Veja dicas de estudo para o concurso do Banco Central

Com salários bastante atrativos tanto para quem tem nível médio quanto para quem tem nível superior, o concurso para 500 vagas no Banco Central, cujas inscrições começaram nesta quinta-feira (26), deve ser bastante concorrido.

São 350 vagas para analista, cujo salário é de R$ 12.413,65, e 150 para técnico, com remuneração de R$ 4.896,25. Em 2005, ano do último edital, para 283 vagas de analista foram 17.762 inscritos. Já para 75 vagas de técnico se inscreveram 67.868 candidatos.


Por isso, quem já vinha estudando com antecedência leva vantagem, de acordo com especialistas ouvidos pelo G1, pois boa parte do conteúdo dos editais deste ano está parecida com o do último concurso realizado em 2005 pela Fundação Carlos Chagas. Como as provas serão no dia 31 de janeiro de 2010, os candidatos têm ainda dois meses para se preparar.


Técnico

De acordo com Paulo Estrella, diretor pedagógico da Academia do Concurso, a grande novidade em relação ao edital anterior foi a divisão do cargo de técnico em duas áreas na prova de conhecimentos específicos, uma com foco administrativo e contábil (área 1) e outra com foco em segurança institucional (área 2).


Para a área 1 (administrativa), as matérias específicas são fundamentos de contabilidade, de gestão de pessoas e de gestão de recursos materiais. Para a área 2 (segurança institucional) são teoria e normas de segurança e legislação específica.


“Com essa mudança os programas ficaram mais específicos para atender às necessidades das áreas de atuação. A grande surpresa foi a complexidade do conteúdo exigido de fundamentos de contabilidade da área 1. Além disso, outras disciplinas foram incluídas: administração pública, gestão de pessoas, recursos humanos e arquivologia. Na área 2 as mudanças foram relativamente menores, em normas de segurança foram adicionados conteúdos de segurança da informação e alguns poucos tópicos de direito do trabalho. O maior impacto, sem dúvida, ocorreu na área 1”, diz Estrella.


O diretor pedagógico diz que para o cargo de técnico não houve alteração na prova de conhecimentos gerais, pois é "a cópia do edital passado". “Essa é a grande vantagem para o candidato que estudou com antecedência. De qualquer forma, o aumento da complexidade e do volume de conteúdos atinge todos os candidatos. Quem decidiu pelo concurso com a saída do edital tem uma maratona um pouco maior, mas não inviabiliza a aprovação”, diz. Nesse último caso, ele recomenda que o estudo seja baseado em questões de provas anteriores.


De acordo com Sylvio Motta, professor da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), editor de concursos da editora Campus-Elsevier e diretor do curso Companhia dos Módulos, a disciplina de gestão de pessoas é uma nova tendência em concursos públicos. “É uma área nova, querem assimilar práticas da iniciativa privada na gestão pública”, afirma. Para essa matéria ele recomenda a leitura de livros acadêmicos.


Para ele, a ênfase será em contabilidade e orçamento. “A expectativa é que a prova seja focada nas atividades do Banco Central, por isso, o candidato deve ler sobre as atividades do banco e adequá-las ao conteúdo programático do edital”, recomenda.


Motta indica que o candidato faça provas anteriores da Cesgranrio de cargos que englobem as disciplinas do edital.


Segundo ele, as questões de direito devem ser literais (pedindo o que está na lei). Já as perguntas de exatas devem ser mais elaboradas e podem exigir mais do candidato. Motta salienta que o candidato deve escolher a área que ele domina mais, "unindo o útil ao agradável".


Para Carlos Alberto de Lucca, coordenador geral do Siga Concursos, a área 1 da prova de conhecimentos específicos é a grande novidade no concurso.


Segundo ele, apesar disso, o candidato a técnico deve fazer a escolha pela função, pelo tipo de trabalho que fará depois, e não pela prova. “No caso da área 2 é quase um concurso da área policial e ainda tem prova de títulos só para essa área. É bem direcionado para quem quer seguir a área de segurança. Se não tiver afinidade é melhor ir para a área 1”, ressalta.


De Lucca recomenda que o candidato estude por provas anteriores não só da Cesgranrio, mas também da Fundação Carlos Chagas, que organizou o concurso anterior do Banco Central, porque o programa é o mesmo. Segundo ele, a Cesgranrio costuma abranger todo o programa do edital na prova e mescla questões de vários níveis de dificuldade.

Analista

De acordo com Paulo Estrella, no edital do cargo de analista as divisões por área já existiam, mas houve algumas mudanças. Em 2005 tanto a área 1 quanto a 2 eram voltadas para tecnologia da informação. No edital atual, a área de TI está sendo atendida somente na área 1. A área 3 de 2005 está compatível com a área 2 do edital atual. O conteúdo da área 5 do edital de 2005 está muito próximo da área 4 do edital deste ano. A área 4 do edital de 2005 está com conteúdo próximo da área 3 do edital atual.


“Com isso temos 2 cargos com conteúdos relativamente novos: das áreas 5 e 6, voltados, respectivamente, para logística e infra-estrutura e conhecimentos do Banco Central e legislações pertinentes”, diz.

Ele afirma que as alterações no programa da prova de conhecimentos gerais ficaram por conta de direito constitucional, em que foram incluídos processo legislativo e finanças públicas (normas gerais); em direito administrativo, no qual entraram serviço público, controle da administração pública e código de ética do servidor público civil; e em sistema financeiro nacional, com a inclusão das competências e funções do Banco Central.

Carlos Alberto de Lucca afirma que quem concorre para o cargo de analista deve escolher pela área que acha que tem mais facilidade para ser aprovado, ao contrário do técnico, que deve pensar na afinidade com a função. “O cargo exige nível superior em qualquer área, mas os programas da prova e a avaliação de títulos direcionam o candidato para áras específicas”, diz. Segundo ele, na área 1, quem tem graduação em informática tem uma pontuação maior na prova de títulos, por exemplo.

Dicas gerais


Para Estrella, os candidatos devem se concentrar nas novidades, e os conhecimentos básicos devem ser estudados com exercícios de provas anteriores. “A estratégia é aproveitar a reta final para estudar a teoria das disciplinas novas e buscar em outros concursos da área financeira ou fiscal questões para aperfeiçoar o aprendizado. As questões de outras bancas e concursos são úteis, já que o tempo é reduzido e os conteúdos são bastante extensos”, diz.

Para Lia Salgado, autora do livro “Como vencer a maratona dos Concursos Públicos”, é hora de examinar as provas anteriores do Banco Central e também da Cesgranrio, a fim de conhecer o estilo das questões e os assuntos mais cobrados. “Deve-se priorizar o estudo dos conteúdos novos, fazendo, ainda, uma revisão daqueles já sedimentados”, diz.

Clique aqui para acessar as provas anteriores da Fundação Carlos Chagas

Redação

O cargo de analista terá ainda prova discursiva e de redação. Carlos Alberto de Lucca ressalta que para a área 1 haverá prova discursiva com estudo de caso, ou seja, será um texto mais técnico. Já para as demais cinco áreas será aplicada a redação como em vestibular. “Deve-se olhar com atenção a estrutura, ortografia, não pode fugir do tema, ter coerência”, diz.


Segundo Luiz Vivas, professor de redação da Academia do Concurso, a objetividade deve ser desenvolvida com coesão e coerência entre os parágrafos e períodos. Ele recomenda que haja no mínimo três parágrafos. Além disso, o candidato deve evitar individualismos como: “na minha opinião”, “eu acho”, “o meu ponto de vista”. Ele indica que os períodos tenham no máximo quatro linhas.


“Além disso, toda conclusão precisa ser otimista sem fechamento interrogativo”, diz. Vivas diz que o candidato deve fazer a letra cursiva legível, sem misturar com letras de forma.

Outra dica do professor é que a parte do desenvolvimento da redação ocupe o maior número de linhas em relação à introdução e à conclusão. “Não use gírias, e palavras estrangeiras devem ser entre aspas. Somente utilize o título se a banca pedir, pois o fundamental é o tema. Caso exija título, não utilize verbo para ele”, finaliza.


http://g1.globo.com

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