Concurso para mais de três mil vagas em creches

 A Prefeitura do Rio prepara pacotão para reforçar o quadro de funcionários nas creches. Já está na Câmara dos Vereadores projeto de lei que cria 3.356 cargos de professor de Educação Infantil, aberto para quem tem o diploma de normalista, e libera a convocação de 3.682 auxiliares de creche, aprovados na seleção de 2007. A novidade foi divulgada ontem pela secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, durante eventoem que celebrou a arrancada de 485 alunos de 241 escolas municipais. Com desempenho pífio e defasagem escolar, eles saltaram para conceito Muito Bom em apenas seis meses.
Foto: Deisi Rezende / Agência O Dia
Eurides se espelhou no filho, Yuri: ambos foram alfabetizados este ano | Foto: Deisi Rezende / Agência O Dia
O salário dos professores vai variar entre R$ 1.025,22 e R$ 1.297,24 por 22 horas e 30 minutos semanais. O valor varia conforme o tempo de experiência em escolas. Mil e duzentos agentes auxiliares de creches, dos 4 mil hoje em atividade, estão estudando para poder participar do concurso. “Como eles não têm escolaridade adequada, firmamos convênio com o MEC, para ministrar aulas de Normal e formar essa mão de obra já qualificada”, explicou Cláudia. Os aprovados serão distribuídos nas 264 creches do município já existentes. 

Pressa na aprovação

Para que o edital seja publicado antes das eleições, vereadores prometem emitir até sexta-feira os pareceres para aprovar o projeto. “O parecer será dado em conjunto pelas comissões, para aprovarmos o projeto antes das eleições”, contou a vereadora Andréa Gouvêa Vieira, membro da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira.

Antes dessa seleção, outra saíra do forno: foi publicado ontem edital para 100 vagas de Agente Educador II (inspetores escolares). O salário é de R$ 560,27 por 40 horas semanais, com vale-transporte e bônus de R$ 84,04. Exige-se Ensino Fundamental completo.
Foto: Deisi Rezende / Agência O Dia
Secretária Claudia Costin na formatura simbólica de alunos que atingiram meta de aprendizagem | Foto: Deisi Rezende / Agência O Dia
As inscrições vão de terça-feira da semana que vem a 13 de setembro. As provas serão de Português, Matemática e Estatuto da Criança e do Adolescente. Mais informações em http://concursos.rio.rj.gov.br.

Orgulhosos, 485 alunos dos 6.200 do projeto ‘Nenhuma criança a menos’, da Secretaria Municipal de Educação, receberam diploma pelo salto que conseguiram dar em seu desempenho escolar.
 
Eles receberam reforço escolar para acelerar o aprendizado. No grupo prestigiado ontem, muitos até superaram a média de notas dos colegas que não apresentavam dificuldade de apreensão de conteúdo. 

“Esses alunos podiam engrossar as estatísticas de analfabetismo funcional, mas hoje estão no mesmo nível de sua turma e recuperaram o prazer em aprender”, disse Cláudia. 

Superação de estudante vira exemplo para a própria mãe

Com só 9 anos de idade, o estudante Yuri Nascimento Santos virou exemplo de superação para amigos e parentes. Ele é um dos destaques do Nenhuma Criança a Menos, programa criado pela Secretaria Municipal de Educação para reverter dificuldades de aprendizagem.
 
Vítima da aprovação automática até 2008, Yuri sequer lia ou escrevia com exatidão até dezembro, embora estivesse no 3º ano. Ontem, foi o orador dos primeiros 485 formandos do programa, que identificou mais de 6 mil alunos dos 3º, 4º e 7º anos do Ensino Fundamental como fortes candidatos à reprovação e à evasão escolar. Para quem não se formou, as aulas de reforço continuam três vezes por semana, com lista de livros para ler.

Estudante da Escola Municipal Luís Câmara Cascudo, em Realengo, Yuri comemora a façanha. “O mais legal é ver a minha mãe lendo e escrevendo”, confessou. Mãe de Yuri e mais dois, Eurides Nascimento de Souza, 39, decidiu se alfabetizar por causa do caçula. “Ele chegava em casa com tanta dificuldade, e jamais pude ajudá-lo. Além disso, sofri muita discriminação quando trabalhava”, contou. Há 2 meses no Programa de Educação de Jovens e Adultos, na mesma escola de Yuri, ela sonha, agora, completar o Ensino Médio. O programa em que o filho se destacou aplicou provas mensais de Matemática, Português e Ciências, além de avaliação do conceito global do aluno (comportamento, frequência e dedicação). Todos passaram por monitoramento quinzenal de desempenho.

Material escolar vai ganhar selo federal para qualidade 

O material escolar terá que conter o selo de certificação do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial). Os produtos destinados a crianças de até 12 anos serão testados pelo órgão antes de chegar às prateleiras das lojas.

As normas devem ser publicadas no mês que vem no Diário Oficial. O órgão quer garantir que todos os itens da lista, como lápis, borracha, cadernos, cola possam ser manipulados pelas crianças sem riscos de intoxicação ou ferimentos. A previsão é que os artigos com selo sejam comercializados em 2013. Os fabricantes terão um ano para se adaptar e os revendedores, 6 meses para acabar com o estoque.

Ação para mudar ensino religioso em escola pública


A Procuradoria-Geral da República (MP Federal) quer acabar com o ensino religioso nas escolas da forma como é feito atualmente. O órgão entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando o ensino confessional nos colégios públicos.

Por esse modelo, que vigora nas escolas brasileiras, cada estudante só tem aula sobre a sua religião. Na rede estadual do Rio, alunos 6º ao 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio podem ter aulas de até sete credos: católico, evangélico, judaico, mórmon, espírita, umbandista e messiânico. Não há ensino religioso na rede municipal do Rio.

Conforme a Lei nº 3459, de 2000, o ensino religioso é de oferecimento obrigatório, mas de matrícula facultativa em todo o País. A opção pela disciplina é feita pelo responsável, quando o aluno é menor de 16 anos, ou pelo próprio, após esta idade, no ato da inscrição.

O MP pede ao STF que o modelo não seja mais confessional, proibindo-se admissão de professores de uma religião específica. A procuradora-geral, Deborah Duprat, afirma que o conteúdo da disciplina deve consistir na exposição “das doutrinas, das práticas, das histórias e da dimensão social das diferentes religiões”, sem tomada de partido por parte dos professores. O estado informa que acatará qualquer mudança na lei, se houver.

1 Comentário:

BLOG DO PROFEX disse...

Muito informativo seu blog. Me senti de novo nos bancos escolares. Mas saber que a evolução dos projetos depende tanto da política, isso nos deixa tristes. Mas... o que fazer? Um abraço!

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