A recente expansão do Ensino Técnico


Em um mundo onde há uma crescente e acirrada competição por novos postos de trabalho, é cada vez mais importante ampliar a oferta de vagas nos sistema de educação profissional público, hoje constituído por Escolas Técnicas, Centros Vocacionais Tecnológicos, Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, Universidades Tecnológicas e Escolas Técnicas vinculadas a universidades. Cabe, ainda, registrar a importante contribuição do chamado Sistema S (Sesc, Sesi, Senai e Senac) bem como de várias instituições privadas. 
A ampliação do sistema de educação profissional precisa ser cuidadosa e deve levar em consideração, pelo menos, dois fatores críticos. Primeiro, sempre devem ser consideradas as necessidades do mercado, ainda que uma formação básica geral deva sempre ser priorizada. Afinal, a área tecnológica é altamente dinâmica e é conveniente que os técnicos formados possam mudar de área com cursos complementares. Segundo, é preciso que haja um sólido programa visando à formação de professores especializados para as escolas técnicas. Atualmente, a maioria dos professores se origina dos cursos de graduação em Física, Química, Biologia e outras especialidades. Um programa específico precisa ser criado tendo em vista as especificidades do ensino técnico. 
Nos últimos anos, assistimos a um crescimento significativo do sistema federal de educação profissional sob a coordenação da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação. É bom lembrar que acabamos de completar cem anos da criação, pelo Presidente Nilo Peçanha, das primeiras dezenove Escolas de Aprendizes e Artífices, posteriormente transformadas nos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) e, mais recentemente, nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Entre 1909 e 2002, passamos a contar com 140 escolas técnicas. A partir de 2003 ocorreu um crescimento significativo do sistema federal, com a criação de mais duzentas e quatorze unidades de ensino, com oferta de cerca de quinhentas mil vagas, investimento de cerca de um bilhão de reais e concursos para incorporação de cerca de nove mil professores. No caso do Rio de Janeiro, cabe ressaltar que o sistema federal está presente nos seguintes municípios: Angra dos Reis, Bom Jesus de Itabapoana, Cabo Frio, Campos, Caxias, Itaguaí, Itaperuna, Macaé, Nilópolis, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Paracambi, Petrópolis, Pinheiral, Realengo, Rio de Janeiro (Maracanã e Maria da Graça), São Gonçalo e Volta Redonda. 
Todos estes dados são alvissareiros. No entanto, é preciso certa dose de prudência, tanto no planejamento dos novos cursos como no preparo de professores efetivamente capacitados para a implantação de cursos técnicos compatíveis com as necessidades do Brasil de hoje. 

Wanderley de Souza 
Professor Titular da UFRJ e Diretor de Programas do Inmetro. Membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Medicina. Ex-Secretário Executivo do MCT e Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro 

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