Mostrando postagens com marcador Biologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Biologia. Mostrar todas as postagens

Ciclo da Água

Mais abundante componente da matéria viva, a água precisa ser necessariamente reciclada para a garantia de vida do planeta. A superfície terrestre é recoberta de 75% de água. De toda essa água que recobre a terra, cerca de 97% pertencem aos ecossistemas marinhos. Do restante, apenas 1% está disponível na superfície (52% em lagos, 38% retidos no solo, 8% na atmosfera, 1% nos organismos vivos e 1% em rios). O ciclo hidrológico ocorre graças à energia solar que permite a mudança de estado físico. A água se evapora das superfícies aquáticas e terrestres, formando as nuvens. Condensa-se e se precipita na forma de chuva, neve ou granizo.

No solo, a água pode atravessar os diversos horizontes (camadas) atraída pelas forças da gravidade, e atingir o lençol freático, de onde chega até um rio ou riacho. Parte da água precipitada pode ser retida pelo solo e absorvida pelas plantas, através do seu sistema radicular.

Nos vegetais pode ocorrer a perda de água através da transpiração, gutação ou transferência alimentar à cadeia dos consumidores.

Os animais, por sua vez, participam do ciclo, ingerindo água diretamente ou indiretamente através dos alimentos. O processo de eliminação é variável, podendo ocorrer da urina, fezes, respiração, suor etc. E aí ocorre a evaporação de toda a parte líquida, formando as nuvens e a precipitação e... começa tudo de novo, formando um ciclo interminável.


(Copiado, na íntegra, do site http://www.coladaweb.com/ )

Leia Mais >>

Chuva Ácida

Não existe chuva totalmente pura, pois ela sempre arrasta consigo componentes da atmosfera. O próprio CO2, que existe normalmente na atmosfera, como resultado da respiração dos seres vivos e da queima de materiais orgânicos, ao se dissolver na água da chuva já a torna ácida, devido à reação: CO2 + H2O -> H2CO3. Como o ácido carbônico formado é muito fraco, a chuva contaminada tem pH = 5,6. A situação se complica em função dos óxidos de enxofre e dos óxidos de nitrogênio, existentes na atmosfera.

SO2 e SO3

O SO2 natural é proveniente de erupções vulcânicas e da decomposição de vegetais e animais e o artificial é proveniente principalmente da queima de carvão mineral e do petróleo. Na atmosfera, o SO2 reage com a água da chuva formando o ácido sulfuroso (SO2 + H2O -> H2SO3), que é um ácido fraco, mas quando o SO2 é oxidado a SO3 ( 2SO2 + O2 -> 2 SO3), este reage com a água da chuva produzindo ácido sulfúrico (SO3 + H2O -> H2SO4), que é um ácido muito forte.

NO e NO2

O NO existe naturalmente na atmosfera. Em dias de tempestade, os raios provocam a reação N2 + O2 -> 2NO. Os óxidos de nitrogênio são produzidos naturalmente por decomposição de animais e vegetais, por bactérias do solo e artificialmente nas combustões dos motores de automóveis, aviões, etc. Na atmosfera, o NO é facilmente oxidado a NO2 (2NO + O2 -> 2NO2 ). O NO2 é responsável pela neblina de cor castanha que se observa nas cidades em dias de muita poluição. Além disso, o NO2 reage com a água da chuva (2 NO2 + H2O -> HNO2 + HNO3 ), produzindo o HNO2, que é um ácido fraco, e o HNO3 que é um ácido forte. Aliás, o próprio HNO2 se oxida a HNO3 ( 2 HNO2 + O2 -> 2 HNO3).

Em grandes cidades, devido às indústrias e ao número de automóveis, e em regiões muito industrializadas, o ar acaba se carregando de H2SO4 e HNO3, e a chuva conduz esses ácidos para o solo, dando origem ao fenômeno chamado CHUVA ÁCIDA, cujo pH é menor do que 5,6, podendo chegar a 4,5 e até 2 em regiões populosas e industriais. Como exemplo, 80% dos lagos na Noruega já são ácidos. Isso pode provocar a destruição da vegetação aquática, a morte de peixes em lagos, morte de árvores em florestas devido à destruição das células respiratórias, e empobrecimento de solos, pois a acidez retira do solo muitos nutrientes tais como cálcio e magnésio. Cerca de 67% das florestas inglesas já foram destruídas desta forma. Nos prédios podemos observar a corrosão do concreto e do ferro utilizado nas construções. Os monumentos, como o Cristo Redentor, também são atingidos, principalmente os de mármore e outras pedras calcáreas (CaCO3 + H2SO4 -> CaSO4 + H2O + CO2). As estátuas de cobre e outros objetos deste metal, vão lentamente se cobrindo de verde de malaquita cuja reação pode ser representada pela equação química: 2Cu + H2CO3 + O2 -> Cu2CO3(OH)2.


(Copiado, na íntegra, do site http://www.coladaweb.com/ )

Leia Mais >>

Cenoura

1 - IMPORTÂNCIA

A cenoura, Daucus carota L., apresenta uma raiz pivotante, tuberosa, lisa e sem ramificações. Entre as hortaliças cujas partes comestíveis são as raízes, a cenoura é a de maior valor econômico. Destaca-se pelo valor nutritivo, sendo uma das principais fontes de pró-vitamina A (beta-caroteno).


2 - CONDIÇÕES CLIMÁTICAS IDEAIS DE CULTIVO

A cenoura germina em uma faixa de temperatura variável entre 8 e 30ºC. Para o desenvolvimento ideal das raízes, a variação de temperatura é de 15 a 21ºC. Em condições de temperatura inferior a 15ºC as raízes são mais finas e compridas, e acima de 21ºC são curtas e grossas.

No Brasil as maiores áreas produtoras estão na região sul e sudeste.


3 - CULTIVARES E ÉPOCAS DE PLANTIO

Grupo Nantes: é considerado como padrão comercial de raízes de cenoura no brasil, devido à preferência por raízes cilíndricas, lisas e de cor alaranjada intensa. É suceptível às queimas das folhas causadas por Alternaria dauci e Cercospora carotae. Assim a melhor época de plantio é do outono ao inverno.

Grupo Kuroda: cenouras de formato cônico, que se adaptam bem às condições de pluviosidade e temperaturas elevadas; portanto são indicadas para o cultivo na primavera ou verão.

Grupo nacional: as cultivares nacionais Brasília e Kuronan, são boas opções para o cultivo da cenoura de primavera ou verão, pois apresentam elevada resistência à queima das folhas, aliada a formato cilíndrico de raizes.


4 - PREPARO DO SOLO

Como a parte comercial são as raízes, o preparo do solo é muito importante para que elas se desenvolvam adequadamente e sem deformações.

Normalmente, o preparo do solo consta de uma aração e duas gradagens. Após a última gradagem, e estando o solo bem preparado, o passo seguinte é a construção dos canteiros com o sulcador.

4.1 - Canteiros

Os canteiros mais largos e baixos são utilizados quando se cultiva em época seca, sendo de 1,0 a 1,2m de largura e cerca de 15-20cm de altura. A irrigação é por aspersão.

Os canteiros mais estreitos de 50 a 70cm de largura e altura cerca de 15cm proporcionam maior ventilação e menor incidência de doenças. A irrigação é por aspersão ou infiltração lateral.


5 - CALAGEM E ADUBAÇÃO DA CENOURA

5.1 - Calagem
A cenoura é uma planta que não tolera a acidez do solo: o pH ideal é em torno de 6,5. A porcentagem de saturação por bases é de 70 - 80%. O calcáreo deve ser incorporado de 20 a 25cm de profundidade.

5.2 - Adubação Orgânica
Cerca de trinta dias antes do plantio, devem ser aplicados de 40 a 60 toneladas de esterco de curral curtido por hectare. Esterco de galinha pode ser empregado como alternativa ao esterco de curral, mas a quantidade então empregada deve ser de 10 a 15 toneladas por hectare.

5.3 - Adubação Verde
Pode ser feita anteriormente ao plantio da cenoura a adubação verde, isto é, a incorporação de plantas (em geral leguminosas) especialmente plantadas para melhorar a produtividade do solo.

5.4 - Adubação Mineral de Plantio
De uma maneira geral , podem ser utilizados nos solos mais pobres em fósforos e potássio, 2 toneladas da fórmula 4-20-12. É importante que sejam aplicados no plantio, em soloso pobres em boro, 15kg de Bórax por ha, e em solos deficientes em zinco, 15kg de sulfato de zinco por ha.

5.5 - Adubação em Cobertura
Recomenda-se aos 20-30 dias após a emergência, aplicar 250kg da fórmula 20-5-10 ou 18-6-12 por ha.

5.6 - Adubação Foliar
A pulverização pode ser feita aos 20 e 40 dias após a germinação com uma solução de 0,15% de ácido Bórico e de 0,20% de sulfato de zinco (quando a adição destes elementos ao solo no plantio não foi feita).



6 - SEMEADURA

O cultivo da cenoura é realizada por semeadura direta em sulcos, feita normalmente ou com semeadura de tração mecânica ou manual. O gasto de sementes médio é de 60 a 80 sementes/metro linear. O espaçamento é de 25 a 30cm entre fileiras; a operação de desbaste deve ser feita entre 20/30 dias após a emergência, deixando de 5 a 6cm entre plantas.


7 - TRATOS CULTURAIS

7.1. Cobertura morta


Pode ser empregada após a semeadura uma cobertura morta formada por bagaço de cana, palha de café e cana de arroz. Seu efeito é de manter a umidade nos primeiros dias de desenvolvimento, bem como evitar o aparecimento e endurescimento da superfície do solo. A espessura ideal é de 1 cm no sulco de plantio.

7.2 - Irrigação

Até 40 dias após o plantio, a irrigação é diária. Daí em diante até os 60 dias, os intervalos são de 2 dias. Após 60 dias, os intervalos devem ser de 5 dias. Intervalos maiores podem causar rachaduras nas raízes.

7.3 - Controle de Plantas Daninhas

A fase crítica de competição compreende o período que vai da emergência até os 25 dias subsequentes. Neste período o controle é feito com herbicidas pré-emergentes.



8 - PROBLEMAS FISIOLÓGICOS

8.1 - Branqueamento das Raízes
Após a lavagem da cenoura colhida, ocorre o branqueamento devido ao choque térmico.

8.2 - Ombro Verde ou Roxo
A parte superior da cenoura torna-se de cor esverdeada ou arroxeada: isso é ocasionado pelo rebaixamento dos canteiros e exposição aos raios solares.

8.3 - Rachadura
Em geral, rachaduras são causadas por irregularidades no regime hídrico, como por exemplo falta de água seguida por excesso súbito de irrigação.


9 - DOENÇAS DA CENOURA

9.1 - Queimas das Folhas
Causada pelos fungos Alternaria dauci ou Cercospora carotae. O controle é realizado por pulverizações semanais do fungicida Mancozeb, alternado com Iprodione.

9.2 - Podridão Mole

Causada pela bactéria Erwinia carotovora. Os tecidos afetados tornam-se moles e aquosos. O controle recomendado é a rotação de culturas e evitar plantios em terrenos de alta umidade.


10 - PRAGAS

Danos em produtividade e qualidade de raízes são causados por nematóides do gênero Meloidogyne. Essas perdas podem chegar até 50%. O ataque é verificado pelo aparecimento de galhas nas raízes, tornando-as imprestáveis para o comércio. O controle pode ser cultural, evitando-se a entrada do nematóide na área, através da limpeza de equipamentos agrícolas lá empregados. A rotação de culturas deve ser realizado com plantas não hospedeiras dos nematóides. Práticas como a adubação verde com crotalária, e aração profunda diminuem a incidência do Meloidogyne na área. O controle químico pode ser à base de Carbofuran.


11. COLHEITA E COMERCIALIZAÇÃO

Quando as raízes apresentam-se no ponto de colheita, as folhas inferiores apresentam-se amareladas e as superiores se abrem, encostando as pontas na superfície do canteiro. Isso ocorre entre 85 a 120 dias após o plantio. O processo de colheita utilizado é o manual, puxando a parte aérea com o solo úmido. As raízes colhidas são destacadas das folhas, lavadas, classificadas por tamanho e acondicionadas em caixas de madeira, onde são comercializadas. Uma caixa de cenoura em geral contém 22 a 23 kg de raízes.



ESCOLHA DA VARIEDADE

Para o plantio de inverno, que se realiza de abril a junho, recomenda-se a variedade Nantes.

Para o cultivo de verão, cujo plantio se realiza de setembro a fevereiro, recomenda-se as seguintes variedades: Brasília, Kuronan, Tropical e Kuroda Nacional.

ESCOLHA DO LOCAL

Preferir solo leves, profundos, bem drenados, férteis, com bom teor de matéria orgânica, livres de pedras e cascalhos, apresentando boa insoloção, de fácil acesso, mecanizáveis e com abundância de água e de boa qualidade.

ANÁLISE DO SOLO

Retirar as amostras de solo e enviá-las ao laboratório, 4 meses do plantio, para obter, com antecedência, as recomendações para aplicação de calcário e adubação. Siga as instruções da folha informativa da EMATER-MG intitulada "Amostra de Solo para Análise Química".

PREPARO DO SOLO E INCORPORAÇÃO DE CALCÁRIO

A cenoura requer um bom preparo do solo, para favorecer o bom desenvolvimento das raízes. Uma primeira aradura, com profundidade de 25 centímetros, será realizada 60 dias antes do plantio, aplicando-se calcário, quando necessário.

Uma segunda aradura deverá ser executada 30 dias depois da primeira .

A gradagem deverá ser feita com capricho, um dia antes da operação de levantamento dos canteiros.

Em terrenos com declividade superior a 5 por cento, há necessidade de levantamento de práticas do conservação do solo.

LEVANTAMENTO DE CANTEIROS

Sulca-se o terreno de metro em metro, para se obter canteiros com 80 centímetros de largura e altura variável de 12 a 20centímetros . Para acabamento do canteiro, usar enxadas.

ADUBAÇÃO

Recomenda-se fazer adubação com base nos resultados de análise do solo. Na ausência destes resultados e tratando-se de terreno raramente adubado, usar a seguinte adubação:

Adubação de Plantio:

Aplicar 1 quilo de esterco de galinha para cada metro de canteiro, 15 a 20

dias antes do semeio. A preferência pelo esterco de galinha se deve à ausência de sementes de ervas daninhas. O terreno deverá ser molhado periodicamente, para facilitar a decomposição do esterco. Aplicar ainda 280 gramas do adubo químico, fórmula 4.14.8 ou 4.16.8, e 2 gramas de bórax por metro de canteiro.

Adubação de Cobertura:

Logo depois do desbaste, aplicar, a lanço, 30 gramas do adubo químico, fórmula 12.6.12, por metro de canteiro. Repetir essa mesma adubação, 20 dias depois. Ao fazer a adubação a lanço, as folhas da cenoura poderão sofrer queimaduras, por causa do adubo que nelas se deposita. Por isso, é recomendável remover imediatamente aquele adubo, o que se consegue com uma irrigação por aspersão.


PLANTIO

Depois de adubados, os canteiros serão sulcados à profundidade de 2 centímetros, usando-se o riscador de madeira com dentes distanciados de 12 a 15 centímetros entre si.

Dentro do sulco, a distribuição da semente poderá ser feita manualmente ou com o auxílio de um vidro de boca larga com furos na tampa ou mesmo com auxílio de máquinas de tração mecânica. Deixar cair um filete contínuo de sementes, procurando-se evitar amontoamentos ou falhas. O amontoamento de sementes provocará uma operação de desbaste mais trabalhosa , enquanto as falhas resultarão em redução do número de plantas e conseqüentes diminuição da colheita.

DESBASTE

Procura-se fazer um só desbaste para economizar mão-de-obra. Esse desbaste deve ser feito 30 a 40 dias depois do semeio e antes da adubaçaõ de cobertura, eliminando-se as plantas menores e deixando as maiores com o espaço de 5 centímetros umas das outras.

IRRIGAÇÃO

É feita por aspersão e terá que ser freqüente na fase de germinação e primeiros dias de desenvolvimento. Nessa fase, irrigar dia sim dia não. Posteriormente, a irrigação poderá ser reduzida a 2 vezes por semana.

CAPINAS

Nos plantios comerciais de cenoura, feitos em áreas externas, fica impraticável a capina mecânica, tornando-se necessário o uso de herbicidas.

Para a aplicação em cenoura, recomenda-se o herbicida Gesagard ou Afalon. A aplicação pode ser feita 2 a 3 dias depois do semeio, antes que a cenoura germine, ou 2 a 3 dias depois da germinaçao, quando a cenoura tiver 2 a 3 folhas definitivas. Para aplicação antes da germinação, recomendam-se 2 litros do herbicida por hectare. Se a preferência for pela aplicação depois da germinação, a recomendação é de 1 litro e meio por hectare.

COMBATE A PRAGAS E DOENÇAS

As pulverizações de fungicidas e inseticidas para o controle de doenças e pragas deverão ser feitas somente com produtos registrados para a cultura, obedecendo-se ao período de carência, às dosagens e aos cuidados nas aplicações. Procure um técnico para maiores informações.



Tratamento especial deve ser dado ao controle de nematóides na cultura da cenoura. A maneira mais econômica e viável de controlar esta praga em terrenos infestados onde se queira plantar cenoura é adotar a prática que vem sendo feita com sucesso em Carandaí-MG.

Para isto, planta-se o milho em espaçamento estreito e, antes que ocorra o pendoamento, faz-se o enterrio de toda a massa verde.

Além de auxiliar no controle de nematóides, essa prática enriquece o solo em matéria orgânica.

A leguminosa Crotalaria spectabilis é uma planta que se recomenda também para o controle do nematóide. Possuindo a capacidade de fixar o nitrogênio do ar em suas raízes, a crotalária ainda enriquece o solo nesse elemento, depois de enterrada.

COLHEITA

A cenoura é colhida aos 90 dias depois do semeio. Nesta ocasião, as cenouras são arrancadas, separadas das folhas e das raízes situadas ao longo da raiz principal, lavadas, classificadas e embaladas.

CLASSIFICAÇÃO E EMBALAGEM

De acordo com o comprimento, diâmetro e qualidade, a cenoura de classifica em: Extra AA, Extra A, Especial e Primeira. A cenoura é embalada em caixas de madeira tipo K, pesando 22 quilos.


(Copiado, na íntegra, do site http://www.coladaweb.com/ )

Leia Mais >>

Células

Hialoplasma

As funções do hialoplasma são basicamente a sustentação, a glicólise, a formação de microtúbulos e sede de reações químicas citoplasmáticas.
A sustentação do citoplasma deve-se ao funcionamento do ectoplasma como verdadeiro suporte celular, mantendo mais ou menos constante a sua forma.
A glicólise compreende a primeira parte da respiração celular onde ocorre a quebra da glicose originando duas moléculas de ácido pirúvico, que em condições anaeróbias é convertido em ácido lático; no entanto , em presença de oxigênio, é incorporado ao ciclo de Krebs.
Os microtúbulos são minúsculos cilindros ocos formados no hialoplasma de todas as células importantes, com várias funções celulares como a divisão, contractibilidade citoplasmática, transporte de moléculas no interior do citoplasma, etc.


Ectoplasma

É a porção mais externa do hialoplasma apresenta-se mais consistente. Também conhecido como Plasmagel.


Endoplasma

É a porção mais fluida e mais interna do hialoplasma. Também conhecido como Plasmassol.


Retículo Endoplasmático

Rede de túbulos e cisternas achatadas mergulhadas no citoplasma. Dentre suas várias funções ressaltamos o metabolismo de lipídios (incluindo a síntese de esteróides e fosfolipídios) e a síntese de proteínas para exportação.
Funciona como sistema circulatório - atua como transportador e armazenador de substâncias. Há dois tipos:



Retículo Endoplasmático Liso:

É muito abundante em células secretoras de lipídios (por exemplo células de fígado) e em células de certas glândulas envolvidas com a produção de hormônios esteróides (células das glândulas) onde ocorre a síntese dos hormônios sexuais, estrógeno e testosterona.


Retículo Endoplasmático Rugoso:

Rugoso por ter aderido a sua superfície externa os ribossomos, local de produção de proteínas, as quais serão transportadas internamente para o Complexo de Golgi. Com origem na membrana plasmática, apresenta também na sua constituição lipídios e proteínas. Além das funções já citadas atua também aumentando a superfície interna da célula produzindo um gradiente de concentração diferenciado.


Complexo de Golgi

São estruturas membranosas e achatadas, cuja função é elaborar e armazenar proteínas vidas do retículo endoplasmático; podem também eliminar substâncias produzidas pela célula, mas que irão atuar fora da estrutura celular que originou (enzimas por exemplo). Produzem ainda os lisossomos (suco digestivo celular). É responsável pela formação do acrossomo dos espermatozóides, estrutura que contém hialuronidase que permite a fecundação do óvulo. A síntese de enzimas e a gênese de lisossomos, são organelas responsáveis pela digestão da célula. Nos vegetais denomina-se dictiossomo e é responsável pela formação da lamela média da parede celulósica.Esta organela foi descoberta pelo citologista italiano Camillo Golgi que viveu no século XIX.


Lisossomos

Estrutura que apresenta enzimas digestivas capazes de digerir um grande número de produtos orgânicos. Realiza a digestão intracelular. Apresenta-se de 3 formas: lisossomo primário que contém apenas enzimas digestivas em seu interior, lisossomo secundário ou vacúolo digestivo que resulta da fusão de um lisossomo primário e um fagossomo ou pinossomo e o lisossomo terciário ou residual que contém apenas sobras da digestão intracelular. É importante nos glóbulos brancos e de modo geral para a célula já que digere as partes desta (autofagia) que serão substituídas por outras mais novas, o que ocorre com freqüência em nossas células. Realiza também a autólise e histólise (destruição de um tecido) como o que pode ser observado na regressão da cauda dos girinos. Originam-se no Complexo de Golgi. Estas organelas são vesículas esféricas repletas de enzimas hidrolíticas que atuam em pH ácido. As plantas não possuem lisossomos.


Ribossomos

São grânulos de ribonucleoproteínas produzidos a partir dos nucléolos. A função dos ribossomos é a síntese protéica pela união de aminoácidos, em processo controlado pelo DNA. O RNA descreve a seqüência dos aminoácidos da proteína. Eles realizam essa função estando no hialoplasma ou preso à membrana do retículo endoplasmático. Quando os ribossomos encontram-se no hialoplasma, unidos pelo RNAm, e só assim são funcionais, denominam-se POLISSOMOS. As proteínas produzidas por esses orgânulos são distribuídas para outras partes do organismo que se faça necessário. Podem estar livres no hialoplasma ou aderidos à face externa das membranas do retículo endoplasmático.


Mitocôndrias

Organela citoplasmática formada por duas membranas lipoprotéicas, sendo a interna formada por pregas. O interior é preenchido por um líquido denso, denominado matriz mitocondrial (onde se encontram enzimas, íons, dentre outras substâncias). Dentro delas se realiza o processo de extração de energia dos alimentos (respiração celular) que será armazenada em moléculas de ATP (adenosina trifosfato). É o ATP que fornece energia necessária para as reações químicas celulares. Apresenta forma de bastonete ou esférica. Possuem DNA, RNA e ribossomos próprios, tendo assim capacidade de autoduplicar-se. Quanto maior a atividade metabólica da célula, maior será quantidade de mitocôndrias em seu interior. Apresentam capacidade de movimentação, concentrando-se assim nas regiões da célula com maior necessidade energética (exp. Músculos das coxas) . Alguns cientistas acreditam terem sido "procariontes" (bactérias) que passaram a viver simbioticamente no interior das células no início evolutivo da vida (células fornecendo açucares e outras substâncias e bactérias fornecendo energia.).


Vacúolos

Os vacúolos são vesículas preenchidas com partículas ou líquidos. São delimitados por uma membrana simples. Nas células animais e em protistas, os vacúolos fundem-se com lisossomos e acontece a digestão do conteúdo do vacúolo. Nas células vegetais geralmente existe um grande vacúolo. O líquido deste vacúolo é chamado seiva vegetal e tem enzimas digestivas que atuam em pH ácido.


Vacúolo de Suco Celular

Estrutura derivada do retículo endoplasmático que pode conter líquidos e pigmentos, além de diversas outras substâncias. Está relacionado com armazenamento e equilíbrio osmótico, sendo que sua membrana é denominada de Tonoplasto. O tamanho do Vacúolo de suco celular pode ser associado à idade da célula, sendo que em células envelhecidas chega a ocupar até 95% do volume celular.


Vacúolos Contráteis (ou pulsáteis)

Em protozoários de água doce, ocorrem vacúolos que se contraem ritmicamente, Esses organismos unicelulares vivem em um meio, onde a concentração é menor que a concentração da célula. Esses vacúolos, que se comunicam com o exterior por meio de um poro, expulsam o excesso de água da célula. De fato, sendo esses organismos hipertônicos em relação ao meio, ocorre constantemente a entrada de um fluxo de água, por osmose. Esta água tem então de ser transferida para o exterior, sob pena de ocorrer lise (quebra) da célula. Em função dessa característica de contração e expansão periódica é que esses vacúolos receberam o nome de vacúolos contráteis ou pulsáteis, participando do controle osmótico dos protistas de água doce.


Plastos

São organelas citoplasmáticas encontradas em todo o reino vegetal com exceções das bactérias, determinadas algas e os mixomicetos.
Os plastos caracterizam-se pela presença de pigmentos como clorofila e carotenóides, e pela capacidade que apresentam em sintetizar e acumular substâncias de reservas tais como amido, proteínas e gorduras .
De acordo com o pigmento que possuem são divididos em leucoplastos ou plastos incolores e cromoplastos ou plastos coloridos.


Centríolos

Estruturas cilíndricas, geralmente encontradas aos pares, compostas de microtúbulos protéicos. Dão origem a cílios e flagelos (menos os das bactérias), estando também relacionados com a reprodução celular - formando o fuso acromático que é observado durante a divisão celular. É uma estrutura muito pequena e de difícil observação ao M. Óptico, porém no M. Eletrônico apresenta-se em formação de 9 jogos de 3 microtúbulos dispostos em círculo, formando uma espécie de cilindro oco. Os centríolos são ausentes em procariontes e em vegetais superiores.



CÉLULA VEGETAL

Cloroplasto: organela formada por duas membranas e por estruturas discóidais internas. É a sede da fotossíntese, pois contém moléculas de clorofila que capturam a energia solar (luz-fótons) e produzem moléculas como glicose que poderá ser utilizada pelas mitocôndrias para a geração de energia na forma de ATP. Apresentam seu próprio DNA, RNA e ribossomos, a exemplo do que acontece com as mitocôndrias. São encontrados com mais freqüência nas regiões do vegetal que mais expostas à luz - folhas e caules jovens.

Parede celulósica: constituída por celulose (polissacarídio) e também por glicoproteínas (açúcar + proteína), hemicelulose (união de certos açúcares com 5 carbonos) e pectina (polissacarídio). A celulose forma fibras, enquanto as outras constituem uma espécie de cimento; juntas formam uma estrutura muito resistente.

Vacúolo de Suco Celular: Estrutura derivada do retículo endoplasmático que pode conter líquidos e pigmentos, além de diversas outras substâncias. Está relacionado com armazenamento e equilíbrio osmótico, sendo que sua membrana é denominada de Tonoplasto. O tamanho do Vacúolo de suco celular pode ser associado à idade da célula, sendo que em células envelhecidas chega a ocupar até 95% do volume celular.

Núcleo Celular

Uma das principais características da célula eucarionte é a presença de um núcleo de forma variável, porém bem individualizado e separado do restante da célula:

Ao microscópio óptico o núcleo tem contorno nítido, sendo o seu interior preenchido por elementos figurados. Dentre os elementos distingem-se o nucléolo e a cromatina.

Quando uma célula se divide, seu material nuclear (cromatina) perde a aparência relativamente homogênea típica das células que não estão em divisão e condensa-se numa serie de organelas em forma de bastão, denominadas cromossomos. Nas células somáticas humanas são encontrados 46 cromossomos.

Há dois tipos de divisão celular: mitose e meiose . A mitose é a divisão habitual das células somáticas, pela qual o corpo cresce, se diferencia e realiza reparos. A divisão mitótica resulta normalmente em duas células-filhas, cada uma com cromossomos e genes idênticos aos da célula-mãe. A meiose ocorre somente nas células da linhagem germinativa e apenas uma vez numa geração. Resulta na formação de células reprodutivas (gametas), cada uma das quais tem apenas 23 cromossomos.


OS CROMOSSOMOS HUMANOS

Nas células somáticas humanas são encontrados 23 pares de cromossomos. Destes, 22 pares são semelhantes em ambos os sexos e são denominados autossomos. O par restante compreende os cromossomos sexuais, de morfologia diferente entre si, que recebem o nome de X e Y. No sexo feminino existem dois cromossomos X e no masculino existem um cromossomo X e um Y.

Cada espécie possui um conjunto cromossômico típico ( cariótipo ) em termos do número e da morfologia dos cromossomos. O número de cromossomos das diversas espécies biológicas é muito variável. A figura abaixo ilustra o cariótipo feminino humano normal:

O estudo morfológico dos cromossomos mostrou que há dois exemplares idênticos de cada em cada célula diplóide. Portanto, nos núcleos existem pares de cromossomos homólogos . Denominamos n o número básico de cromossomos de uma espécie, portanto as células diplóides apresentarão em seu núcleo 2 n cromossomos e as haplóides n cromossomos. Cada cromossomo mitótico apresenta uma região estrangulada denominada centrômero ou constrição primária que é um ponto de referência citológico básico dividindo os cromossomos em dois braços: p (de petti) para o braço curto e q para o longo. Os braços são indicados pelo número do cromossomo seguido de p ou q; por exemplo, 11p é o braço curto do cromossomo 11.

Além da constrição primária descrita como centrômero, certos cromossomos apresentam estreitamentos que aparecem sempre no mesmo lugar: São as constrições secundárias.


De acordo com a posição do centrômero, distinguem-se alguns tipos gerais de cromossomos:

Metacêntrico: Apresenta um centrômero mais ou menos central e braços de comprimentos aproximadamente iguais.

Submetacêntrico: O centrômero é excêntrico e apresenta braços de comprimento nitidamente diferentes.

Acrocêntrico: Apresenta centrômero próximo a uma extremidade. Os cromossomos acrocêntricos humanos (13, 14, 15, 21, 22) têm pequenas massas de cromatina conhecidas como satélites fixadas aos seus braços curtos por pedículos estreitos ou constrições secundárias.


(Copiado, na íntegra, do site http://www.coladaweb.com/ )

Leia Mais >>

Célula

Menor unidade estrutural de um ser vivo, capaz de existir de maneira independente e se reproduzir. As células animais são compostas de três partes fundamentais: membrana plasmática, citoplasma e núcleo. A membrana plasmática é o envoltório das células. No interior das células, existe o citoplasma, que é composto por várias estruturas vivas – organelas (retículo endoplasmático liso e rugoso, ribossomos, mitocôndrias, complexo de Golgi, lisossomos, centríolos e vacúolos) – e por um líquido gelatinoso chamado hialoplasma. No centro da célula, encontra-se o núcleo, que é separado do citoplasma por uma membrana, a carioteca. Nele estão o suco nuclear, o nucléolo e os cromossomos. Esses últimos possuem os genes, que determinam os caracteres hereditários.

A célula foi descoberta em 1665 pelo inglês Robert Hooke. O cientista utilizou o termo célula para designar as pequenas cavidades de um pedaço de cortiça – tecido vegetal morto – observadas por ele com um microscópio. Os microscópios de maior resolução permitiram novos avanços no estudo das células: entre 1838 e 1839, o botânico Matthias J. Schleiden e o fisiologista Theodor Schwann concluem que tanto os animais quanto os vegetais são constituídos por células.


Mitose

Processo pelo qual as células de animais se dividem, produzindo, cada uma, duas células idênticas à original. A reprodução de células-filhas iguais à original tem como finalidade repor as células mortas no organismo, ou possibilitar o aumento do número delas nos processos de crescimento. Outro processo de divisão celular é a meiose, que produz duas células com metade dos cromossomos da célula-mãe.

No período que antecede a mitose, ocorre a duplicação dos cromossomos, numa fase denominada de interfase. Então, os filamentos simples de cromossomos passam a ser duplos, recebendo o nome de cromátides. Nas células humanas, os 23 cromossomos passam a ser 23 pares, unidos por um ponto denominado centrômero.

A divisão da célula realiza-se em cinco diferentes fases: prófase, prómetafase, metáfase, anáfase e telófase.

Prófase – No núcleo da célula, os cromossomos condensam-se e passam a ser cada vez mais curtos e grossos. No citoplasma, massa fluida dentro da célula na qual o núcleo está mergulhado, os dois centríolos (organóides que se localizam junto ao núcleo e respondem pelo movimento dentro das células) se duplicam e começam a migrar em direções opostas.

Prometáfase – A membrana nuclear rompe-se e os cromossomos espalham-se pela célula. Estes irão se prender no conjunto de fibras, cujas extremidades terminam próximas aos centríolos, agora já localizados em pólos opostos na célula.

Metáfase – O conjunto de fibras, denominado fuso acromático, forma uma "ponte" entre os dois centríolos, que estão localizados nas extremidades da célula. As cromátides permanecem no meio da célula.

Anáfase – Os centrômeros rompem-se, os pares de cromossomos separam-se em lotes idênticos e são puxados para os pólos opostos da célula na direção dos centríolos, indo constituir o núcleo das células-filhas.

Telófase – Os cromossomos de cada pólo entrelaçam-se, de modo que não se pode mais distingui-los separadamente, até ficarem invisíveis e serem envolvidos dentro de um novo núcleo. As fibras do fuso desaparecem e a célula começa então a se dividir, dando origem a duas células independentes.


(Copiado, na íntegra, do site http://www.coladaweb.com/ )

Leia Mais >>

A Camada de Ozônio

A surpresa mais perturbadora do final do século XX talvez tenha sido a descoberta da fragilidade do novo meio ambiente. As florestas tropicais, que fornecem parte do oxigênio que respiramos, estão desaparecendo a uma velocidade alarmante na África, na América do Sul e principalmente no Sudeste Asiático. A camada de Ozônio, que nos protege de radiações nocivas, está sendo destruída.

Tudo começou com um fenômeno importante para a manutenção da vida, foi a transformação de parte do oxigênio que se acumulava na atmosfera em ozônio. Isso graças a interação das radiações ultravioletas do sol nas altas camadas da atmosfera. Essas reações originaram uma verdadeira barreira de ozônio, filtrando e impedindo a penetração de quantidades excessivas de raios ultravioletas, que são nocivos à vida.

A camada de ozônio é uma "capa" desse gás (ATMOSFERA) que envolve a Terra e a protege de vários tipos de radiação, sendo que a principal delas, a radiação ultravioleta, é a principal causadora de câncer de pele. No último século, devido ao desenvolvimento industrial, passaram a ser utilizados produtos que emitem Clorofluorcarbonos (CFC), um gás que ao atingir a camada de ozônio destrói as moléculas que a formam (O3), causando assim a destruição dessa camada da atmosfera. Sem essa camada, a incidência de raios ultravioletas nocivos à Terra fica sensivelmente maior, aumentando as chances de contração de câncer.

A origem dos atuais problemas ambientais está no estilo de vida das nações industrializadas. O aumento da industrialização no hemisfério norte trouxe riquezas materiais às custas do meio ambiente. A mineração a céu aberto deixou cicatrizes na área rural, cidades e fábricas se espalharam, liberando substâncias químicas nocivas no ar. Os carros estão se multiplicando, acrescentando poluentes à atmosfera. O uso generalizado de artigos descartáveis que são "energeticamente ineficientes " é um desperdício de recursos escassos, as pilhas usadas em rádios precisam de 50 vezes mais energia para serem fabricadas, do que àquela que produzem. Se o Terceiro Mundo seguir essas práticas ao se desenvolver, poderá levar a terra a um holocausto ecológico.

Nas últimas décadas tentou-se evitar ao máximo a utilização do CFC e, mesmo assim, o buraco na camada de ozônio continua aumentando, preocupando cada vez mais a população mundial. As ineficientes tentativas de se diminuir a produção de CFC, devido à dificuldade de se substituir esse gás ,principalmente nos refrigeradores, fez com que o buraco continuasse aumentando, prejudicando cada vez mais a humanidade. Um exemplo do fracasso na tentativa de se eliminar a produção de CFC foi a dos EUA, o maior produtor desse gás em todo planeta. Em 1978 os EUA produziam, em aerossóis, 470 mil toneladas de CFC, aumentando para 235 mil em 1988. Em compensação, a produção de CFC em outros produtos, que era de 350 mil toneladas em 1978, passou para 540 mil em 1988, mostrando a necessidade de se utilizar esse gás em nossa vida quotidiana. É muito difícil encontrar uma solução para o problema. De qualquer forma, temos que evitar ao máximo a utilização desse gás, para que possamos garantir a sobrevivência de nossa espécie.


CONSEQUÊNCIA

Do total da energia que nos chega do Sol, cerca de 46% correspondem à luz visível; 45%, à radiação infravermelha, e 9% , à radiação ultravioleta. Essa última contém mais energia e, por isso, é mais perigosa para a vida dos animais e vegetais sobre a superfície da terra. O ultravioleta é a radiação que consegue "quebrar" várias moléculas que formam nossa pele, sendo por isso o principal responsável pelas queimaduras da praia.

Na atmosfera terrestre. entre 12 e 32 Km de altitude, existe a camada de ozônio (O3) e que funciona como escudo, evitando que 9% da radiação ultravioleta atinja a superfície da Terra.

No início da década de 60 verificou-se que a camada de ozônio estava sendo destruída mais rapidamente que o normal. O problema foi agravado pelo aumento do número de automóveis, aviões a jato, aviões supersônicos, foguetes, ônibus espaciais. Em 1984 verificou-se uma perda de 40% da camada de ozônio sobre a Antártida. Calcula-se que a camada de ozônio vem diminuindo 0,5% ao ano, e que uma redução de 1% na camada de ozônio corresponde a um aumento de 2% da radiação ultravioleta que chega à superfície terrestre, o que trará problemas como câncer de pele, catarata, cegueira, queima de vegetais, alterações no plâncton e reflexos em toda a cadeia alimentar marítima.

No Brasil, a camada de ozônio ainda não perdeu 5% do seu tamanho original, de acordo com os instrumentos medidores do INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais). O instituto acompanha a movimentação do gás na atmosfera desde 1978 e até hoje não detectou nenhuma variação significante, provavelmente pela pouca produção de CFC no Brasil em comparação com os países de primeiro mundo. No Brasil apenas 5% dos aerossóis utilizam CFC, já que uma mistura de butano e propano é significativamente mais barata, funcionando perfeitamente em substituição ao Clorofluorcarbonos.


A FORMAÇÃO DE "O3"

Átomos de oxigênio podem se combinar de diferentes formas; esse fenômeno é chamado de alotropia e as formas resultantes destas combinações são chamadas de formas alotrópicas. Assim, o ozônio é uma forma alotrópica do oxigênio. Ele é formado por três átomos de oxigênio e tem propriedades físico-químicas muito diferentes das outras formas alotrópicas.

A atmosfera é constituída por aproximadamente 21% de O2 e 78% de N2, e essa composição varia muito pouco até aproximadamente 70Km de altura. À medida que as radiações mais energéticas chegam à superfície da Terra podem ser absorvidas seletivamente por algumas substâncias. Entretanto, antes de chegar à baixa atmosfera, uma parte dessa radiação é absorvida pelo oxigênio existente na estratosfera, desencadeando uma série de reações. Um mecanismo proposto para explicar uma rota freqüente de formação do ozônio a partir do oxigênio é:

A primeira equação representa a reação de desenlace da molécula de oxigênio, que ocorre quando essa molécula absorve reações energéticas ( de baixo comprimento de onda ).

A Segunda equação representa a adição do oxigênio atômico (O) à molécula de oxigênio, O2. A presença de uma molécula (M), por exemplo N2, faz-se necessária para absorver o calor liberado na reação, pois esta é exotérmica. Caso não houvesse uma terceira molécula para absorver parte da energia liberada pela reação, o ozônio formado sofreria decomposição em aproximadamente 10&ndash13 segundos. Muito provavelmente é dessa maneira que se forma a importante camada de ozônio na estratosfera.

A camada de ozônio formada corresponde a uma faixa de aproximadamente 30 mil metros de espessura, que se inicia perto de 15Km da superfície terrestre. Se a camada estivesse nas condições de temperatura e pressão do nível do mar teria uma espessura de, no máximo, 3 milímetros. Mesmo assim ela é fundamental para a conservação da vida na Terra. O ozônio absorve intensamente a radiação ultravioleta. Por isso funciona como um filtro que impede esta radiação de chegar à superfície terrestre.

Em pequena quantidade, os raios ultravioleta são benéficos: por exemplo, ativam a formação de vitamina D em nossa pele. Mas em grande volume causam vários males aos seres humanos, entre eles as conhecidas queimaduras de sol, câncer de pele e lesões oculares. Nas plantas e nos fitoplânctons o excesso de radiação ultravioleta determina redução do ritmo de crescimento e de produtividade.

O ozônio também se forma na troposfera, região mais baixa da atmosfera e onde vivemos. Aqui embaixo, sob a ação da luz, o ozônio se forma preferivelmente de uma combinação de óxidos de nitrogênio ( produtos formados a partir da combustão de derivados do petróleo, eliminados pelas chaminés de fábricas e canos de escape dos veículos automotores.). Por se constituir numa espécie extremamente reativa, um poderoso agente oxidante, o ozônio ataca uma série de materiais, como obras de arte, plantas, tecidos, borrachas e até os seres vivos, inclusive o próprio organismo humano; portanto, sua presença na baixa atmosfera é indesejável. E, por seu caráter reativo, constitui um importante causador de vários poluentes secundários.

AS REAÇÕES NOCIVAS

As moléculas de Clorofluorcarbonos, ou Freon, passam intactas pela troposfera, que é a parte da atmosfera que vai da superfície até uma altitude média de 10.000 metros. Em seguida essas moléculas atingem a estratosfera, onde os raios ultravioletas do sol aparecem em maior quantidade. Esses raios quebram as partículas de CFC (ClFC) liberando o átomo de cloro. Este átomo, então, rompe a molécula de ozônio (O3), formando monóxido de cloro (ClO) e oxigênio (O2).

A reação tem continuidade e logo o átomo de cloro libera o de oxigênio que se liga a um átomo de oxigênio de outra molécula de ozônio, e o átomo de cloro passa a destruir outra molécula de ozônio, criando uma reação em cadeia.

O ozônio pode ser destruído pelo freon que é o gás de refrigeração utilizado em geladeiras, freezers, aparelhos de ar condicionado, aerossóis, sprays de perfumes, desodorantes, tintas, etc.

UV

Observe que ocorre uma reação em cadeia com a formação de cloro atômico que dá continuidade à destruição da camada de ozônio.

Por outro lado, existe a reação que beneficia a camada de ozônio: Quando a luz solar atua sobre óxidos de nitrogênio, estes podem reagir liberando os átomos de oxigênio, que se combinam e produzem ozônio. Estes óxidos de nitrogênio são produzidos continuamente pelos veículos automotores, resultado da queima de combustíveis fósseis. Infelizmente, a produção de CFC, mesmo sendo menor que a de óxidos de nitrogênio, consegue, devido à reação em cadeia já explicada, destruir um número bem maior de moléculas de ozônio que as produzidas pelos automóveis.

OS EFEITOS

A principal conseqüência da destruição da camada de ozônio será o grande aumento da incidência de câncer de pele, desde que os raios ultravioletas são mutagênicos. Além disso, existe a hipótese segundo a qual a destruição da camada de ozônio pode causar desequilíbrio no clima, resultando no "efeito estufa", o que causaria o descongelamento das geleiras polares e conseqüente inundação de muitos territórios que atualmente se encontram em condições de habitação. De qualquer forma, a maior preocupação dos cientistas é mesmo com o câncer de pele, cuja incidência vem aumentando nos últimos vinte anos. Cada vez mais aconselha-se a evitar o sol nas horas em que esteja muito forte, assim como a utilização de filtros solares, únicas maneiras de se prevenir e de se proteger a pele.



OS POLUENTES

O monóxido de carbono é o contaminante do ar mais abundante da camada inferior da atmosfera. Outros poluentes são óxidos de nitrogênio, óxidos de enxofre, dióxidos de enxofre, hidrocarbonetos (identificaram-se 56 hidrocarbonetos diferentes em áreas urbanas), o ozônio ( o mesmo que exerce um efeito benéfico na alta atmosfera, protegendo-nos dos raios ultravioleta), chumbo, aldeídos e material particulado.

Estas substâncias atingem seres humanos manifestando-se através de sintomas distintos: dores de cabeça, desconforto, cansaço, palpitações no coração, vertigens, diminuição dos reflexos (monóxido de carbono, que em concentrações elevadas, pode conduzir à morte), irritação dos olhos, nariz, garganta e pulmões (óxidos de nitrog6enio); infiltração de partículas nos pulmões formando ácidos sulfurícos (óxido de enxofre); asma aguda e crônica, bronquite e efisema (dióxido de enxofre); Câncer (hidrocarbonetos); destruição de enzimas e proteínas (ozônio); degeneração do sistema nervoso central e doenças nos ossos, principalmente em crianças (chumbo). O material particulado causa irritação e entupimento dos alvéolos pulmonares. O Brasil é um dos países com maior quantidade de aldeídos na atmosfera, originados pelos carros à álcool. Acredita-se que o aldeído fórmico provoque tumores em cobaias, mas sobre os efeitos no homem ainda não há informações.


A CAMADA DE OZÔNIO CONTINUA AMEAÇADA

O dia 16 de setembro de 1997 marcou o décimo aniversário da assinatura do Protocolo de Montreal Sobre as Substâncias que Destróem a Camada de Ozônio, um acordo internacional destinado a reduzir os trágicos efeitos do desenvolvimento industrial sobre o fino escudo atmosférico que protege a Terra - e todos os seres que nela vivem - dos mortais raios ultravioletas B (UV-B).

Mas será que há razões suficientes para uma comemoração? Estudos científicos realizados anualmente demostram que a camada de ozônio continua a diminuir, apesar das medidas de proteção impulsionadas pelo Protocolo de Montreal.

Dados da agência espacial norte-americana NASA mostram que em 1996 o buraco na camada de ozônio sobre a Antártida atingiu o recorde de 16 milhões de km quadrados - área duas vezes maior que o Brasil.

Em algumas regiões, já foram detectados níveis de raios UV-B cinco vezes mais altos do que o normal. As conseqüências dessa radiação excessiva são tremendas: câncer de pele, catarata, danos ao sistema imunológico, redução da biodiversidade etc.

As grandes inimigas da camada de ozônio são as moléculas de cloro [1] e de bromo lançadas na atmosfera em decorrência de produtos e tecnologias industriais. As principais dessas substâncias são os CFCs (clorofluorcarbonos), HCFCs (hidroclorofluorcarbonos) e brometo de metila [2]- presentes em ampla gama de produtos - gases refrigerantes, solventes, espumas etc. Esses gases tendem a se acumular nas regiões mais frias do planeta tais como os pólos. Por isso o buraco na Antártida é tão grande.

Os CFCs são gases cumulativos: uma vez na estratosfera, ficam por décadas ou mesmo séculos. Ou seja: mesmo que todo o mundo deixasse de produzir CFC hoje, a camada de ozônio continuará a sofrer os efeitos por muito tempo.

Para manter seus lucros, a poderosa indústria química mundial têm resistido fortemente aos esforços destinados a proteger a camada de ozônio. Durante anos, seus porta-vozes negaram os efeitos destrutivos do CFC sobre o ozônio, apontados pelo Greenpeace e por diversos cientistas. Foi preciso que a NASA confirmasse a maciça presença de monóxido de cloro sobre a Antártida para que a indústria se rendesse às evidências. Ao admitir os efeitos do CFC, a indústria química passou a defender o HCFC como alternativa. Alternativa falsa: o HCFC também destrói a camada de ozônio. Outra "solução" proposta pela indústria, o HFC (hidrofluorcarbono), embora não destrua o ozônio, é 3.400 vezes mais poderoso do que o CO² como fator de aquecimento global [3].

Desde 1995, o uso de CFC está proibido em todos os países chamados "desenvolvidos" do "Norte"- mas os chamados "países em desenvolvimento" do "Sul"- como o Brasil - ganharam um prazo maior (2005) para substituir o CFC por outros produtos menos nocivos ao ozônio. Desculpa para essa prorrogação: "proteger" a economia desses países, menos capazes de competir. Na prática, com a globalização da economia mundial, as empresas dos países desenvolvidos simplesmente ganharam a chance de transferir para os países não desenvolvidos suas unidades industriais e tecnologias proibidas. São elas que estão sendo "protegidas".


UM TRATADO CHEIO DE FUROS

Graças a tudo isso, o tratado internacional destinado a reduzir o buraco na camada de ozônio está ele mesmo cheio de furos:

O uso de substâncias destrutivas do ozônio é atualmente de 200 kg/ano per capita nos países desenvolvidos. Apesar das medidas adotadas nesses países, o consumo dessas substâncias aumentou 45% na última década.

O Fundo Multilateral [4] do Protocolo de Montreal continua a financiar projetos utilizando HCFCs, contrariando decisões que limitam o uso dessas substâncias nocivas em aplicações onde não existem soluções ambientalmente corretas. Um bom exemplo disso é o financiamento de US$ 5 milhões aprovado na 19ª reunião do Comitê Executivo do Fundo Multilateral, em outubro de 1996, para a empresa brasileira Multibrás [5]. A empresa quer usar os recursos para substituir os CFCs 11 e 12 por HCFCs e HFCs em seus produtos.

Os recursos do Fundo Multilateral são insuficientes e os atrasos no desembolso desses recursos adiam por vários anos a eliminação das substâncias destrutivas do ozônio.

O Protocolo de Montreal não vigora em várias regiões do planeta - tais como a Federação Russa.

Substâncias destrutivas do ozônio, como o brometo de metila, sequer são contempladas no Protocolo de Montreal.

A ausência de controle estrito sobre o HCFC e brometo de metila adia ou torna mais lento o declínio da presença de substâncias destrutivas do ozônio.

O comércio ilegal e o consumo de CFCs continua a ameaçar a camada de ozônio.


O PROTOCOLO DE MONTREAL SÓ VAI FUNCIONAR:

SE a produção e o uso das substâncias que destróem a camada de ozônio forem banidos. Nós não precisamos delas.
SE os países do Norte desenvolvido mantiverem suas promessas. Eles não estão. E não estão contribuindo com recursos financeiros suficientes para que o Fundo Multilateral possa ajudar os países do Sul, em desenvolvimento, a adotar tecnologias apropriadas.
SE os países do Sul atuarem de forma responsável - eles não o fazem. Alguns insistem em construir fábricas de CFC e fabricar produtos utilizando CFCs alegando não terem recursos para a conversão tecnológica de suas indústrias.
SE o Norte não despejar tecnologia obsoleta e poluente no Sul. Subsidiárias das indústrias químicas do Norte continuam a produzir substâncias destrutivas do ozônio nos países em desenvolvimento. Essas empresas continuam a fabricar seus produtos químicos destrutivos no Norte e a exportá-los.
[1] Cloro - é um ávido destruidor da camada de ozônio - na estratosfera, ele "quebra" a molécula do ozônio (O³) e se "apropria" de um átomo de oxigênio para formar monóxido de cloro (ClO), um gás pouco estável que gera um processo em cadeia de eliminação do ozônio.

[2] Brometo de metila - substância química usada principalmente em agricultura para limpeza do solo, antes do plantio, e na eliminação das pragas. Os principais consumidores no Brasil são a indústria de fumo (no sul do país) e a indústria de armazenamento de grãos.

[3] Aquecimento global: "esquentamento" gradativo do planeta pelos chamados "gases-estufa" gerados pelo processo industrial - tais como o dióxido de carbono (CO²) -, resultantes principalmente da queima de combustíveis fósseis como o petróleo. Desde 1890, marco da revolução industrial, a temperatura média global do planeta aumentou 0.5 grau Celsius.

[4] Fundo Multilateral: fundo criado pelos países-membros do Protocolo de Montreal destinado a financiar a conversão de tecnologias e processos destrutivos do ozônio por outros, não destrutivos.

[5] Multibrás - maior produtor brasileiro de geladeiras, controla a Brastemp, a Consul e a Embraco. Tem 41% de suas ações em mãos da multinacional Whirpool.

(Fonte: Greenpeace Brasil)


Laboratórios de pesquisa DO OZÔNIO da estação "Comandante Ferraz" - ANTARTICA

A maior atividade do Laboratório de Ozônio é fazer observações, isto é, medidas da Camada de Ozônio usando uma rede de instrumentos de superfície chamados espectrofotômetros, do tipo Dobson e do tipo mais moderno, o Brewer. No momento, operamos dois instrumentos Dobson, e seis instrumentos Brewer em diferentes estações de medida. Natal, RN e Cachoeira Paulista, SP, são estações Dobson; Natal (RN), Cuiabá (MT), Cachoeira Paulista (SP), Santa Maria (RS), La Paz (Bolívia), e Punta Arenas (Chile), são estações Brewer. Além dos instrumentos de superfície citados, usamos também a técnica ECC (células de concentração eletroquímica) para medir a concentração de ozônio em função de altura, na troposfera e na estratosfera, usando balões meteorológicos. Um programa de medidas usando esta técnica está em operação em Natal, RN, desde 1978.

A região mais afetada pela destruição da camada de ozônio é a Antártica. Nessa região, principalmente no mês de setembro, quase a metade da concentração de ozônio é misteriosamente sugada da atmosfera. Esse fenômeno deixa à mercê dos raios ultravioletas uma área de 31 milhões de quilômetros quadrados, maior que toda a América do Sul, ou 15% da superfície do planeta. Nas demais áreas do planeta, a diminuição da camada de ozônio também é sensível; de 3 a 7% do ozônio que a compunha já foi destruído pelo homem. Mesmo menores que na Antártida, esses números representam um enorme alerta ao que nos poderá acontecer, se continuarmos a fechar os olhos para esse problema.

Campanhas especiais de campo também tem sido feitas, especialmente na região Amazônica, para estudar efeitos na atmosfera das queimadas locais. Mais recentemente, acrescentamos também outros instrumentos de medida da radiação UV-B nas estações da rede.

Os dados de ozônio obtidos na troposfera são muito úteis para estudos das queimadas, e seus efeitos sobre a atmosfera. Este estudo de queimadas é uma segunda prioridade do Laboratório de Ozônio. O pessoal do laboratório, em 1997, é formado por 5 Doutores, 2 engenheiros, e 5 técnicos. Alguns estudantes de mestrado e doutorado completam o time.
O laboratório foi criado em 1985 pelo Dr. Volker W.J.H. Kirchhoff, que até o presente é o seu chefe.

Esta estação é mantida pela Marinha do Brasil, com apoio logístico da Força Aérea Brasileira. O INPE tem mantido vários projetos de pesquisa nesta estação durante os últimos 10 anos, com o apoio financeiro do CNPq. O Laboratório de Ozônio do INPE mantém aí estudos sobre a camada de ozônio, o Buraco na Camada de Ozônio da Antártica, e medidas de Radiação UV-B.

O ozônio é uma molécula que existe em toda a atmosfera. Na parte mais baixa, a troposfera, a concentração é relativamente baixa. Na estratosfera, que fica entre 15 e 50 km de altura, a concentração do ozônio passa por um máximo a aproximadamente 30 km. Entre 25 e 35 km define-se, arbitrariamente, a região da "camada de ozônio".

O ozônio desta região tem uma função muito importante para a vida na superfície terrestre. Ela absorve a radiação que vem do sol, o ultravioleta do tipo B, entre 280 e 320 nanometros (nm). Apenas o ozônio, na atmosfera, tem esta propriedade importante de absorver a radiação UV-B, que é prejudicial à vida de homens, animais, e plantas.

Explica-se que a vida surgiu na Terra junto com o oxigênio, e portanto o ozônio, e portanto os seres vivos nunca precisaram de se defender contra a radiação que sempre, desde o início, protegeu a Terra contra este tipo de radiação.

A partir dos anos 60, percebeu-se uma nítida diminuição do conteúdo da camada de ozônio, a nível mundial, de ano a ano. Esta diminuição, que é da ordem de 4% por década, em média, continua ainda hoje, e deve permanecer nesta tendência por várias décadas. Sabe-se hoje que o problema da camada de ozônio está associado aos chamados CFC´s, substâncias produzidas artificialmente pelo Homem moderno, e que foram e são muito úteis nos processos de refrigeração, em geladeiras e ar condicionado, principalmente. Nestas substâncias existe o cloro, mas que somente pode ser liberado da molécula do CFC quando esta é submetida a altas doses de radiação UV-B. É exatamente isto que acontece na estratosfera, na altura e acima da camada de ozônio. O CFC é liberado na superfície, e demora muitos anos para chegar, em parte, na estratosfera.

Quando chega na altura certa o cloro é liberado de sua molécula, podendo então reagir quimicamente com o ozônio, numa reação química que destrói o ozônio. O cloro, no entanto, é regenerado logo depois, via outra reação química, e pode então, destruir mais moléculas de ozônio. Este tipo de reação catalítica é responsável pela destruição de milhares de moléculas de ozônio por apenas um átomo de cloro.

Porque o buraco está na Antártica?

Em todo o mundo as massas de ar circulam, sendo que um poluente lançado no Brasil pode atingir a Europa devido a correntes de convecção. Na Antártida, por sua vez, devido ao rigoroso inverno de seis meses, essa circulação de ar não ocorre e, assim, formam-se círculos de convecção exclusivos daquela área. Os poluentes atraídos durante o verão permanecem na Antártida até a época de subirem para a estratosfera. Ao chegar o verão, os primeiros raios de sol quebram as moléculas de CFC encontradas nessa área, iniciando a reação. Em 1988, foi constatado que na atmosfera da Antártida, a concentração de monóxido de cloro é cem vezes maior que em qualquer outra parte do mundo.

O INPE desenvolve importante programa de observações da camada de ozônio, mantendo no território nacional uma rede de observatórios da camada de ozônio e de radiação ultravioleta. O grupo é muito ativo em termos de publicações e participação em eventos internacionais. Dois de seus membros já foram parte do IOC, International Ozone Commission. Fora do Brasil, instalou-se ainda um observatório em La Paz, na Bolívia, para obter dados de altitude nos Andes, e também no Chile, na região mais austral do continente, em Punta Arenas, com o objetivo de observar o Buraco da Camada de Ozônio, fenômeno tipicamente Antártico.

Seguem abaixo dois exemplos de medidas feitas em Punta Arenas, Chile, região da Antártica, onde se pode observar o Buraco na Camada de Ozônio da Antártica.

Exemplo do buraco de ozônio da Antártica, mostrando concentrações de ozônio em nbar (nanobar) em função de altura em km, em função do tempo (dias de outubro); a concentração é mínima no dia 12, 13, e 14 de outubro de 1995, quando o buraco passa por cima de Punta Arenas.

Representação do buraco de ozônio da Antártica, visto em Punta Arenas, em função da variação do conteúdo total de ozônio, medido por duas técnicas diferentes: usando espectrofotômetro e usando sondagens de ozônio.

A Radiação Ultravioleta é uma parte sui-generis do espectro solar, e pode ser separada em três partes: a radiação UV-A, que se estende desde 320 a 400 nanometros (nm); a radiação UV-B, que vai de 280-320 nm; e a radiação UV-C, que vai de 280 a comprimentos de onda ainda menores. O UV-C é totalmente absorvido na atmosfera terrestre, e por isto não é de maior importância para medidas feitas da superfície da Terra. O UV-A é importante, porque não é absorvido pela atmosfera, a não ser por espalhamento nas moléculas e partículas, e porque tem efeitos sobre a pele humana. A radiação UV mais importante, sem dúvida, é a UV-B. Esta radiação é absorvida na atmosfera pelo ozônio, na estratosfera. A pequena quantidade que passa pela atmosfera e atinge a superfície é muito importante, porque excessos desta radiação causam câncer de pele, e são a grande preocupação dos médicos dermatologistas. Como a camada de ozônio está ainda diminuindo, e vai continuar assim por mais algumas décadas, acredita-se que o UV-B vai aumentar sua intensidade no futuro.

É por isto que as medidas de UV-B, em diversas situações e em vários sítios, é considerada tão importante. Já existe tecnologia adequada para se medir o UV-B.

Instrumento que mede a radiação UV-B em vários canais importantes do espectro, permite estudos da camada de ozônio e do Buraco na camada de ozônio, e da radiação UV-B. A foto mostra um instrumento instalado na Estação Brasileira da Antártica, Comandante Ferraz

O INPE mantém uma importante rede de monitores de UV-B no território nacional, e tem oferecido estas informações à comunidade médica. Um dos objetivos do trabalho é divulgar o índice de UV-B, que é um número sem dimensões que visa definir quantitativamente se o sol está forte ou fraco. É um número de 0 a 16. No inverno, em S.Paulo, por exemplo, o índice é da ordem de 5, e no verão da ordem de 12.

DENÚNCIA SOBRE OS FABRICANTES DE GELAGEIRAS "FONTE GREENPEACE"

GELADEIRAS BRASILEIRAS DESTROEM O OZÔNIO E ESQUENTAM A TERRA.

Para os europeus bons produtos, já no Brasil... Brastemp e Consul estão lançando geladeiras e freezers com o selo "Sem CFC". A Whirpool, dona dessas marcas, quer nos fazer acreditar que estes modelos são ambientalmente melhores. NÃO É VERDADE. Eles contêm duas substâncias nocivas ao meio ambiente. No isolamento térmico das paredes, usam o gás HCFC (HidroCloroFluorCarbono), que destrói a camada de ozônio. A própria Whirpool já não o usa na Alemanha. Nos sistemas de refrigeração, usam o HFC (HidroFluorCarbono), que causa dois problemas: primeiro, destrói indiretamente a camada de ozônio, já que e fabricado a partir do CFC; segundo, e um poderoso gás estufa, 3200 vezes mais potente que o gás carbônico no aquecimento global do planeta.

Maus Antecedentes:

A Whirpool já foi condenada por propaganda enganosa nos EUA. As entidades Ozone Action e Environmental Law Foundation processaram-na na Califórnia por etiquetar suas geladeiras como "Amigas do Ozônio". A Whirpool perdeu a causa, e teve de substituir as "etiquetas verdes" por outras que indicavam que o HCFC destrói a camada de ozônio em menor grau que o CFC.

Onde esta a verdade?

A Whirpool produz na Europa as verdadeiras geladeiras verdes - GREENFREEZE - construídas com duas substancias simples (hidrocarbonetos): ciclopentano nas espumas de isolamento térmico e isobutano nos sistemas de refrigeração. Estas substancias permitem construir equipamentos com maior economia de energia e que não danificam o meio ambiente.

A tecnologia GREENFREEZE foi desenvolvida em 1992 pelo Greenpeace, em associação com o Instituto de Higiene de Dortmond da Alemanha. A tecnologia e de livre acesso e as substancias utilizadas não são patenteáveis. O HCFC e o HFC, ao contrario, são patenteados por industrias químicas e são somente produzidos contra o pagamento de 'royalties'. O GREENFREEZE e hoje produzido por todos os grandes fabricantes europeus. Só na Alemanha já se vendeu mais de 9 milhões de aparelhos com as marcas Bosh, Liebherr, Siemens, AEG, Electrolux e Bauknecht (Whirpool). Na China a Kelon produzira 800 mil destes aparelhos este ano, e Rússia, Ucrânia, Bielorussia, Turquia, Índia, Bangladesh e Cuba preparam-se para fabrica-los. Na Argentina, depois de forte pressão, a Whirpool comprometeu-se com o Greenpeace, publicamente e por escrito, a fabricar greenfreeze ate 1999.

Não somos consumidores de segunda!

O Greenpeace considera inaceitável que o conglomerado Whirpool/Brastemp/Consul trate o consumidor brasileiro como de segunda categoria, não se propondo a aqui produzir o GREENFREEZE.

A SOLUÇÃO! "GELADEIRA VERDE"

Para desmontar as alegações da indústria de que era inviável a produção de refrigeradores não destrutivos da camada de ozônio, o Greenpeace desenvolveu em 1992, na Alemanha, a "geladeira verde" (Greenfreeze), utilizando gases hidrocarbonetos [1] como elemento refrigerante e na fabricação das espumas isolantes. Foi a primeira geladeira no mundo a não destruir o ozônio. A tecnologia foi doada gratuitamente à indústria mundial de geladeiras.

A indústria química, que vem pressionando a indústria de refrigeração a adotar os HCFCs e HFCs como alternativa aos CFCs, reagiu de forma dura, lançando uma campanha contra o Greenpeace alegando que as "geladeiras verdes" consumiriam mais energia, seriam inflamáveis e eram tecnicamente inviáveis. Por trás da campanha, uma lógica: a indústria química tem bilhões de dólares investidos em HCFC e HFC. A multinacional inglesa ICI, grande produtora dessas substâncias, e também de CFC (e alvo de várias ações diretas do Greenpeace), chegou a escrever aos sócios da organização na Inglaterra perguntando: "Será que devemos todos ir para o laboratório e passar os próximos dez anos verificando se as idéias do Greenpeace podem ser colocadas em prática?"

A ICI precisou de apenas duas semanas para descobrir que estava errada: esse foi o tempo necessário para que a Universidade de South Bank, na mesma Inglaterra, desenvolvesse um protótipo de "geladeira verde".

Em 1993 a indústria alemã DKK/ Foron, que estava em dificuldades financeiras, anunciou a intenção de produzir a geladeira verde em grande escala, depois que milhares de sócios do Greenpeace na Alemanha se comprometeram a comprar o produto. Hoje a empresa é economicamente saudável. O sucesso da Foron levou várias outras indústrias a seguirem seu exemplo.

A tecnologia Greenfreeze está largamente difundida na Europa e em outras partes do mundo, presente em geladeiras que não só preservam o ozônio como são economicamente competitivas e mais eficientes do ponto vista do consumo de energia do que as tradicionais.

"Geladeiras verdes" com marcas dos grandes fabricantes mundiais - inclusive Bosch (Continental, no Brasil), Electrolux e Whirpool (Brastemp/Consul, no Brasil) - estão à venda na Alemanha, Áustria, Dinamarca, França, Itália, Holanda, Suíça e Inglaterra. E, melhor ainda: empresas do "Sul" já estão optando pela tecnologia desenvolvida pelo Greenpeace: a China já produz Greenfreezers e indústrias da Argentina, Cuba e Índia lançarão em breve "geladeiras verdes" como resultado de iniciativas do Greenpeace. Falta o Brasil seguir o exemplo.

O que é bom para a Europa não é bom para o Brasil?

Electrolux, Whirpool e Bosch fabricam greenfreezers em outros países. Mas no Brasil, suas subsidiárias optaram por geladeiras falsamente apresentadas como "ecológicas". Os modelos da Electrolux, Brastemp e Consul recém lançados no mercado usam o gás HFC ou HCFC em substituição ao CFC. A Electrolux foi mais longe em sua "maquiagem verde" e recorreu à propaganda enganosa de seu modelo R260, que usa o gás refrigerante R134a (nome de mercado de um dos HFCs), apresentado em anúncios assim: "Isto é que é geladeira: não deixa nem a temperatura da Terra subir". O HFC é 3.400 vezes mais poderoso agente de aquecimento global do que o CO². O Greenpeace entrou com representação contra a mentira na Delegacia do Consumidor e no Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária (Cade). O Cade recomendou a retirada da propaganda. Mas a falsa solução continua à venda.

[1] Hidrocarbonetos - gases simples, como o butano, o propano e o isobutano, excelentes fluidos refrigerantes. Há muito são conhecidos pela humanidade, a tecnologia é bastante experimentada e eles são totalmente inofensivos à camada de ozônio, além de muito mais baratos do que os HCFCs e HFCs.



CONCLUSÃO

Diante de tudo que foi dito, surge uma pergunta: é possível reconstruir a camada de ozônio? Em tese, sim. Mas há alguns complicadores práticos. Devido ao longo período de residência dos clorofluorcarbonos na atmosfera e a sua ainda intensa emissão para o ar, eles já se acumularam numa quantidade muito grande. Segundo algumas previsões, mesmo que as emissões se reduzissem a zero, as reações da destruição do ozônio continuariam por pelo menos mais 100 anos. Caso persistam as emissões, hoje na ordem de 1,2 milhões de toneladas anuais, o ritmo da destruição da camada de ozônio será cada vez mais alto, levando eventualmente a mudanças significativas também na composição da alta atmosfera, em elevadas altitudes. Não dá para prever com certeza o que aconteceria numa situação dessas, pois não se conhece com precisão como as espécies constituintes da atmosfera reagiriam a um ambiente onde o processo de formação-destruição-regeneração do ozônio estratosférico fosse intensificada; além disso, não se conhece com exatidão os mecanismos desse processo.


Bibliografia

AMABIS, José Mariano. Fundamentos da biologia Moderna, 1 ed.-1990, Ed. Moderna &ndashSP

ENCICLOPÉDIA COMPACTA DE CONHECIMENTOS GERAIS

Isto É Guinnes , Ed. Três - 1996

INTERNET, WWW

Página do GREENPEACE

INTERNET, WWW

Página da base COMANDANTE FERRAZ

CD-ROM

ALMANAQUE ABRIL 1999


(Copiado, na íntegra, do site http://www.coladaweb.com/ )

Leia Mais >>

Zebra

Características
A zebra é um mamífero originário da África, habita o sul e o norte da África. É muito conhecida por sua pelagem com listras brancas e pretas, transversais, sobre o fundo mais ou menos claro, que constituem uma camuflagem perfeita em seu habitat natural. É menor que seu parente, o cavalo, e muito parecida no aspecto e nos hábitos ao asno selvagem. A zebra pode chegar a uma velocidade de 70 km/h. Pode viver em média até os 30 anos.

Tipos de zebras
As zebras vivem em grupos sociais que reúnem várias fêmeas e filhotes ao redor de um macho. Há as subespécies E. quagga antiquorum (zebra-de-chapman) e E. quagga quagga, subespécie extinta, eliminada pelos bôeres, na África do Sul; o último exemplar morreu em 1883, no Zoo de Amsterdam.

Zebra da Montanha
Diferentemente das demais espécies de zebras que vivem em zonas mais áridas, a Zebra-da-Montanha habita o sudoeste da África em áreas com vegetação mais abundante e densa. O desenho rajado da pelagem ajuda a romper a linha do contorno, de modo que para os predadores é difícil individualizar um animal enquanto correm em grupo.

Classificação científica
Família - Eqüídeos
Ordem - Perissodáctilos


(Copiado, na íntegra, do site http://www.coladaweb.com/ )

Leia Mais >>

Virologia

O papel do vírus na história da humanidade

Para se compreender o papel dos vírus na história da humanidade, é necessário que se considere registros pré-históricos. Evidências de fósseis encontrados sugerem que formas de vida existem no planeta há pelo menos 3,5 bilhões de anos. De acordo com a interpretação dos fósseis, os primatas considerados Homo sapiens apareceram na Terra há cerca de 100.000 anos. Contudo, a evidência mais antiga de doenças virais em humanos é bem mais recente. A raiva e os cães raivosos eram bem conhecidos na Antigüidade. Evidências de quadro semelhante ao da varíola, foram encontradas em múmias egípcias nos documentos chineses antigos. No entanto, em registros posteriores feitos por Hipócrates (460-377 a.C.), nem a varíola nem o sarampo foram observados. Entretanto, durante aquele período, ocorrências de caxumba e possivelmente de influenza, foram registradas na ilha de Thasos. Aparentemente, a varíola e o sarampo chegaram a China no período de 37 a 653 d.C. Tem sido sugerido que a disseminação de varíola e do sarampo no Império Romano tenha contribuído para o seu declínio. Acredita-se também que, estas doenças, tenham sido a principal causa da destruição dos Impérios Asteca e Inca na América do Sul, após terem sido conquistados pelos europeus.
Possivelmente, as primeiras tentativas, registradas, de controle de uma doença viral vêm da China no século XI, onde curandeiros andarilhos inoculavam crianças com extratos de pústulas de varíola. Embora algumas crianças sucumbissem à infecção após este tratamento, muitas outras eram protegidas dos efeitos devastadores da doença. Uma tentativa mais organizada e bem sucedida foi realizada por Lady Marty Worthy Montague, esposa do embaixador da Inglaterra na Turquia. Em Londres, em 1721, Montague introduziu pústulas de varíola sob a unha ou a pele, procedimento já conhecido dos andarilhos em certas regiões da Grécia, em processo semelhante ao da vacinação hoje utilizada. Novamente, alguns indivíduos que recebiam o tratamento faleciam, mas muitos outros eram salvos. A prática se tornou mais difundida em 1740, quando crianças da família real inglesa foram imunizadas com sucesso. Em 1774, após a morte de Luís XV com um quadro de varíola, o tratamento com as pústulas desta doença passou a ser bem aceito na França. Registra-se também que, em 1776, George Washington tenha instituído um programa de inoculação nos soldados sob seu comando.
Em 1798, cem anos antes das evidências da natureza dos vírus serem demonstradas, o médico inglês Edward Jenner fez uma observação de enorme importância. Ele percebeu que os trabalhadores rurais que ordenhavam o gado geralmente contraiam uma forma branda de varíola, presumivelmente adquirida do próprio gado e, deste modo, eram protegidos contra a forma típica desfigurante da varíola comum. Estes achados o levaram a desenvolver um procedimento de vacinação, usando pústulas de bovinos (vacca, do latim boi). Os indivíduos que recebiam o tratamento apresentavam apenas sintomas brandos e eram protegidos contra as formas mais severas da varíola. O uso de vacinas, para proteção contra doenças virais, é a principal defesa que nós dispomos atualmente contra estes agentes.

A palavra vírus, de origem Latina, antigamente era empregada para referir-se a um agente nocivo ou venenoso. Com os estudos de Koch, foram desenvolvidas técnicas de cultura pura com as quais foi possível isolar bactérias como responsáveis por muitas doenças infecciosas. Deste modo distinguiu-se doença bacteriana das não bacterianas. Em 1892, com os estudos realizados pelo fitopatologista Dmitrii Ivanovski, na Rússia, os vírus foram reconhecidos como agentes infecciosos menores do que as bactérias, recebendo mesmo o nome inicial de "vírus filtráveis". Isto porque, Ivanovski, usando um extrato infeccioso obtido de plantas do tabaco que apresentavam uma doença conhecida como mosaico, ao passar este extrato em filtros capazes de reter células bacterianas, constatou que o filtrado se mantinha infeccioso quando aplicado às plantas sadias. Esta descoberta específica foi logo confirmada e em poucos anos outros pesquisadores descobriram que muitas doenças importantes de plantas e de animais eram causadas por agentes semelhantes, filtráveis, ultramicroscópicos.

O que são os vírus?

Os vírus não são células. Estão entre os menores e mais simples agentes infecciosos. São parasitas intracelulares estritos e não são retidos por membranas de filtros esterilizantes. São tão pequenos que não podem ser visualizados por um microscópio ótico comum, sendo necessário para isto, o emprego de um microscópio eletrônico.

Três propriedades principais distinguem os vírus de outros microrganismos:

Tamanho: os vírus são menores que outros organismos, embora eles variem consideravelmente em tamanho - de 10 nm a 300 nm. As bactérias possuem aproximadamente 1000 nm e as hemácias 7500 nm de diâmetro.
Genoma: o genoma dos vírus pode ser formado de DNA ou RNA, nunca ambos (os vírus contêm apenas um tipo de ácido nucléico).
Metabolismo: os vírus não possuem atividade metabólica fora da célula hospedeira; eles não possuem atividade ribossomal ou aparato para síntese de proteínas.
Desta forma, os vírus só são replicados dentro de células vivas. O ácido nucléico viral contém informações necessárias para programar a célula hospedeira infectada, de forma que esta passa a sintetizar várias macromoléculas vírus-específicas necessárias a produção da progênie viral. Fora da célula susceptível, as partículas virais são metabolicamente inertes. Estes agentes podem infectar células animais e vegetais, assim como microrganismos. Muitas vezes não produzem prejuízos aos hospedeiros, embora demonstrem efeitos visíveis.

Como os vírus surgiram?

Teriam os vírus evoluídos de células vivas livres? Seriam eles produtos da evolução de alguma bactéria? Poderiam ser estes, componentes de células hospedeiras que se tornaram autônomos? Eles lembram genes que tenham adquirido a capacidade de existir independentemente da célula. Embora a virologia exista como ciência apenas há cerca de 100 anos, os vírus provavelmente têm estado presente nos organismos vivos desde a origem da vida. Se os vírus precederam ou surgiram somente após os organismos unicelulares, é uma questão controversa. Contudo, com base nas contínuas descobertas de vírus infectando diferentes espécies, pode-se concluir que, praticamente, todas as espécies deste planeta são infectadas por vírus. Os estudos têm sido limitados aos vírus isolados no presente ou de material de poucas décadas atrás. Infelizmente não existem fósseis dos vírus.

Os vírus são vivos?

Se os vírus são organismos vivos ou não é uma questão filosófica, para a qual alguns virologistas poderão responder que não. Embora os vírus possuam as principais características de um organismo celular, eles não possuem a maquinaria necessária para executar aspectos básicos do metabolismo, tais como a síntese de proteínas. Eles não são capazes de replicar-se fora da célula hospedeira. Ao invés disto, os genes virais são capazes de controlar o metabolismo celular e redirecioná-lo para a produção de produtos vírus-específicos.
Os vírus, por outro lado, diferem de outros agentes como: toxinas, outros parasitas intracelulares obrigatórios e plasmídeos. As toxinas não são capazes de se multiplicar. O ciclo de infecção viral inclui um "período de eclipse" durante o qual não se detecta a presença do vírus, o que não ocorre com os outros parasitas intracelulares. Os plasmídeos (que são moléculas de DNA capazes de se replicar em células independentemente do DNA celular) não apresentam as estruturas protetoras, que nos vírus impedem a degradação do ácido nucléico genômico.
Uma grande contribuição para a virologia foi a descoberta de que os vírus podem ser cristalizados. Quando o químico-orgânico Wendell M. Stanley cristalizou o vírus do Mosaico do Tabaco (VMT) em 1935, forneceu um poderoso argumento para que se pudesse pensar nos vírus como estruturas químicas simples, consistindo somente de proteína e ácido nucléico.
Desta forma, se pensarmos nos vírus fora das células, podemos considerá-los como estruturas moleculares excepcionalmente complexas. No interior das células, a informação levada pelo genoma viral, faz com que a célula infectada produza novos vírus, levando-nos a pensar nos vírus como organismos excepcionalmente simples.

Os vírus são somente vilões?

O interesse da ciência nos vírus não se restringe ao seu papel como causadores de doença. Os vírus são também ferramentas para se investigar a biologia celular e molecular do organismo hospedeiro. Historicamente, o estudo dos vírus tem exercido um papel central na compreensão das funções celulares. Muitas áreas importantes da pesquisa, incluindo a elucidação da natureza química dos genes, assim como seus mecanismos de transcrição e controle, têm sido baseadas extensivamente e, em alguns casos, quase que completamente na utilização dos vírus como ferramenta de estudo. Além disso, genes virais e outros fatores derivados de vírus podem ser ferramentas úteis em estudos de modificações genéticas de organismos.
Enquanto muitos vírus são danosos para o hospedeiro, outros são simbiônticos e algumas infecções por vírus podem fornecer vantagens à célula infectada. Por exemplo, um gene viral pode mediar a capacidade metabólica de resistência às drogas em algumas bactérias. Neste sentido, os vírus podem estar entre os mecanismos mais primitivos de transferência de informação genética.

O reino vegetal proveu um novo enfoque para a virologia, associado ao melhoramento vegetal. A magnífica coloração das tulipas, demonstrada estar associada à presença de vírus, foi responsável por um período de especulação econômica desenfreada, conhecida como "tulipomania" que ameaçou a estabilidade financeira da Holanda no século XVII. Atualmente, este conhecimento é explorado principalmente na agricultura, onde as laranjeiras são inoculadas com um tipo de vírus para protegê-las da infecção por outros vírus, de forma a assegurar a rentabilidade das safras nos pomares.

Como os vírus causam doença?

Diferente de outros organismos, os vírus são replicados somente quando a célula hospedeira, sob o controle genético do vírus, está capacitada para isto. Por conseguinte, a interação vírus-hospedeiro é a chave para muitos aspectos das doenças virais.
Interações importantes ocorrem tanto a nível celular quanto no organismo como um todo. O organismo hospedeiro dispõe de mecanismos de defesa contra a infecção, incluindo barreiras naturais e o sistema imune. A nível celular, a capacidade do vírus de penetrar no corpo, por uma determinada via e infectar um tipo específico de célula, terá influencia sobre o tipo de doença associada. As propriedades físicas dos vírus, que os torna capazes ou não de infectar o organismo por uma dada rota, assim como a presença de receptores na superfície da célula, é necessária para que eles possam penetrar na célula. Um vírus precisa sobrepor as defesas do hospedeiro para produzir doença. Em alguns casos, a resposta imune do hospedeiro também contribui para a doença, causando-lhe danos.


(Copiado, na íntegra, do site http://www.coladaweb.com/ )

Leia Mais >>

Vida Marinha

CLASSIFICAÇÃO DOS ORGANISMOS MARINHOS

As condições do ecossistema marinho não variam muito; nela as condições são relativamente constantes, principalmente, na temperatura. A água esfria e esquenta mais devagar que os solos; assim a temperatura é mais constante no mar que na terra.

Outros fatores também que são importantes: a salinidade e a penetração de luz, por exemplo.

A salinidade corresponde ao teor de sais dissolvidos na água, é determinada pela concentração de cloreto de sódio (o sal de cozinha). A salinidade em mar aberto, longe do litoral, é mais ou menos constante, com o valor em torno de 35 partes de sal por mil partes de água. Nas regiões próximas da costa, onde rios desembocam no mar, a salinidade é mais baixa.

A profundidade dos oceanos aumenta à medida que nos afastamos da costa. Com isso, a penetração de luz nos mares não é igual em todas as profundidades. A luz penetra nas camadas mais superficiais - Região Fótica-, e não atinge as mais profundas - Região Afótica.

É comum na região afótica o fenômeno da biolunimescência, que consiste na produção e emissão de luz pelos organismos. Muitos peixes da região afótica apresentam áreas do corpo onde se verifica a bioluminescência. Com isso, conseguem atrair presas para sua alimentação ou atrair outros indivíduos da mesma espécie na época da reprodução.

As marés são fenômenos cíclicos que determinam, ao longo do dia, variações no nível do mar. Essas alterações são evidentes nas praias, onde se pode notar que na maré baixa grande extensões de praia ficam expostas, enquanto na maré alta essas regiões ficam recobertas pela água do mar.

Essas regiões da praia, ora descoberta, ora coberta pela água do mar são denominadas regiões extremares. Elas são muito ricas em organismos, principalmente nos costões rochosos. Os organismos que vivem nesses locais têm adaptações especiais para evitar a perda da água durante os períodos de maré baixa, em que fica exposto ao ar.

A região que nunca fica exposta pela maré, estando sempre recoberta pela água do mar, é chamada de infralitoral.




Os organismos marinhos são classificados em três grandes grupos

Bentos: contato com o substrato, isto é, o fundo dos mares. Alguns são fixos, como as esponjas, são organismos que vivem em os corais, e algumas algas. Outros podem se deslocar sobre o substrato, como as estrelas-do-mar, os caranguejos e as baratinhas-da-praia (Lígia). Ao observarmos um costão rochoso, os organismos que vemos os bentônicos.

Plâncton: são organismos que vivem em suspensão na água, sendo carregados pelas correntes marinhas. Esses organismos, algas e animais, são geralmente pequenos. Os animais planctônicos podem apresentar deslocamento na coluna de água, mas não conseguem nadar contra as correntes, sendo carregados por elas.

Nécton: são organismos capazes de nadar ativamente e superar a força de muitas correntes marinhas. Estão representados pelos peixes, baleias, golfinhos, lulas, dentre outros.


Água

A água é um elemento essencial para a vida das plantas e dos animais sobre a superfície do planeta, sendo, além disso, extremamente importante para a manutenção do clima da Terra.
Embora seja um recurso natural renovável, a água deve ser tratada com muito cuidado, pois os gastos excessivos e indiscriminados, aliados à poluição, poderão causar sérios transtornos no abastecimento futuro.
Quando se observam os grandes reservatórios naturais de água (rios, lagos, oceanos), depara-se com a existência de uma grande variedade de animais, desde grandes mamíferos aquáticos até os minúsculos protozoários, que constituem a fauna aquática. Os vegetais encontrados nos reservatórios de água são algas, que apresentam variados tamanhos. Grupamentos de grandes algas podem até mesmo dificultar a navegação. As algas minúsculas formam o fitoplâncton, importante fonte de renovação de oxigênio atmosférico, fundamental para a vida terrestre.
Os ecossistemas aquáticos fornecem grande parte dos alimentos que abastecem a humanidade, tornando cada vez maior a importância das águas como fonte de alimentação futura do homem.
O consumo de água no mundo está aumentando de maneira muito veloz, principalmente pelo crescimento das necessidades de refrigeração industrial. O acesso à água potável está se tornando cada vez mais difícil, principalmente causado pela contaminação provocada pelo homem nas suas mais diversas formas.


A VIDA NOS MARES

São muitas as espécies de aves que exploram o mar para sobreviverem. As aves marinhas costeiras como os atobás, tesourões, gaivotões e algumas espécies de trinta-réis podem ser encontradas em nosso litoral durante todo o ano e nidificam em ilhas próximas da costa.


(Copiado, na íntegra, do site http://www.coladaweb.com/ )

Leia Mais >>

Vermes

Nome popular dos seres vivos pluricelulares pertencentes aos filos platelmintos e nematelmintos do reino Metazoa. Apresentam corpos tubulares alongados, que podem ser achatados (platelmintos) ou cilíndricos (nematelmintos). Alguns têm vida livre e vivem no mar, rios ou ambientes terrestres, e outros são parasitas, ou seja, vivem às custas dos animais hospedeiros. Os parasitas causam doenças infecciosas e parasitárias como ascaridíase, amarelão, cisticercose, esquistossomose e teníase ou solitária.

Platelmintos – Dividem-se em três classes – tuberlários, trematódeos e cestódeos – de acordo com o modo de vida (livre ou parasitária). Os tuberlários, como a planária (Dugesia tigrina), são seres de vida livre. Os trematódeos podem ser ectoparasitas (vivem externamente ao hospedeiro), como o Gyrodactylus, que habita as brânquias de certos peixes, ou endoparasitas (vivem e reproduzem-se no interior do hospedeiro). Exemplos de endoparasitas são a Fasciola hepatica, que habita o fígado do carneiro, e o Schistosoma mansoni, que causa a esquistossomose. No ciclo de vida de um trematódeo, os vermes adultos produzem ovos que são eliminados do hospedeiro definitivo (homem) e originam vários estágios larvais relacionados ao hospedeiro intermediário (molusco aquático). Os cestódeos são todos endoparasitas, como as tênias. As formas adultas da tênia produzem a teníase no hospedeiro definitivo (o homem) e as formas larvais são responsáveis pela cisticercose, na qual o homem serve como hospedeiro intermediário.

Nematelmintos – Os nematelmintos podem ter vida livre ou ser parasitas de plantas e animais. Neste caso, os vermes adultos habitam a cavidade intestinal do hospedeiro e produzem ovos, que eliminados pelas fezes contaminam a água e os alimentos. Em seu ciclo de vida não há hospedeiro intermediário. O nematelminto parasita mais conhecido é o Ascaris lumbricoides, a lombriga, que provoca a ascaridíase. Outros exemplos de nematelmintos são o Necator americanus e o Ancylostoma duodenale, que habitam o intestino humano e provocam a doença conhecida como amarelão.



Doenças infecciosas



Processos infecciosos causados por diferentes microrganismos – bactérias , fungos, protozoários , vermes e vírus – que penetram, se desenvolvem e se multiplicam no organismo humano. Quando o agente causador é um protozoário ou um verme, a doença infecciosa é chamada de parasitária.

Segundo seu aparecimento e evolução, as doenças infecciosas podem ser epidêmicas, endêmicas e pandêmicas. As doenças epidêmicas são aquelas com ocorrência de muitos casos num dado período e com tendência a desaparecer, como o dengue e a cólera. As endêmicas apresentam quantidade significativa de casos em certas regiões, como a malária na Amazônia. E as pandêmicas são as que têm muitos casos espalhados pelo planeta ou continente, como a Aids .

Uma parte das doenças infecciosas pode ser evitada com vacinas específicas e medidas de educação sanitária, como beber água fervida ou clorada e só comer verduras e legumes crus bem lavados.

Segundo o Ministério da Saúde, as doenças infecciosas e parasitárias foram responsáveis por 39.548 óbitos no país em 1995, o correspondente a 5,3% do total de mortes no ano.

Formas de contágio – As doenças infecciosas podem ser transmitidas por contato direto, indireto, por uma fonte comum contaminada ou por vetores (agentes que transmitem os microrganismos). Formas de contato direto são, por exemplo, muco ou gotículas de saliva expelidas ao tossir, espirrar ou falar. O contato indireto dá-se por vias como o uso compartilhado de determinados objetos. Fontes comuns contaminadas podem ser sangue (no caso de uma transfusão sanguínea), água e alimentos. Exemplos de vetores são mosquitos e caramujos. Várias doenças infecciosas têm mais de uma forma de contágio.

Parasitismo – Relação temporária entre seres de espécies diferentes, na qual um deles, o parasita, vive às custas do outro, o hospedeiro. Nessa associação, o parasita obtém alimento através do hospedeiro, que é prejudicado de alguma forma. Os parasitas mais comuns são os protozoários e os vermes. O parasitismo pode ser externo (ectoparasitismo), como piolhos, pulgas e carrapatos, ou interno (endoparasitismo), como protozoários e vermes.



Bactéria

Ser vivo unicelular e microscópico, pertencente ao Reino Monera. Assim como todos os seres deste grupo, é formada por uma célula procarionte (desprovida de membrana nuclear). Por não apresentar o envoltório protetor do núcleo, o material genético (cromatina), constituído por uma única molécula de DNA (ácido desoxirribonucléico), encontra-se disperso no citoplasma. Apresenta membrana plasmática recoberta e protegida pela parede celular, de consistência gelatinosa. As bactérias causam várias doenças infecciosas . A transmissão pode ser feita pelo ar ou por contato direto (gotículas de saliva ou muco) ou indireto.

As bactérias podem ser classificadas segundo a forma. As esféricas são chamadas cocos; as alongadas em forma de bastão são os bacilos; as espiriladas, espirilos; e as em formato de meia-espiral denominam-se vibriões. Algumas espécies, para melhor desenvolverem as funções de nutrição e proteção, podem apresentar-se em agrupamentos celulares (colônias). Os agrupamentos podem ser aos pares (diplococos), em forma de colar (estreptococos) ou de cacho de uva (estafilococos). Muito resistentes a variações de temperatura e também a agentes químicos, algumas bactérias apresentam filamentos móveis chamados flagelos, para a locomoção. A maioria das doenças causadas por bactérias é tratada com antibióticos, substância produzida por microrganismos (os mais comuns são os fungos) ou sintetizada em laboratório, capazes de impedir o crescimento ou mesmo destruir as bactérias. Porém, o tratamento nem sempre é eficaz, pois elas desenvolvem resistência contra determinados medicamentos, que perdem seu efeito.

Algumas espécies de bactérias podem provocar doenças fatais. É o caso da Staphylococcus aureus (causa infecções de pele) e da Streptococcus beta hemolíticos (causadora da escarlatina), que estimulam a superativação dos linfócitos , os glóbulos brancos responsáveis pela defesa do organismo. Ao produzirem grande quantidade de citosinas e óxido nítrico, causam um grave desequilíbrio na composição e circulação sanguínea , que pode resultar na morte do paciente. Este quadro clínico é conhecido como Síndrome da Reação Inflamatória Sistêmica (SIRS). Outros tipos, como a Escherichia coli (causadora de diarréia) e a Salmonella typhi (causadora da febre tifóide), que se alojam na região intestinal, podem atingir a circulação sanguínea e provocar uma infecção generalizada, que também pode levar à morte. Mas a maior parte das espécies de bactéria é benéfica ao homem. Elas são responsáveis, por exemplo, pela fixação do nitrogênio da atmosfera no solo, fundamental para o desenvolvimento das plantas. Também realizam a fermentação necessária para a fabricação de produtos como vinagres e queijos.



Vírus

Ser vivo microscópico e acelular (não é composto por células) formado por uma molécula de ácido nucléico (DNA ou RNA), envolta por uma cápsula protéica. Apresenta-se sob diferentes formas: oval, esférica, cilíndrica, poliédrica ou de bastonete. Por ser incapaz de realizar todas as funções vitais, é sempre um parasita celular, ou seja, necessita de um animal, planta ou bactéria para multiplicar-se e desenvolver-se. Ao se reproduzir dentro de uma célula, acaba por lesá-la. Na reprodução, qualquer modificação no DNA provoca uma mutação, gerando novos tipos de vírus.

Grande parte das doenças infecciosas e parasitárias é causada por vírus, como a Aids , a catapora, a dengue, a rubéola e o sarampo. A transmissão pode ser feita pelo ar, por contato direto (gotículas de saliva ou muco) e indireto (utensílios, água e alimentos contaminados ou picada de animais). O tratamento de uma infecção viral geralmente é restrito apenas ao alívio dos sintomas, com o uso de analgésicos e antitérmicos para diminuir a dor de cabeça e reduzir a febre. Há poucas drogas que podem ser usadas no combate de uma infecção viral, pois ao destruírem o vírus acabam por destruir também a célula. Quase todas as doenças causadas por vírus podem ser prevenidas com vacinas.

A febre é um sintoma comum a todas as infecções virais. Outros sinais característicos presentes na maioria das infecções são dor de garganta, fadiga, calafrio, dor de cabeça e perda de apetite. Mas grande parte das doenças apresenta uma sintomatologia própria. Por exemplo, a manifestação de pequenas elevações eruptivas avermelhadas na pele caracteriza a rubéola e a catapora ou varicela. No sarampo, são comuns erupções na mucosa bucal e o surgimento de manchas avermelhadas na pele. A inflamação e o inchaço das glândulas salivares são sintomas específicos da caxumba. Na poliomielite ocorre rigidez da nuca e perturbações físicas que podem causar paralisia e atrofia de certas partes do corpo. Na febre amarela e na hepatite infecciosa viral há náuseas e vômitos.


(Copiado, na íntegra, do site http://www.coladaweb.com/ )

Leia Mais >>
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Troca de Links - Parceiros RSS Search Site no Esquillo Directorio Twingly BlogRank Teaching Blog Directory GoLedy.com Divulgue seu blog! Blogalaxia BRDTracker Directory of Education/Research Blogs Top Academics blogs Education and Training Blogs - BlogCatalog Blog Directory blog directory Blog Search: The Source for Blogs Submit Your Site To The Web's Top 50 Search Engines for Free! Sonic Run: Internet Search Engine Estou no Blog.com.pt
http://rpc.twingly.com/

  ©Trabalhos Feitos / Trabalhos Prontos - Todos os direitos reservados.

Template by Dicas Blogger | Topo