Veja dicas para provas na área policial


Quem se candidata a uma vaga na área policial, na maioria das vezes está em busca da realização de um sonho. Em alguns casos, ser policial também é tradição de família. As oportunidades podem vir de todas as esferas –municipal, estadual e federal- e de diversas instituições, por exemplo: guardas municipais, polícias civil e militar, Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
No momento, temos em andamento o concurso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) -com inscrições já encerradas-, além de diversos outros regionais, como o da Polícia Militar no RJ e da Polícia Civil em SP. Sem falar nas quase 600 vagas já autorizadas para diversos cargos na Polícia Civil do RJ e nas 100 vagas de papiloscopista da Polícia Federal que aguardam autorização.
As opções são tanto de nível superior quanto de nível médio e os salários também variam bastante – por exemplo, em torno de R$1.300,00 para um soldado da Polícia Militar no RN (incluindo soldo, gratificação por risco de vida e outros benefícios, segundo a lei complementar 416/10) e R$ 13.368,68 para perito ou delegado da Polícia Federal (lei 11358/06 e alterações). Vale lembrar que as polícias militar e civil são de âmbito estadual e, por isso, os salários são diferentes de um estado para outro. Claro que, quanto maior a remuneração oferecida pela administração, mais elevado deverá ser o nível de conhecimento exigido do candidato.
pf polícia federalPolícia Federal (Foto: Arquivo/Agência O Globo)
Seleção pode incluir teste antidrogas
Os concursos para a área policial têm características próprias, em razão das atividades a serem exercidas - exigem boa saúde física e emocional, além de elevada capacidade de resistência a situações de pressão. Por este motivo, os exames médicos e psicológicos têm critérios específicos definidos em edital. Não raro é editada legislação própria regulamentando a avaliação médica nos concursos públicos para preenchimento de cargos na área policial, que habitualmente inclui exames toxicológicos (detecção de drogas de uso ilícito).
O teste de aptidão física costuma ser etapa eliminatória desses concursos, exceto se a vaga for para cargo administrativo. Corrida, abdominal, tração em barra fixa e flexões estão entre os testes mais frequentes.
A exigência de idade máxima e altura mínima é comum em editais que visam ao preenchimento de cargos da área. O requisito deve constar da lei de criação do cargo, para ter legitimidade. Em alguns casos, pode haver vagas somente para o sexo masculino. Tatuagens também podem ser objeto de restrição, caso fiquem aparentes sob o uniforme ou sejam consideradas um atentado aos bons costumes.
A investigação social e a sindicância da vida pregressa estão presentes em todos os editais da área e consistem no fornecimento de informações e documentos pelos candidatos, além de verificações por parte da administração. Têm como objetivo obter dados sobre a vida pública e privada do candidato, que deverá apresentar conduta irrepreensível e idoneidade moral inatacável.
O curso de formação –quando o candidato será efetivamente treinado para o exercício da atividade –é a etapa final desses concursos.
Como estudar
Assim como nas outras carreiras, o candidato pode começar os estudos por um grupo de matérias básicas, que o deixará a meio caminho de qualquer edital da área.
Nos concursos de nível superior são comumente cobradas as disciplinas de português, direito constitucional, direito administrativo, direito penal, direito processual penal, raciocínio lógico, informática e leis extravagantes, que podem ter o conteúdo mais ou menos abrangente, de acordo com o cargo.
Para a maioria dos cargos, não há exigência de formação específica, sendo aceita a graduação de nível superior em qualquer área. Alguns exigem formação em direito, como o cargo de delegado, e há ainda os cargos de peritos, que exigem formação compatível com a área de atuação.
Já no caso dos concursos de nível médio, as matérias mais comuns não diferem muito do que é cobrado em outras áreas: português, informática, direito constitucional e direito administrativo. Os da polícia militar não costumam cobrar matérias de direito, e incluem história e geografia e, às vezes, matemática.
O candidato deve estar sempre atento às notícias referentes aos concursos da área, desde pedidos ou concessões de autorizações até a publicação de editais. Isso definirá o leque complementar de matérias a serem estudadas, este sim, um tanto variado de um órgão para outro.
Conforme a área de atuação são definidas as matérias específicas que, além da legislação pertinente às atribuições, podem incluir outros conhecimentos necessários ao pleno exercício das futuras atribuições do servidor.
* Lia Salgado, colunista do G1, é fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro, é consultora em concursos públicos e autora do livro “Como vencer a maratona dos concursos públicos”

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