Uma escola pública lidera embora as privadas continuem a dominar

Em 2006, havia sete escolas secundárias públicas entre as 20 melhores classificadas. Este ano há apenas uma. No básico, a primeira pública aparece na 14.ª posição.

E, ao fim de oito anos, o Óscar foi para uma escola pública. O que acontece pela primeira vez desde que os rankings das escolas do secundário começaram a ser publicados. Mas este feito não aponta para uma tendência. Pelo contrário: no ranking de 2009, elaborado, como os dos anos anteriores, com base nas médias dos oito exames nacionais das disciplinas mais concorridas, as escolas públicas têm a sua piorperformance dos últimos anos. Só uma tem lugar entre as 20 com melhores médias (há quatro anos estavam sete no lote) e essa é a primeira da lista, mas é também um caso especial.

Trata-se da Escola Secundária Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, uma escola do ensino especializado, que tem alunos do 1.º ao 12.º ano. No secundário, 14 fizeram exame este ano e só à disciplina de Matemática. Média alcançada: 15,81 (numa escala de 0 a 20), mais baixa que os 16,30 alcançados em 2008 pela Academia de Música de Santa Cecília, que o ano passado ocupou o primeiro lugar. A escola de Braga é também a primeira pública na listagem das escolas do ensino básico. Surge na 14.ª posição entre os estabelecimentos de ensino com mais de 50 provas realizadas, com uma média de 3,89.

No secundário, a outra pública que se segue está em 22.º lugar e é outro caso especial, pela ascensão fulgurante: no ano passado, a secundária Padre António Morais da Fonseca, situada numa zona pobre da Murtosa, estava no batalhão do fim (ver reportagem). A secundária Aurélia de Sousa, no Porto, ocupa a 23.ª posição no conjunto dos 600 estabelecimentos de ensino com secundário; é a 16.ª entre as escolas com mais de 50 provas realizadas, com 499 exames feitos no final do ano lectivo de 2008/2009.

No essencial, e com a curiosidade de o segundo lugar pertencer, no secundário, à escola da comunidade islâmica de Palmela, que só fez exame de Economia, confirma-se o predomínio das privadas entre as melhores classificadas. Em primeiro lugar, no básico, está o Colégio de S. José, em Coimbra, com 38 provas feitas e uma média de 4,18 (numa escala de 1 a 5). A primeira com mais de 50 provas concluídas é o Externato Apresentação de Maria, no Funchal, com média de 4,16 valores. Esta escola encontrava-se em 16.º lugar o ano passado.

No secundário são privadas nove das dez primeiras, mas entre estas não figuram alguns estabelecimentos que costumam ocupar os lugares cimeiros, como o São João de Brito, em Lisboa, ou o Ribadouro, no Porto. Apesar de terem falhado o "top 10", os colégios São João de Brito e Valsassina são os que têm melhor média tanto a Português, como a Matemática. No básico, a Escola Inglesa de São Julião, em Cascais, obtém a melhor média de exame (4,07) nas 13 provas realizadas a Português. E o externato do Funchal está à frente em Matemática com 4,53 no somatório de 43 provas.

Diferenças esbatem-se

Para lá das médias, que determinam os lugares nestas listas, outra das várias formas de avaliar aperformance das escolas é a de tentar perceber quais serão as mais exigentes, o que se pode fazer, por exemplo, olhando para a diferença entre a nota média interna (que resulta das classificações obtidas ao longo do ano) e a obtida no exame. A comparação de resultados entre 2006 e 2009 mostra que a diferença entre as duas classificações tem vindo a esbater-se no secundário, mas que se agravou no básico, por comparação ao primeiro ano em que se realizaram exames do 9.º ano, em 2007.

No secundário, de 3,55 pontos em 2006 passou para 1,42 em 2009. Mas em Física e Química e em Biologia e Geologia, precisamente as disciplinas com piores resultados em exames, as notas das escolas ultrapassaram as dos exames em 4,31 e 3,84 pontos, respectivamente.

Das 600 escolas do secundário, apenas em 22 a diferença é igual ou menor a um ponto (a favor da nota interna) e, destas, 11 são públicas. Também são públicas as únicas duas em que a nota média interna é mais baixa do que a obtida nos exames. Aconteceu no Conservatório de Braga e na escola da Murtosa.

No básico, de uma diferença em média de 2,68 pontos em 2007 passou-se para 2,98. No conjunto das duas disciplinas escrutinadas pelos exames do 9.º ano, são 1075 as escolas onde a nota destas provas fica abaixo da classificação interna do aluno. A média nacional desceu de 3,08 para 2,98 às duas disciplinas, ao passo que a média de frequência subiu de 3,18 para 3,23 valores. Os professores de Matemática do 9.º ano foram mais rigorosos na atribuição de notas ou, então, prepararam os alunos para responder bem ao exame nacional, pois em 397 escolas os estudantes obtiveram melhores resultados no exame do que na classificação final de frequência. Já em Português, só em 143 escolas é que a média da prova nacional superou a nota interna do aluno.

A grande maioria das escolas voltou a arrecadar nota positiva: cerca de 85 por cento (509) das escolas secundárias têm uma média de 9,5 valores ou mais numa escala de 0 a 20 valores. Um pouco menos do que os 87 por cento de 2008, mas muito à frente dos 66 por cento de 2007. No básico, resultados inferiores a 2,5 valores encontram-se em apenas 95 dos 1292 estabelecimentos de ensino. Em 2007, eram mais de mil as que estavam no negativo.



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