Se liga

A moda, agora, entre os adolescentes, é usar pulseira. Nada de novo, até porque esse sempre foi um dos adornos preferidos das meninas, principalmente. A diferença, porém, é que usar pulseiras coloridas hoje em dia tem outro significado, acreditem. Cada cor simboliza um desejo, que pode ir de um simples abraço à relação sexual completa.
Basta o garoto chegar e arrebentar a pulseira da menina, ou vice-versa, e concretizar a vontade de beijar, de agarrar, de transar, etc. E não adianta reclamar… as regras são claras. Quem usa a pulseira, já sabe.
A iniciativa já está gerando discussões entre pais, pedagogos e psicólogos, mas o fato é que a moda pegou e, talvez, não seja necessário tanto alarde assim. Afinal, os códigos mudam, mas o jogo da sedução é o mesmo, há anos.
No fundo, a adolescência é o período mais revelador dos nossos anseios. Os sentimentos afloram intensamente, e os hormônios estão “bombando”, querendo tudo. Bons tempos em que há só descobertas, não sem alguma angústia e ansiedade, claro. O detalhe é que os adolescentes de hoje falam mais abertamente e precocemente sobre tudo. E, por isso mesmo, deveriam ter mais orientação e acompanhamento dos pais. Falta base para essa galera cheia de informação e vazia de conhecimento.
As pulseiras não me assustam. O que me apavora é a omissão dos pais em ignorar o que ocorre com os filhos (e isso vai desde o sexo até o uso de drogas, como o crack). É mais fácil repassar a responsabilidade para a escola e culpar a internet por tudo o que rola por aí do que educar, realmente. Isso exige tempo, dedicação e muito desgaste. E não me parece que, em alguns casos, o desejo do colocar mais gente no mundo esteja diretamente relacionado à verdadeira missão de ser pai ou mãe.
Os filhos já nascem sendo cuidados por terceiros, e os pais atuam como coadjuvantes, responsabilizando mais tarde a sociedade, a escola, os amigos, etc, etc, por tudo o que possa ocorrer a seus rebentos. Sem falso moralismo, educar é outra coisa. E ter filhos apenas para cumprir o dito “papel social” não me parece uma boa ideia, nem para os pais e nem para as crianças que habitarão este planeta.
Portanto, aos que aí já estão, resta se comunicarem e se relacionarem do jeito que sabem. Com ou sem pulseiras, são fruto da educação que recebem (ou não) em casa. Como o tempo anda escasso, dedicado exclusivamente ou à subsistência ou à tarefa de ganhar mais e mais dinheiro, é mais fácil transferir responsabilidades e culpas.
Muitos pais não sabem das pulseirinhas, nem do que acontece na escola, na rua, na balada, e nem de muita coisa que anda rolando por aí. Se liguem. Está na hora de ficar online por mais tempo, conectados em seus filhos e no que pode acontecer além da novela das oito e dos reality shows.
Roseli Santos
- Jornalista -


http://www.jornalpanorama.com.br/

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