Paulo Rangel defende “revolução conservadora” no sistema de ensino

O deputado do PSD no Parlamento Europeu, Paulo Rangel, defendeu hoje a “urgência” de uma “revolução conservadora” no sistema de ensino português que substitua “o facilitismo pela exigência”. Numa conferência dedicada ao tema da educação, que aconteceu esta noite na Curia, Paulo Rangel recebeu vários incentivos de militantes do PSD para se candidatar à liderança do partido.


No entanto, o eurodeputado disse estar mais interessado em discutir ideias do que nomes para a liderança do PSD. “Estou apenas apostado em contribuir para o debate de ideias dentro do PSD. Foi sempre isso que fiz e é isso que quero fazer num momento como este que é tão importante para o partido”, declarou, defendendo que tanto o país como o PSD necessitam de “rupturas”.

No sector da educação, Paulo Rangel criticou o Governo por reduzir os problemas do ensino à avaliação de professores e defendeu introdução de um modelo educativo “totalmente novo”. “É crucial definir uma nova concepção da educação. É necessária uma revolução conservadora no ensino. O principal problema das escolas não é a avaliação dos professores mas é a questão da exigência e da autoridade no ensino”, afirmou, criticando o estatuto do aluno por ser totalmente permissivo em relação às faltas escolares. “Há alguém que possa compreender que estejamos num sistema de ensino em que um aluno por mais que falte não reprova?”, questionou Rangel.

Sobre a situação do país, o eurodeputado disse que Portugal está mergulhado numa crise “grave” quer ponto de vista económico, quer do ponto de vista político e defendeu que nos últimos anos o Governo perdeu “autoridade, capacidade de decisão e credibilidade”. “Foi a isto que nos conduziu cinco anos de Governo Sócrates: a um declinar absoluto das instituições executivas e judiciais”, declarou.

Perante o estado do país, Paulo Rangel defendeu que o PSD, como principal partido da oposição, deve protagonizar uma “mudança de políticas que seja capaz de introduzir rupturas em diversos sectores”.


2 Comentários:

Joaquim Ferreira disse...

Pois bem, meu caro. Só lhe tenho a dizer: com teorias destas é que Barack Obama não alinha. Veja, pois o discurso que fez aos estudantes em Quando o Destino é o Abismo... . Depois, há seguramente alguém aqui que não sabe do que fala: Ou é o autor do Blog ou é Barack Obama. Eu ficaria pelo primeiro. Tal como os alunos que o ouviram e aplaudiram as suas palavras. Percebe? Ou seja: até os alunos percebem aplaudindo a necessidade de serem também responsáveis pelo seu processo de aprendizagem. Será que o senhor (e outros que apologistas da teoria da responsabilização exclusiva dos professores!) ainda não conseguiu ainda entender que os que têm de dar provas de competência são os alunos. Os professores já foram submetidos a variadíssimas provas de demonstração da sua competência. Colocar em dúvida, é antes de mais, duvidar das instituições Universitárias. E, se algumas aprovam alunos e os certificam como professores indevidamente, deveriam ser (tal como a Universidade Independente!) pura e simplesmente encerradas.
Absurdo é defender que as faltas dos alunos não devem ser tidas em conta quando as faltas dos professores têm de ser tidas em conta na sua avaliação. Acho a sua visão uma "estupenda" forma de desresponsabilização do principal interveniente no processo de aprendizagem: o aluno. Sim. O meu filho aprendeu a ler sozinho. A maioria dos alunos aprendem com a ajuda dos professores. Mas, lamentavelmente, há quem considere que o insucesso dos alunos (ainda que faltosos!) seja da responsabilidade do professor porque esperam que o professor seja capaz de dar "injecções de sabedoria e inteligência" já que os milagres eram apanágio exclusivo de Jesus Cristo (que, ao que aprece não gostou da forma como foi tratado, e, vai daí... nunca mais quis voltar à Terra!).
Agora, esperava que em coerência defendesse que as faltas dos professores (dentro de determinados e aceitáveis limites!) também não deveriam contar para a sua avaliação. Caso contrário, que a Segurança Social divulgue a média de dias de trabalho dos cidadãos trabalhadores portugueses e veremos, em média por mês, quantos dias trabalha cada português. Cremos que trabalham muito mesmo que os professores mas fazem-se passar por ter horários semanais superiores. Desafio fica lançado. Não creio é que o autor do “post” neste blog mantenha a sua coerência dissociando também as faltas de um professor que faz os alunos aprender bem e a sua avaliação de desempenho. É curioso, não é?
Não Calarei A Minha Voz... Até Que O Teclado Se Rompa ! Visite-nos !

Joaquim Ferreira disse...

Algures na blogosfera um bloguista escreveu: “Ele (Rangel) acha que os alunos devem chumbar por faltas. E ele (Botelho) concorda. Eu recuso. A noção de que se reprova alguém por faltas é confundir dois planos: o da responsabilização individual e o da assimilação de conhecimentos. Eu passo ou reprovo alunos com base apenas nas evidências que vou recolhendo dessa assimilação de conhecimentos. E mais nada me interessa para a decisão de como classificar um aluno.”
Pois bem. Gostaria de deixar aqui umas questões: Que fará um professor com um aluno que sabe mais que o programa da disciplina? Avalia o que já sabe, não é verdade? Então, a minha filha (e perdoe-me por falar de um caso particular, mas é com casos concretos que se pode desmontar a falácia de um discurso!) jamais colocaria os pés na aula de Inglês. Sim, porque não vou dizer que domine mais que a própria professora, mas, a ser avaliada pelo conhecimento apenas, asseguro-lhe que nunca iria a nenhuma aula de Inglês, a não ser fazer o exame! E outros alunos que aprendem por si mesmos, como ter 10 valores lhes chegaria para aprovar, para quê estar nas aulas e conseguir aprender mais e conseguir uma nota superior? Enfim. Educar para a responsabilidade é exigir que se falte “com conta, peso e medida!”, e sempre, justificadamente! De outra maneira, de que servirá educar se não prepara para a vida onde, de repente (como no caso dos professores!) serão confrontados com um sistema de avaliação que os penalizou pelas faltas, mesmo quando dadas no quadro da lei 8como o caso de ter de estar presentes em tribunal, ou prestar depoimento na polícia?
Mais. Será que é um homem de um peso e uma medida ou antes, aplica “dois pesos e duas medidas”? Sabe que até se compreenderia a sua postura crítica face à posição defendida por Paulo Rangel se o meu caro tivesse o mesmo critério (de separar as cosias!) em relação às possíveis faltas (admissíveis, aceitáveis e, sobretudo, justificadas no quadro da lei!) quando dadas pelos professores! Então vem aqui defender a irresponsabilidade dos alunos quando defende o castigo de um professor que foi forçado a faltar devido a estradas interrompidas ao trânsito devido a acidentes, impedimento ou paragem por uma autoridade policial de trânsito, doença inesperada de um filho menor, etc... (que não sei se sabe mas tem que ser comunicado com 3 dias de antecedência, como se alguém pudesse adivinhar tais contingências das nossas estradas!) e quer separar as faltas dos alunos (para si, pode irresponsavelmente faltar, quando bem lhe apetecer e der na real gana!) colocando em causa o avanço e a abordagem das matérias constantes dos programas? Sabia que, se alguns alunos faltam, há que recapitular as matérias e não se pode avançar...? Não acha que isso é um castigo para os que são assíduos porque têm de estar na aula a ouvir de novo tudo? Sabia que se os não recuperar, os castigados são os professores? Só Ah... Que bem! Os alunos faltam e os castigados devem ser os professores. Que espectáculo. Que exemplo. Que maravilha! Não Calarei A Minha Voz... Até Que O Teclado Se Rompa ! Visite-nos !

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