequado para bombear a água do subsolo profundo, o moinho de vento rural norte-americano tornou-se parte integrante das comunidades agrícolas do Oeste dos Estados Unidos. Segundo um historiador, foi o moinho rural, junto com o revólver Colt 45 e a cerca de arame farpado, que permitiu a ocupação das Grandes Planícies norte-americanas. Nos 100 anos de reinado do moinho norte-americano para bombeamento de água, diversas melhorias foram introduzidas. Os primeiros moinhos rurais usavam pás feitas de ripas de madeira. No final do século XIX, o engenheiro norte-americano Thomas Perry aperfeiçoou essas pás. Utilizando um modelo movido a vapor, Perry realizou testes científicos que levaram à invenção das pás de metal laminado, as quais praticamente duplicaram a eficiência do rotor. Com base nas melhorias do projeto do rotor de Perry, o empresário norte-americano LaVerne Noyes construiu o moinho rural mais bem sucedido, o Aermotor. Embora não tenham sido as primeiras pás de moinho em metal, as pás do Aermotor se mostraram tão eficazes que revolucionaram os moinhos rurais e ainda são empregadas atualmente. O moinho rural norte-americano produzia apenas um décimo da energia de uma turbina eólica moderna com o mesmo tamanho. Essa pouca eficiência impediu o uso do moinho rural de pás múltiplas para a geração de eletricidade. Embora a indústria de moinhos agrícolas norte-americana tenha alcançado seu ápice no início do século XX, mais de um milhão desses equipamentos ainda estão em uso em todo o mundo.

3.TURBINA EÓLICA MODERNA

Durante a década de 1930, o interesse no fornecimento de iluminação e de aparelhos elétricos para as propriedades rurais nas Grandes Planícies levou ao desenvolvimento de pequenas turbinas eólicas carregadas à bateria. Estas foram as precursoras das pequenas turbinas eólicas de duas ou três pás, usadas atualmente no fornecimento de energia para residências em locais remotos ou para povoados em países em desenvolvimento. A crise do petróleo na década de 1970 estimulou os esforços para o desenvolvimento da energia eólica como uma fonte alternativa de energia elétrica. Muitos países lançaram programas para o desenvolvimento das modernas turbinas eólicas. Embora a maioria desses programas tenha fracassado, a Dinamarca teve sucesso no desenvolvimento das turbinas. Países como os Estados Unidos adotaram essa tecnologia para aproveitar os recursos da energia eólica. A moderna turbina eólica é o resultado de avanços no desenho e nos materiais feitos durante as décadas de 1980 e 1990, que aumentaram a eficiência desse equipamento. Hoje, turbinas eólicas do mesmo tamanho dos moinhos de vento europeus tradicionais podem gerar de 250 a 300 kW de energia, um aumento de quase 10 vezes em eficiência.

4.COMPONENTES DOS SISTEMAS DE ENERGIA EÓLICA

Os modernos sistemas de energia eólica consistem de três componentes básicos: uma torre na qual se monta a turbina; um rotor movido pelo vento; e a nacela, abrigo para o equipamento, inclusive o gerador, que converte a energia mecânica de um rotor giratório em eletricidade. A torre que sustenta o rotor e o gerador deve ser resistente. As pás do rotor precisam ser leves e fortes, a fim de se mostrarem eficientes em termos aerodinâmicos e resistirem ao uso prolongado sob ventos intensos. Melhorias no desenho estrutural e nos materiais levaram à construção de torres mais altas, possibilitando que os rotores fossem instalados mais longe do solo, onde os ventos são mais fortes. Pequenas turbinas eólicas (menos de um quilowatt) são montadas em postes simples, ancorados por cabos, com uma altura de 10 a 20 metros. Turbinas de 1 a 30 kW são instaladas em torres tubulares ou em treliça, com uma altura de 20 a 40 metros. Turbinas eólicas de tamanho médio geralmente são montadas em torres tubulares de aço, de 25 a 50 m de altura. As torres das turbinas eólicas, que abrigam os cabos que conduzem a eletricidade do gerador até a base da torre, podem ser construídas em metal, plástico reforçado e concreto. O rotor, que gira movido pelo vento, sustenta pás projetadas para capturar a energia cinética do vento. Quase todas as turbinas eólicas modernas contam com rotores que giram em torno de um eixo paralelo ao solo. O rotor gira um eixo que converte a energia do vento em energia mecânica. Por sua vez, o eixo move o gerador, que converte a energia mecânica em eletricidade. Embora algumas turbinas eólicas modernas tenham pás de rotor feitas de madeira composta, grande parte dessas peças é fabricada em fibra de vidro, material leve e resistente, geralmente composto de resinas de poliéster e fibras de vidro. Ao contrário do moinho de vento rural norte-americano, as turbinas eólicas modernas não usam pás de alumínio ou aço; o alumínio é incapaz de resistir ao esforço contínuo de ser envergado por ventos fortes e o aço é muito pesado. Pequenas turbinas eólicas geralmente usam um leme para manter o rotor na direção do vento. A maior parte das turbinas de tamanho médio utiliza um motor elétrico para direcionar mecanicamente o rotor para o vento. O gerador converte a energia mecânica de um rotor giratório em eletricidade (ver Motores e geradores elétricos). A maioria das turbinas eólicas utiliza um gerador com transmissão combinada. Muitas usam dois geradores, um pequeno para ventos leves e um maior para ventos fortes. Outras empregam um único gerador com bobinas elétricas duais. Estas desempenham a mesma tarefa da combinação de geradores pequeno e grande. Algumas turbinas eólicas utilizam um outro tipo de gerador, especialmente projetado, movido diretamente pelo rotor, sem uma transmissão.

5.TAMANHO DAS TURBINAS EÓLICAS

Turbinas eólicas podem ser arbitrariamente divididas em três categorias: pequenas, médias e grandes. Pequenas turbinas eólicas conseguem gerar entre 50 W e 60 kW de energia e usam rotores com diâmetro que varia de menos de 1 até 15 metros. Estão geralmente instaladas em áreas remotas, onde é necessária energia mas o acesso a fontes convencionais de eletricidade ou é muito caro ou pouco confiável. Alguns tipos, chamados de microturbinas, são tão pequenos que podem ser transportados a cavalo. A maioria dos equipamentos eólicos comerciais é de turbinas de tamanho médio. Utilizam rotores com diâmetros entre 15 e 60 m e têm capacidade geradora de 50 a 1.500 kW. A maioria dessas turbinas comerciais gera entre 500 a 750 quilowatts. As grandes turbinas eólicas são enormes, com rotores entre 60 e 100 m de diâmetro, e são capazes de gerar de 2 a 3 MW de energia. Como o rendimento de usinas de energia convencional à carvão ou petróleo aumenta com o tamanho da instalação, acreditava-se originalmente que as turbinas eólicas gigantes seriam mais econômicas do que equipamentos menores. Diversos países tentaram desenvolver turbinas eólicas comerciais de grande porte, mas elas se mostraram menos econômicas e confiáveis do que os equipamentos de tamanho médio.

6.INDÚSTRIA MODERNA DE ENERGIA EÓLICA

Muitos países começaram a pesquisar fontes alternativas de energia durante as crises de escassez de petróleo da década de 1970. À medida em que se registravam melhorias na tecnologia, surgia a moderna indústria de energia eólica. Cada vez mais, turbinas eólicas modernas produzem eletricidade de forma tão eficiente quanto outras tecnologias de geração de energia. Um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento da energia eólica é encontrar o terreno e as condições de vento adequadas. A quantidade de energia cinética disponível no vento é uma função cúbica da velocidade do vento, isto é, cada vez que a velocidade dobra, há um aumento correspondente de oito vezes na energia disponível. Essa relação exponencial entre velocidade e energia do vento torna a localização extremamente importante. Uma área com altas velocidades médias de vento pode proporcionar muito mais energia do que um local cuja velocidade do vento seja um pouco menor. Na maioria das localizações continentais, os ventos são mais fortes no inverno e na primavera e mais fracos durante o verão e o outono. Padrões regionais de tempo e condições topográficas locais podem provocar alterações nos padrões de vento. Por exemplo, a velocidade dos vento no Passo de Altamont, na Califórnia, é maior durante os meses de verão, quando aumentam as diferenças de temperatura entre o quente Central Valley e o frio Oceano Pacífico. Esses ventos fortes são provocados pelo ar frio do Oceano Pacífico precipitando-se para preencher o vácuo criado pelo ar ascendente no Central Valley.

7.USINAS DE ENERGIA EÓLICA

Turbinas eólicas podem ser instaladas individualmente, em grupos de duas a dez unidades, ou em grandes conjuntos, chamados usinas de energia eólica ou fazendas eólicas. Estas usinas abrigam uma enorme quantidade de turbinas eólicas. O passo Tehachapi, na Califórnia, contém várias usinas desse tipo, cada uma com mais de mil turbinas. Acredita-se que turbinas eólicas reunidas em usinas apresentam maior economia na geração de eletricidade do que turbinas individuais ou em pequenos grupos. A rentabilidade pode ser maior ao se operar e manter grandes quantidades de turbinas. Contudo, esta concentração pode diminuir a produção individual, quando turbinas contra o vento interrompem o fluxo de ar das turbinas a favor do vento. Com freqüência, a disposição das turbinas eólicas em uma usina é determinada pela geografia local. Usinas em terreno plano muitas vezes apresentam longas fileiras paralelas de turbinas. Uma das usinas visualmente mais interessantes do mundo é a Tændpibe-Velling Mærsk, na Dinamarca, um conjunto geométrico disposto como uma banda em marcha na península da Jutlândia. Em terrenos ondulados ou montanhosos correndo perpendiculares aos ventos prevalecentes, os projetistas geralmente alinham o topo da serra com longas fileiras de turbinas eólicas. Esta é a formação utilizada em várias usinas do passo de Altamont, na Califórnia. É possível ainda dispor as turbinas em longas fileiras únicas junto a pontos do terreno expostos ao vento. Em toda a Holanda, conjuntos lineares são dispostos paralelamente aos muitos diques e canais de drenagem do país. Compridas fileiras de turbinas eólicas são encontradas ao longo dos quebra-mares do porto em Ebeltoft na Dinamarca, Zeebrugge na Bélgica e Blyth Harbor na Inglaterra. Como nas usinas convencionais de energia, as usinas eólicas são uma reunião de múltiplos geradores independentes; no caso, turbinas eólicas. Embora cada uma das turbinas em uma usina opere de forma independente, geralmente estão conectadas a um sistema central de controle. Seja produzida por duas ou por duas mil turbinas, a energia é reunida e enviada a uma rede de fornecimento elétrica. A Califórnia abriga alguns dos maiores conjuntos de turbinas eólicas do mundo. Usinas no passo de Altamont compreendem um total de 6 mil turbinas e no passo de Tehachapi quase 5 mil. Perto de Palm Springs, as usinas abrangem cerca de 3 mil turbinas eólicas.

8.CONFIABILIDADE DA ENERGIA EÓLICA

Por ser um recurso não poluente e renovável, a energia eólica é uma fonte promissora de eletricidade. Contudo, como as velocidades dos ventos variam com a hora do dia, estação e mesmo de um ano para outro, a energia eólica é um recurso intermitente. Em locais com muito vento, é comum as usinas operarem 60% do ano. Mesmo assim, o vento pode não ser forte o suficiente para permitir que utilizem toda a sua capacidade. No geral, turbinas instaladas em áreas com muito vento operam com uma média de 25% a 35% de sua capacidade total. Em comparação, usinas de energia a carvão geralmente funcionam com uma média de 75% a 85% de sua capacidade total. A natureza intermitente da energia eólica não afeta os consumidores, quando as turbinas eólicas estão ligadas a uma rede elétrica. Na América do Norte, Europa e partes da Ásia, muitas turbinas eólicas estão conectadas a grandes redes de eletricidade. Assim, é possível compensar o efeito dos dias sem vento pela produção de outras fontes de geração de energia, como usinas termelétricas e usinas hidrelétricas, ligadas à rede elétrica. Este tipo de sistema ajuda a proporcionar aos consumidores um suprimento confiável de energia. Geralmente, pessoas que vivem em áreas remotas e dependem da eletricidade das turbinas eólicas utilizam baterias ou um gerador de reserva para conseguir energia auxiliar, durante períodos longos sem quantidade suficiente de vento. Operacionalmente, as turbinas eólicas modernas são tão confiáveis quanto as usinas de energia convencional. É de menos de 3% o tempo em que a maioria das turbinas comerciais fica parada para manutenção ou reparos. Turbinas eólicas são conhecidas ainda por sua longevidade: muitas vêm gerando eletricidade desde o início dos anos 1980. Muitos dos moinhos rurais norte-americanos estão em uso contínuo há gerações, e alguns dos moinhos de vento europeus tradicionais vêm funcionando há quase 300 anos.

9.QUESTÕES ATUAIS E O FUTURO

Com a crescente demanda mundial por energia elétrica e o aumento da preocupação com o aquecimento global (ver Efeito estufa), muitos especialistas acreditam que o uso da energia eólica vai continuar a crescer. À medida em que melhorar seu rendimento como fonte de eletricidade, seu mercado deve continuar a se expandir. Contudo, alguns fatores políticos e ambientais vão influenciar este crescimento. Embora a energia eólica seja um meio relativamente não poluente de gerar eletricidade, há impactos associados. Um deles é a alteração da qualidade visual do terreno pela reunião de grande número de turbinas, especialmente quando localizadas em áreas de expressiva beleza natural. Além das preocupações estéticas, o ruído dos rotores das turbinas vem gerando reclamações. Outra preocupação ambiental refere-se ao impacto na vida selvagem. Em alguns locais, turbinas eólicas são responsáveis pela morte de pássaros, inclusive espécies protegidas, acidentalmente apanhadas pelas pás do rotor. Algumas destas preocupações ambientais estão sendo solucionadas com uma escolha mais cuidadosa da localização das turbinas eólicas. Outras, como o barulho dos rotores, poderão ser parcialmente resolvidas com aperfeiçoamentos nos projetos.

10.POLÍTICA DE ENERGIA EÓLICA

A Califórnia já liderou o mundo no desenvolvimento da energia eólica. Contudo, políticas energéticas estadual e federal inconsistentes e, com freqüência, conflitantes, contribuíram para o declínio do papel da indústria norte-americana de energia eólica. Alguns especialistas prevêem que o crescimento desse tipo de energia na América do Norte continuará a ser inferior ao da Europa no início do século XXI. Preocupações e compromissos recentes dos Estados Unidos e do Canadá em reduzir a emissão de gases relacionados ao aquecimento global poderão revitalizar a indústria de energia eólica. Países europeus também estão empenhando esforços no desenvolvimento de recursos energéticos não poluentes: Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Itália, Holanda, Espanha e Grã-Bretanha estão deflagrando programas agressivos de energia eólica. Durante o final da década de 90, estavam sendo instalados anualmente quase 1.500 MW de capacidade de geração de energia eólica, principalmente na Europa e Ásia. Calcula-se que um total de 40 mil turbinas eólicas, representando 12 mil MW de capacidade, estarão instalados em todo o mundo no começo do século XXI. Essas turbinas vão produzir 20 bilhões de kWh anualmente, uma quantidade de energia equivalente à gerada por três a quatro grandes usinas nucleares.


(Copiado, na íntegra, do site http://www.coladaweb.com/ )

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