Escola enfrenta problemas estruturais e violência no Conjunto Santo Eduardo



Infiltração no teto, rede elétrica descoberta, vazamento de água nas paredes, falta de ventiladores nas salas de aula. Essa é a realidade da Escola Estadual Mota Trigueiros, no Santo Eduardo. Nem as inúmeras reivindicações comunicadas à Secretaria de Educação, nem uma denúncia divulgada em rede nacional foram suficientes para que o órgão responsável resolvesse o problema.

Não é preciso entrar no local para perceber que a escola enfrenta problemas. Envolta por um matagal, quem abre e fecha o portão quebrado da escola é o diretor Jeferson Levino da Silva, porque não há porteiros ou vigilantes. “Além das telhas, que foram roubadas, também levaram 38 ventiladores só neste ano e não podemos fazer nada. Parte do alambrado foi levado e outra parte danificado”, revela o diretor.

Conforme Levino, o mato crescido no pátio da escola torna-se espaço ideal para que invasores fumem maconha ou façam sexo, sem se importar com a presença dos estudantes. “No fim da tarde, flagramos várias situações de alunos que foram fazer recreação na quadra e, ao ouvirem susurros e se aproximarem, encontraram casais nus”, explica. “Mas o que podemos fazer? Pedir que os professores deixem de dar aulas para ficar cortando o mato? Não existe”. 

O resultado é que os 1.047 estudantes do Mota Trigueiros ficam vulneráveis a qualquer tipo de ação externa. “Quando chega o fim da tarde, ficamos com medo, porque sabemos que pode acontecer assalto”, conta a estudante Rafaela Jane, de 16 anos, que cursa o 9º ano. 

“Além disso, é muito difícil assistir quatro ou cinco horas de aula nesse calor”, rebate. Sem os ventiladores, resta aos professores abrir as janelas. “O problema é que, ao abrir as janelas, eles se deparam logo com os galhos e folhas entrando nas salas de aula”, acrescenta o diretor. 

A aluna Rebeca Ruama, de 15 anos, também desabafa. “Essa escola precisa ser pintada, os banheiros têm que ser reformados e as telhas repostas, porque o teto fica cheio de furos”. Jeferson Levino relatou já ter cansado de comunicar o problema para a Secretaria de Educação. 

“Até hoje não fizeram nada. A única coisa que aconteceu foi que, quando o Jornal Nacional exibiu uma matéria sobre a falta de segurança dessa escola, eles colocaram um senhor bem idoso aqui para fazer o trabalho de porteiro, e só nos fins de semana. Só que não pode acontecer um sopro, que esse senhor mal consegue correr. Resulta que não tivemos como mantê-lo aqui”, 

Sem porteiros, Levino se divide na função de dirigir a escola e de porteiro. “Sempre que o aluno precisa sair, eu saio da diretoria, vou à portaria, deixo ele sair e depois tranco de cadeado. Faço isso inúmeras vezes”, relata. Conforme o diretor, a falta de segurança é a principal causadora de reclamações entre estudantes.


http://gazetaweb.globo.com

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