Enem entre critérios para bolsas no exterior

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira (16) que as cem mil bolsas do programa Ciência Sem Fronteira, que levará estudantes brasileiros para o exterior, serão concedidas somente de acordo com mérito acadêmico. "O critério é mérito. Não tem filho do senador, do ministro, que vai conseguir. Vale o mérito do aluno e da universidade," disse.



O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será um dos critérios para a concessão de bolsas de graduação, que correspondem a 27 mil das 100 mil bolsas totais do programa. Duas mil bolsas já foram liberadas. Quem não fez o Enem também pode concorrer, mas sai em desvantagem em relação aos estudantes que fizeram o exame e obtiveram nota final acima de 600. Também estarão aptos a concorrer aqueles que tiverem entre 40% e 80% do curso concluído, alujnos  que se destacarem em programas de iniciação científica de acordo com os critérios de suas universidades; e os que vencerem as olimpíadas de matemática. "Vamos buscar os 50 melhores estudantes de cada uma das áreas que entendemos como prioritárias", disse Mercadante.
Aqueles que frequentarem cursos bem avaliados pelo Ministério da Educação e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) também terão mais chances, pois as universidades mais bem conceituadas receberão mais bolsas. As regras para mestrado e doutorado podem ser consultadas no site do CNPq.
No total das 100 mil bolsas, serão concedidas 27.100 mil bolsas para graduação. O restante será distribuído entre mestrandos, doutorandos e para estágio em empresas estrangeiras. Há ainda uma modalidade de bolsa para pesquisadores brasileiros que queiram voltar ao país. Serão 860 bolsas para pesquisas que durem até três anos. O objetivo é reverter a chamada "fuga de cérebros", que é a saída de pesquisadores e profissionais altamente capacitados do país em busca de oportunidades no mundo.
Essa concessão será custeada com parceria público-privada, sendo 75 mil bolsas desembolsadas pelo governo federal no valor de R$ 3 bilhões e 25 mil com a colaboração de empresas da iniciativa privada.
O valor das bolsas será de US$ 870 para as universidades nos Estados Unidos e de 870 euros para as instituições na Europa. Além disso, eles contarão com benefícios como auxílio instalação, auxílio moradia e passagem aérea. As próximas bolsas para graduação serão disponibilizadas em março de 2012, de acordo com Mercadante. A idéia é que, a cada seis meses, a oferta seja renovada e repassada às universidades.
Os interessados devem estudar uma das seguintes áreas: ciências exatas e da terra; biologia; ciências biomédicas e da saúde; computação e tecnologia da informação; tecnologia aeroespacial; fármacos; produção agrícola sustentável; petróleo, gás e carvão mineral; energias renováveis; tecnologia mineral; tecnologia nuclear; biotecnologia; nanotecnologia e novos materiais; tecnologia de prevenção e mitigação de desastres naturais; tecnologia de transição para a economia verde; biodiversidade e bioprospecção; ciências do mar; indústria criativa; novas tecnologias e engenharia construtiva, e formação de tecnólogos.
Aulas de alemão e mandarim
Para facilitar a vida dos bolsistas, o ministro anunciou que as universidades terão, obrigatoriamente, que aceitar os créditos cursados em outro país no currículo escolar.  Outra medida anunciada são parcerias com escolas particulares para reforçar ensino de línguas em universidades.
"Especialmente os que vêm do mundo da pobreza têm dificuldade porque não tiveram essa formação", afirmou. Ele citou dois convênios que já estão em discussão: com o Instituto Goethe, que ensina alemão, e com o Instituto Confúcio, que ensina mandarim.
Mercadante afirmou ainda que, para que as empresas se interessem pelos alunos e o investimento do governo se converta em benefício para a sociedade, os estudantes terão também prática profissional no exterior. Os que forem estudar fora por um ano, devem ter de um a três meses de estágio vinculado à bolsa.
Os incentivos serão concedidos a alunos de cursos de engenharia e de áreas afins. A medida deve corrigir uma "distorção", de acordo com o ministro. " Se formos olhar a distribuição de bolsas, a área de humanas cresceu 66% nos últimos oito anos, engenharia cresceu 1% e ciências exatas e da terra diminui 16%. Claramente há um viés que temos que corrigir", disse.
Esses profissionais, segundo ele, devem ocupar as indústrias de informática que o governo tenta atrair, como as que produzem tablets.

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