Redes Sociais: Conexões corporativas e Conversações profissionais

Porque escrever mais um artigo sobre redes sociais? Nos últimos meses pipocaram pela internet dezenas, talvez milhares, de artigos, posts, textos e comentários abordando esse tema tão atual e já tão antigo.

O assunto comum desses artigos é abordar como o Orkut é hoje o portal de relacionamentos mais acessado do Brasil e como ele faz mais sucesso aqui que em seu país de origem, além de comentar também sobre seus similares tupiniquins, tentando conquistar sua fatia de mercado.

E o assunto vai rolando. E vamos falar da origem das redes sociais, falar da teoria dos seis degraus, falar de sociologia e abordagens filosóficas.

E será que não tem mais que isso?

Será que redes sociais nascem e morrem? Em 2004 criei meu profile no Orkut.

Em 2006 eu o deletei.

O Orkut morreu para mim. Mas, foi bom enquanto durou. Encontrei amigos de infância e adolescência, criei e mantive algumas comunidades, trouxe para esse mundo muitos amigos. Mas, deu o que tinha que dar. Tomei a decisão de sair motivado pelos “perigos” que encontrei.

Perigos? Bom, achei que o Orkut está anárquico demais. Achei que precisávamos ali de um pouco mais de organização e diretrizes, pois tudo se tornaria em breve o reflexo da nossa sociedade (e não é para ser assim?).

Alguns colegas diferenciam as atuais redes sociais das redes espontâneas, aquelas que participamos naturalmente na escola, na igreja, no trabalho. Nessas, há intencionalidade nos relacionamentos, objetivos comuns conscientes, explicitados, compartilhados. Então, será que redes sociais é um assunto tão novo assim?

A tecnologia traz mudanças incríveis para a sociedade. Boas e ruins. A web agora nos propicia criar plataformas fantásticas que se tornam suportes a criação de redes sociais únicas e com objetivos muito específicos. Desde os primórdios as sociedades se formam por interesses comuns e necessidade de organização para sobrevivência. Como isso pode ser uma ação estratégica para as corporações e os profissionais?

Desde 2005 participo de uma rede de relacionamentos profissionais, a Via6 (antiga Syxt), que vi evoluir, criar melhorias para seus usuários e se diferenciar, à medida que buscou ser um ambiente de troca e networking corporativo. Ali o assunto é trabalho. Não só trabalho como foco das conversações, mas o trabalho como princípio de interesse nos relacionamentos. Não estou ali para papear à toa, nem para me divertir. Claro, ali pode ser fonte de muitos contatos produtivos, que colaborem para minha evolução profissional e que disseminem informações úteis para minha carreira. De lucro ganho alguns amigos.

Outra rede que participo é a Emprelink. Na verdade, minha empresa participa. Emprelink é uma rede focada exclusivamente em negócios, onde o foco é oferecer produtos e serviços, realizar transações comerciais e criar conexões empresariais. É um jogo empresarial baseado em redes sociais. É uma rede muito nova, e esta semana recebi um e-mail deles dizendo que após uma semana de lançamento já contavam com 60 empresas participantes e 150 convites em andamento.

Em nossa sociedade “real” as redes nascem de forma natural, sendo uma opção de organização coletiva. Sem dúvida são redes fortes, com características completamente diferentes de redes que são induzidas. Um exemplo, as ONGs. Sem dúvida é um organismo mais dinâmico, nascido de uma paixão latente ou uma necessidade de expressão de seus participantes. Tem ainda o sentimento de “pertencer a algo que construí”.

No caso de redes que construímos por objetivo corporativo, onde induzimos todo esse interesse “comum”, o senso de pertencer à comunidade não é tão latente e então necessitamos avaliar o processo dessa criação.

Partimos então para desenvolver a plataforma tecnológica ou a elaboração de laços de pertencimento a essa nova rede?

Criar uma rede de relacionamentos empresarial ou profissional tem motivações diversas, mas sempre com uma visão estratégica para seu criador. Ser o criador dessa rede torna-o líder de um processo gigantesco, pois o nó inicial estará ligado a milhares ou milhões de pessoas. Lembre-se, algo como um cálculo de progressão geométrica.

Temos então que avaliar meios e processos, comportamento e percepções, o real e o virtual, os objetivos e os princípios, e caminhar adotando tendências do ambiente colaborativo na web (a tal falada Web 2.0). 

O usuário é o grande gerador de conteúdo, ele enriquece a mídia. Criamos a plataforma como o canal, a própria mídia. São os usuários também que criam as conexões, que desenvolvem as conversações. Cabe a nós então acompanhar, monitorar e entender o seu comportamento (as tais métricas que temos que estabelecer).

Como fazer tudo isso? Não vejo outro caminho que não seja o planejamento, a organização e a total gestão de todo um projeto dessa magnitude (é minha visão de administrador falando mais alto). Podemos conversar muito sobre isso ainda.


Autor:Paulo Milreu

Seja o primeiro a comentar

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Troca de Links - Parceiros RSS Search Site no Esquillo Directorio Twingly BlogRank Teaching Blog Directory GoLedy.com Divulgue seu blog! Blogalaxia BRDTracker Directory of Education/Research Blogs Top Academics blogs Education and Training Blogs - BlogCatalog Blog Directory blog directory Blog Search: The Source for Blogs Submit Your Site To The Web's Top 50 Search Engines for Free! Sonic Run: Internet Search Engine Estou no Blog.com.pt
http://rpc.twingly.com/

  ©Trabalhos Feitos / Trabalhos Prontos - Todos os direitos reservados.

Template by Dicas Blogger | Topo