130,3 mil participaram de concursos com suspeita de fraude


Cerca de 130 mil candidatos se inscreveram nos três concursos públicos supostamente fraudados por uma quadrilha que atuava em todo o país, investigada pela Operação Tormenta da Polícia Federal, deflagrada nesta quarta-feira (16).
De acordo com a PF, a quadrilha tinha acesso aos cadernos de questões antes da data de aplicação das provas e cobravaaté US$ 50 mil por gabarito da prova.
Os concursos fraudados são para agente da Polícia Federal, de 2009, para auditor da Receita Federal, de 1994, e para o exame da segunda fase Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), também de 2009.
Veja abaixo as informações dos concursos
Órgão/organizadoraAno do concursoCandidatos inscritosVagas/cargoSituação
Polícia Federal/Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB)200963.294200 vagas para o cargo de agente53 candidatos ao cargo de agente tiveram acesso à prova com antecedência, desses, seis chegaram à etapa final do concurso e foram afastados nesta quarta. O Cespe disse que não tinha conhecimento de nenhuma irregularidade e aguarda informações adicionais da PF.
Receita Federal/Escola de Administração Fazendária (Esaf)199448.3111.000 vagas para auditor41 pessoas  suspeitas de fraude foram impedidas de fazer o curso de formação na época. O caso parou na Justiça e os 41 obtiveram recentemente o direito de participar do curso. O G1 procurou a Esaf e aguarda resposta.
Ordem dos Advogados do Brasil/Cespe/UnB200918,7 milnão háA prova da segunda fase foi anulada em março por suspeita de vazamento e os participantes fizeram nova prova em abril. Segundo a assessoria de imprensa da OAB, nada muda para quem fez a nova prova. A OAB e o Cespe aguardam os desdobramentos da investigação da PF.
Polícia Federal
O concurso da Polícia Federal ofereceu 200 vagas para o cargo de agente, que recebeu 63.294 inscrições.
Nesse concurso, organizado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), dos 53 candidatos ao cargo de agente que tiveram acesso à prova com antecedência, seis chegaram à etapa final do concurso, o curso de formação, e foram afastados nesta quarta-feira.
O Curso de Formação Profissional da Polícia Federal acaba esta semana – na sexta-feira (18) será a formatura.
De acordo com a assessoria de imprensa da PF, essas seis vagas dos alunos que foram eliminados não serão preenchidas por outros candidatos classificados no concurso porque o curso já foi concluído – nesta quinta-feira (17) será feita a escolha dos locais das vagas.
O Curso de Formação Profissional foi realizado pela Academia Nacional de Polícia, em
Brasília, em regime de semi-internato e/ou internato, exigindo do aluno tempo integral com
frequência obrigatória e dedicação exclusiva, e teve duração de quatro meses e meio.
 
Receita Federal
O concurso da Receita Federal de 1994, organizado pela Escola de Administração Fazendária (Esaf), ofereceu 1.000 vagas para o cargo de auditor e apenas 388 foram aprovados. A seleção recebeu 48.311 inscritos.
Esse concurso já estava sob suspeita desde sua realização. Segundo a assessoria de imprensa da Receita, 41 pessoas foram suspeitas de fraude e acabaram impedidas de fazer o curso de formação na época. O caso parou na Justiça e os 41 obtiveram recentemente o direito de participar do curso de formação.
As indenizações pleiteadas pelos beneficiários da quadrilha que não assumiram já somariam R$ 123 milhões, diz a PF.
OAB
A prova da segunda fase do 3º Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), aplicada no dia 17 de janeiro de 2009, foi anulada em março 2010 por suspeita de vazamento. Pelo menos 26 candidatos tiveram acesso à prova com antecedência.
O exame, também aplicado pelo Cespe, teve a participação de 18,7 mil bacharéis. Os participantes fizeram nova prova em abril deste ano.
Segundo a assessoria de imprensa da OAB, nada muda para quem fez a nova prova. A OAB aguarda os desdobramentos da investigação da Polícia Federal.
Organizadoras
O Cespe/UnB, responsável pelo concurso da PF e do exame da OAB, informou que foi avisado, nesta quarta, pela Polícia Federal sobre a Operação Tormenta.
Em relação ao exame da OAB, o centro disse que “já aguardava o resultado das investigações sobre o vazamento da prova prático profissional do 3° Exame de Ordem da OAB de 2009, tendo em vista a notícia-crime encaminhada à Polícia Federal pelo Cespe/UnB e pela OAB em fevereiro deste ano.”
Em relação ao concurso da Polícia Federal para o cargo de agente, o Cespe disse que “não tinha conhecimento de nenhuma irregularidade e ainda aguarda informações adicionais da Polícia Federal”.
A Assessoria Técnica de Comunicação do Cespe/UnB informou ainda que o Curso de Formação Profissional compõe a segunda etapa do concurso da Polícia Federal para o cargo de agente e é de responsabilidade da Academia Nacional de Polícia.
O Cespe/UnB informa que foi responsável pela primeira etapa do concurso, composta pelas fases de prova objetiva, prova discursiva, avaliação psicológica, exame médico e exame de aptidão física.
A instituição disse, ainda, que não tem informações sobre tentativas de fraudes em outros concursos que estiveram sob sua responsabilidade.
G1 procurou a Esaf e aguarda resposta.

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