Bullying deixa traumas nas vítimas em RP

As vítimas do bullying não gostam de lembrar do passado. Elas evitam falar das ofensas e agressões que receberam e quando tocam no assunto se emocionam e, em muitos casos, começam a chorar. "Estou bem, mas não gosto de falar do assunto. Foi uma época difícil da minha vida. Eu não acho que fiquei traumatizada, mas não gosto de lembrar do assunto", diz Karina (nome fictício).
Em 2008, ela e mais oito colegas foram perseguidas pelo Bonde do Capeta. Na época, adolescentes da Escola Estadual Domingos Spinelli, com idades entre 12 e 15 anos, criaram um site no Orkut usando o nome do Senhor das Trevas.
A página do site de relacionamento era usada para ameaçar Karina e as amigas, uma delas chegou a ser espancada na escola e teve os cabelos arrancados. De acordo com a mãe de Karina, as meninas  viraram alvo do Bonde do Capeta porque tiravam boas notas e andavam bem arrumadas. "Hoje tudo passou, mas contamos muito com a ajuda de Jesus. Hoje está superado, mas ela ficou meses sem andar sozinha porque tinha medo", diz a mãe.
Carlos (nome fictício) diz que a filha, que em 2009 foi apelidada de "bode" pelos colegas de classe, demonstra que superou o problema. Segundo ele, em 2009, alunos do Colégio Metodista criaram  uma página com os apelidos dos alunos no Orkut.
Segundo a família, a adolescente chegou a ter vitiligo por causa das ofensas escritas no site de relacionamento da internet. 
Na época, o juiz Paulo Cesar Gentile, da Vara da Infância e da Juventude, condenou dois adolescentes de classe média a prestarem  oito horas de serviços semanais à comunidade durante seis meses.
"Este caso afetou muito a minha filha. Bullying é um negócio muito sério. Ela está estudando e seguindo a vida dela, mas ela não vai superar nunca. O apelido vai ficar sempre na cabecinha dela", diz Carlos.
Uma aluna de 11 anos  da Escola Municipal Romualdo de Souza também foi vítima de bullying. Ela foi pisoteada, insultada e agredida com tapas no rosto.
"A direção mudou o horário dela. Ela continua triste, mas está indo na escola. Ela ficou muito chateada com tudo o que aconteceu", disse a avó da criança, que também não quer se identificar.
Um aluno de 13 anos foi agredido por colegas no mês passado, em Ribeirão Preto.
A família diz que ele  apanhou cinco vezes de quatro colegas que estudavam com ele na Escola Estadual José Pedreira de Freitas, na Vila Virgínia. Para resolver o problema, a família tirou o garoto e o irmão da escola. "Conseguimos vaga em outra escola. Ele ficou traumatizado. Antes de começar na nova escola chorou muito com medo de não arrumar amigos", diz o pai.
Ele não se conforma do menino ter sido vítima de violência. "A gente manda o filho para a escola e pensa que ele está seguro, mas hoje em dia é pior. O bullying faz a criança, o pai, a mãe e os irmãos sofrerem. A gente vai trabalhar e fica com medo do que vai acontecer com o filho da gente na escola. É o fim do mundo."
Aramis Lopes Neto, pediatra especializado em bullying, afirma que a vítima pode superar as agressões morais e físicas. "Muitas seguem a vida, mas outras sofrem a vida inteira porque o bullying gera baixa auto estima, insegurança e faz com que a pessoa fique com dificuldade de relacionamento".
Segundo ele, o apoio da família é essencial para a vítima superar o trauma.
"É  importante um bom ambiente familiar que não culpabiliza a vítima e valorize outras qualidades que ela tem."
Ana Claudia Karen Sauler, 20 anos, foi agredida por uma colega de escola há nove dias. A garota a agrediu com palavras e depois com um capacete na frente do Centro Universitário Barão de Mauá. A estudante de enfermagem foi espancada depois que denunciou para a coordenação da universidade que era vítima de bullying. Ela dizia que era excluída pelos colegas de classe. Ana ficou ferida física e emocionalmente. "Comecei a ir no psicólogo e no psiquiatra.
Tomo remédio para dormir e para me manter acordada. Choro muito."
Ela diz que ficou revoltada com a omissão das pessoas que assistiram a cena. "Estava caída no chão ensanguentada. O segurança da faculdade viu tudo e não fez nada. Uma menina passou e me salvou. Não sei quem ela é, mas me ajudou".
Esta semana, a delegada Lucia Bocardo ouve as pessoas que agrediram Ana Claudia e também representantes da universidade. "Queremos saber o que acontecer e punir os culpados pela agressão.

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