Camisinha feminina: veja as vantagens e desvantagens desse método contraceptivo

Festejada por especialistas como o contraceptivo que proporciona total independência às mulheres, a camisinha feminina não é tão conhecida pela população em geral se comparada ao modelo tradicional. Enquanto o Ministério da Saúde planeja distribuir mais de 55 milhões de preservativos masculinos em 2010, a previsão para as camisinhas femininas é de 390 mil. Entenda como ela funciona, suas vantagens e desvantagens.

Nunca vi uma camisinha feminina. Como é?
A camisinha assemelha-se a uma bolsa, com 15 centímetros de comprimento e oito de diâmetro. Podem ser de dois tipos: feitas de látex ou poliuretano. A de poliuretano possui dois anéis em suas extremidades: um interno, menor e móvel, e outro externo, maior, que tem como função cobrir a parte externa da vagina. Já o preservativo em látex possui anel externo em uma das extremidades e uma pequena esponja na outra.

A camisinha de poliuretano (um tipo de plástico) é mais resistente, macia e fina do que a feita com látex. “A vantagem do poliuretano é que é um material hipoalergênico, o que torna a camisinha feminina ideal para mulheres alérgicas ao látex (cerca de 1% da população)”, explica a assistente técnica do Ministério da Saúde, Nara Vieira. Já a camisinha de látex, que é distribuída pelo governo, é menos barulhenta que sua similar e mais fácil de ser introduzida na vagina.

Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), explica que “a esponja facilita a colocação da camisinha no fundo da vagina e não deve ser retirada. Por possuir a forma de um triângulo, ela se adapta bem às curvas internas dessa região do corpo”. A relação fica mais confortável em função da esponja, explica Denise Santos, coordenadora de marketing da empresa responsável pela distribuição desses preservativos no Brasil.

Como eu devo colocar a camisinha feminina?
A camisinha feminina pode ser introduzida na vagina bem antes do início da transa. “Ela pode ser colocada até oito horas antes da relação”, explica Francisco dos Santos, coordenador do programa de DST/Aids da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná. Para colocar a de látex deve-se torcer o anel interno em formato de oito e inseri-lo dentro da vagina, o mais fundo que conseguir. A parte externa deve ficar três centímetros para fora da vagina. “É preciso ter atenção ao anel externo, pois há o risco do esperma vazar pelas bordas ou o homem não introduzir o pênis dentro da camisinha”, alerta Francisco. “Com o vaivém, é normal que a camisinha se movimente. Se a mulher sentir que o anel externo está sendo empurrado, segure-o ou coloque mais lubrificante”, completa Nara.

No caso da camisinha de poliuretano, use a esponja para introduzir o preservativo na vagina. Segure firme a parte externa e empurre a esponja (que possui um formato em “V”) para o interior da vagina o mais fundo que conseguir, desenrolando o preservativo.

Que cuidados devo ter ao retirar a camisinha após a relação?
Ao fim da relação sexual, aperte o anel externo e torça essa extremidade para vedar a bolsa e garantir que o esperma permaneça no interior da camisinha. Após fazer isso, puxe-a para fora delicadamente.

Quais as vantagens que tenho ao utilizar esse tipo de preservativo?
A mulher tem total independência para se prevenir de doenças sexualmente transmissíveis e de uma gravidez indesejada. Além disso, a camisinha feminina proporciona uma oportunidade de autoconhecimento. “A colocação exige que a mulher conheça bem a parte interna de seu órgão sexual”, explica Nara. Outra diferença é que a camisinha feminina não precisa ser retirada logo após a ejaculação, como a masculina.

E as desvantagens?
O principal risco envolvendo o uso da camisinha feminina é o erro na penetração, caso o homem introduza o pênis entre a vagina e a camisinha. O sexólogo Amaury Mendes Jr. também lembra que o barulho pode incomodar o casal. “Diferente da masculina, a camisinha feminina faz um ruído durante a penetração”, explica. Outro fator que pesa é o preço. Por ser importado, esse preservativo ainda é relativamente caro e não é encontrado em todas as farmácias.

Quero experimentar a camisinha feminina. Onde eu encontro?
A camisinha feminina é vendida em farmácias e sex shops. A embalagem com duas unidades custa, em média, R$ 13 (poliuretano). O Ministério da Saúde e as secretarias estaduais de Saúde também distribuem o preservativo gratuitamente, mas a política de distribuição varia entre regiões do Brasil e priorizam os chamados “grupos de risco”, como companheiras de homens portadores de doenças sexualmente transmissíveis ou HIV, mulheres de presidiários e profissionais do sexo.

Fonte: Ig Delas

1 Comentário:

Ministério da saúde disse...

A melhor prevenção é a informação. Por isso, o Ministério da Saúde lançou a Campanha Use Sempre, para informar as pessoas sobre as medidas para prevenir as DST/Aids. Não podemos vacilar. É preciso, além de usar camisinha, ajudar a disseminar importantes informações sobre assunto. E você, por meio do seu blog, pode nos ajudar nesta tarefa. Podemos contribuir em sua página, com informações, vídeos e outros materiais.
Para mais informações Fernanda.scavacini@saude.gov.br

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