Faetec: edital para 1.159 vagas até outubro


A Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro, que é vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia, divulgará o edital do concurso para 1.159 vagas até o começo de outubro. O presidente da instituição, Celso Pansera, disse, com exclusividade à FOLHA DIRIGIDA, que a Fundação Ceperj irá organizar a seleção com agilidade e explicou que as oportunidades serão distribuídas por região. 

"É importante dizer que o concurso será regionalizado. No ato da inscrição, o candidato já irá escolher a vaga na região que deseja concorrer. É claro que a grande maioria das vagas será para a capital e para a Região Metropolitana, mas haverá oportunidades também no interior", ressaltou.
O concurso, autorizado no último dia 3, terá 209 vagas na área administrativa e 950 na parte pedagógica (veja tabela abaixo). Os vencimentos podem variar entre R$955,77 e R$2.681,09. Além da estabilidade, assegurada pelo regime estatutário, o presidente da Faetec destacou que um dos principais atrativos é o Plano deCargos e Salários, que possibilita crescimento profissional a curto prazo.
"A Faetec tem um Plano de Cargos e Salários que prevê a progressão de acordo com o tempo de serviço e por mérito. A primeira é a cada dois anos, sendo que, para a área administrativa, há o aumento de 5% da faixa salarial, e na área pedagógica, de 7%. E a progressão por mérito ocorre à medida que o profissional vai se especializando. Nossos professores recebem, em média, 30% ou 40% acima do salário base, porque, em geral, quando passam no concurso, já têm alguma especialização", explicou, complementando que está lutando pelo direito ao vale-transporte junto ao governo.
Outro destaque da Faetec é a permanente qualificação dos profissionais. Celso Pansera destacou que o programa Formação Continuada (Foco) já treinou mais de 2 mil funcionários em diversas áreas. A aposta agora é investir nos cursos de pós-graduação na área de administração escolar e supervisão escolar para que, dentro de dois anos, a Faetec tenha os diretores de unidades com formação em uma das duas áreas.

Provas previstas para novembro
Com a programação de aplicar as primeiras provas em novembro, o presidente da Faetec, Celso Pansera, garante que a Fundação Ceperj (organizadora) irá acelerar os preparativos para que, até o fim deste ano, os resultados sejam divulgados. O presidente da instituição orienta que os interessados comecem a estudar, tomando por base as disciplinas básicas e os conhecimentos específicos de cada cargo.
"Nosso objetivo é realizar a prova até, no máximo, o fim de novembro. Estamos avaliando a possibilidade de uma prova prática, mas acredito que isso será inviável. Então, a princípio, serão propostas provas objetivas e de títulos. Acredito que a cobrança irá girar em torno das disciplinas básicas, como, por exemplo, Português e Informática, e, claro, de alguns Conhecimentos Específicos. A ideia é fazer as provas de todas as áreas no mesmo dia", explica.
Para o presidente da Faetec, até maio de 2011, os 1.159 aprovados no concurso serão convocados. Pansera não descarta a possibilidade de mais convocações surgirem ao longo da validade do concurso. Tudo irá depender da avaliação do governo.
"Essas vagas que estamos divulgando serão preenchidas até maio do ano que vem. Até lá, queremos contratar todos. A partir daí, vamos abrir uma negociação com o governo, ver como estão as nossas demandas e, claro, avaliar o Orçamento", comenta.



Faetec: presidente garante convocações a partir de janeiro
Comprometido com a expansão da instituição e atento às necessidades de reestruturação de pessoal, o presidente da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), em entrevista exclusiva à FOLHA DIRIGIDA, acredita que a conquista do concurso é o começo de uma nova fase.

"Essa conquista do concurso tende a ser o primeiro passo no sentido de recompor as carreiras de concursados da Faetec. O professor, particularmente, é uma carreira tipicamente de Estado. Ele precisa de concurso para ter a perspectiva de ascensão dentro do Plano de Cargos e Salários, para continuar apostando na carreira e ter o incentivo da progressão", comenta Celso Pansera, destacando que a convocação dos aprovados no concurso terá início a partir de janeiro.
Ciente da carência de mão de obra especializada, Pansera alerta que a expansão da rede é fundamental, mesmo porque reflete diretamente no crescimento do país.
"Nós vamos continuar expandindo a rede, obviamente, que sempre com cautela. O fato é que esse processo de expansão é inevitável ou a questão da falta de mão de obra vai se tornar mais aguda ainda, o que acaba se refletindo num limitador do crescimento econômico", considera.
A entrada dos novos profissionais será positiva também pelo lado da diminuição dos contratos temporários, prática esta que há anos vem sendo criticada por parte dos sindicatos. Segundo Pansera, a Faetec tem, atualmente, cerca de 4 mil profissionais concursados e 2.300 temporários. O presidente garante que substituirá boa parte dos contratos.
FOLHA DIRIGIDA - Como estão os preparativos do concurso? Até agora, efetivamente, o que já foi definido?
Celso Pansera -
 Nós já estamos nos reunindo com a Fundação Ceperj, que será a organizadora do concurso. Optamos pela Ceperj porque é um órgão do estado e, além disso, pretendíamos evitar a abertura de pregão eletrônico. Se não fosse assim, correríamos o risco de não realizar o concurso este ano. Estamos definindo o quadro por área, ou seja, quantos professores serão para cada disciplina. Nós queremos divulgar o edital até o começo de outubro, já abrindo as inscrições. É importante dizer que o concurso será regionalizado. No ato da inscrição, o candidato já irá escolher a vaga na região que deseja concorrer. É claro que a grande maioria das vagas será para a capital e para a Região Metropolitana, mas haverá oportunidades também no interior.
No que diz respeito às provas, o que já está acertado?
Nosso objetivo é realizar a prova até, no máximo, o fim de novembro. Estamos avaliando a possibilidade de uma prova prática, mas acredito que isso será inviável. Então, a princípio, serão propostas provas objetivas e de títulos. Acredito que a cobrança irá girar em torno das disciplinas básicas, como, por exemplo, Português e Informática, e, claro, de alguns conhecimentos específicos. A ideia é fazer as provas de todas as áreas no mesmo dia. Ainda não sabemos se vamos colocar todos os cargos num mesmo edital ou em editais diferentes. A Ceperj tem interesse em agilizar o processo.
Qual é a programação de convocações?Como não podemos contratar antes da posse do governador, então, vamos deixar as convocações para o início de janeiro. A contratação da área pedagógica será a primeira. A nossa programação é chamar esses aprovados no começo do ano. Já o pessoal da área administrativa será chamado na sequência, provavelmente, em março ou abril. É importante destacar que o concurso terá uma validade e, dentro desse prazo, há sempre possibilidade de ser chamado, já que a Faetec está em expansão.

Em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, o senhor havia passado uma tabela com 1.480 vagas, sendo 950 da área pedagógica e 530 da área administrativa. Por que esse quantitativo foi reduzido e algumas carreiras foram retiradas do concurso?
Na área pedagógica, o quantitativo de vagas foi mantido. Mas, na parte administrativa, analisamos que algumas carreiras não são necessárias, como, por exemplo, técnico em edificações. Em outros cargos, optamos por distribuir as vagas, porque queremos trabalhar com o mínimo necessário e, se houver necessidade, contrataremos mais. Quanto às carreiras que foram retiradas, como, por exemplo, motoristas e cozinheiros, posso dizer que fizemos uma avaliação estratégica e achamos que não é obrigatória a realização de concurso em algumas carreiras, por não serem estáveis. Além disso, em algumas carreiras, estamos discutindo de mudar de nível fundamental para o médio.
Há possibilidade de chamar além das 1.159 vagas, que estão sendo oferecidas?
Essas vagas que estamos divulgando serão chamadas até maio do ano que vem. Até lá, queremos contratar todos. A partir daí, vamos abrir uma negociação com o governo, ver como estão as nossas demandas e, claro, avaliar o orçamento.
Gostaria que o senhor explicasse como funciona o Plano de Cargos e Salários da Faetec.
A Faetec tem um Plano de Cargos e Salários que prevê a progressão de acordo com o tempo de serviço e por mérito. A primeira é a cada dois anos, sendo que, para a área administrativa, há o aumento de 5% da faixa salarial, e na área pedagógica, de 7%. E a progressão por mérito, ocorre à medida que o profissional vai se especializando. Nossos professores têm, em média, 30% ou 40% acima do salário-base, porque, em geral, quando passam no concurso, já têm alguma especialização.
Os funcionários da Faetec têm direito a algum tipo de benefício, além do salário?
A alimentação, em geral, o funcionário faz dentro da Faetec. Estamos negociando com o governo a liberação do vale-transporte para os estatutários, já que os terceirizados têm esse direito. É um pleito dos funcionários e a direção acha justo. O maior benefício da Faetec é mesmo o Plano de Cargos e Salários. Por lei, os funcionários têm direito ao triênio, mas, aqui na Faetec, eles também têm direito ao biênio. Em três anos, eles têm duas progressões. De 2007 até agora, tivemos um aumento médio de 42% dos salários. Vamos fechar os quatro anos do governo Sérgio Cabral com o aumento médio de 50%. Temos uma comissão que, a cada dois meses, se reúne e faz o reenquadramento. Estamos permanentemente atualizando a folha de pagamento de acordo com o Plano de Cargos e Salários.
De que forma a Faetec contribui para a qualificação dos seus funcionários? Há programas voltados para a formação?
Nós temos um programa chamado Formação Continuada (Foco), que funciona a partir da nossa Diretoria de Ensino Superior. Já treinamos mais de 2 mil funcionários em diversas áreas. O programa, que é permanente, dá ênfase na qualificação e na atualização dos funcionários. Agora, vamos partir para organizar cursos em nível de pós-graduação na área de administração escolar e supervisão escolar. Queremos que, dentro do prazo de dois anos, a Faetec tenha os diretores de unidades com formação em uma das duas áreas. Isso é para melhorar a qualidade da gestão das escolas. Na parte administrativa, também sempre oferecemos cursos dentro da rede.
Como o concurso é uma luta de anos, de que maneira a entrada de novos funcionários irá refletir para a expansão da rede, assim como melhorar a qualidade do ensino?
Percebo que existe um consenso geral na sociedade em relação à formação de mão de obra. 43% do quadro do mercado de trabalho no Brasil tem ligação com aquilo que a Faetec oferece à população: ensino de nível médio/técnico, formação profissional e formação semiprofissional. É uma demanda da sociedade, de fato. Nós vamos continuar expandindo a rede, obviamente, que sempre com cautela. O fato é que esse processo de expansão é inevitável ou a questão da falta de mão de obra vai se tornar mais aguda ainda, o que acaba se refletindo num limitador do crescimento econômico. Diante disso, o governo tem investido na ampliação da Faetec. Nós pegamos a Faetec, em janeiro de 2007, com Orçamento de R$280 milhões e encerraremos este ano, com praticamente R$500 milhões. É sinal que, de fato, o governo compreende e investe nessa linha. Essa conquista do concurso tende a ser o primeiro passo no sentido de recompor as carreiras de concursados da Faetec. O professor, particularmente, é uma carreira tipicamente de Estado. Ele precisa de concurso para ter a perspectiva de ascensão dentro do Plano de Cargos e Salários para continuar apostando na carreira e ter o incentivo da progressão.

Por diversas vezes, a Faetec recebeu críticas relacionadas aos contratos temporários. Hoje, efetivamente, qual é a situação dos quadros da instituição?
Esses 950 professores substituirão o mesmo quantitativo de temporários e, com certeza, mais à frente, outros também serão substituídos. Há carreiras que nós não vamos concursar, porque esses profissionais temporários resolvem uma demanda que tende a ser resolvida em dois ou três anos. Mas as carreiras que são perenes, de fato, nós vamos investir. Nós tínhamos um acerto com o governo de atender às áreas que estavam mais gritantes. Sempre soubemos que o concurso iria sair. A Faetec tem em torno de 4 mil concursados e cerca de 2.300 temporários. Com a entrada desses novos servidores, haverá uma boa redução desses contratos.

Que mensagem o senhor pode deixar aos interessados em ingressar nos quadros da Faetec?
A Faetec tem um corpo técnico pedagógico muito bem preparado, tanto que o nosso índice do Ideb está bem acima da média. Aqui, nós procuramos manter uma boa relação com todas as unidades. Nós sempre fazemos processos de avaliação. Os próprios funcionários avaliam tanto a direção das escolas quanto a direção da Faetec. Dizer, por fim, que nós continuaremos apostando na qualificação do nosso pessoal, para que a Faetec continue sendo uma das principais redes de ensino técnico e profissionalizante do Brasil.    


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