Dicas de como falar de sexo com a sua filha

Não tem como fugir. Depois que as crianças crescem e se transformam em adolescentes, as dúvidas básicas sobre como os bebês nascem são trocadas por outras questões que, muitas vezes, podem deixar até a mais moderninha das mães corada de vergonha. Porém, por mais desconfortável que o assunto possa parecer, é importante apoiar os seus filhos, com atenção e informações corretas.

A publicitária Carina Trancoso, 41 anos, tinha uma enorme dificuldade para conversar com a filha sempre que a palavra ‘sexo’ aparecia no meio da conversa. “Eu morria de vergonha, mesmo sabendo da importância do assunto. Quando ela tinha 16 anos (hoje sua filha está com 21), me perguntou o que eu achava do fato dela andar com uma camisinha na bolsa. Quase desmaiei. Sabia que eu deveria aprovar, mas nessas horas você se transforma em leoa, e quase morre só de pensar que ela já pode estar transando”, conta ela.

É realmente difícil saber separar a superproteção da liberação sem limites, sem deixar de orientar e indicar alguns caminhos mais seguros. Primeiro, é importante lembrar que você é mãe e não uma amiga de colégio. Isso já implica em papéis diferenciados. “Uma coisa é a amiga com a mesma idade, visão e expectativas. Se a garota conta que conseguiu ficar com o garoto, a amiga acha o máximo. A mãe vai querer saber quem é, conversar com a filha para saber como ela está diante da situação. É hora de saber ouvir para fazer uma análise na hora de encontrar os caminhos”, explica Maria Helena Vilela, educadora sexual e Diretora do Instituo Kaplan.

Abordagem virtual
Mas nem sempre é a sua filha que recorre a você para tirar alguma dúvida. Às vezes, você sente que é hora de conversar sobre alguma questão especial, como preservativos, gravidez, atividade sexual ou simplesmente sobre mudanças no corpo dela. E aí, surge a grande questão: como falar sobre sexo de forma natural, sem engasgar ou virar um pimentão de tanta vergonha?]

A vendedora Sandra Goés, 37 anos, tentou resolver a questão de forma bem inusitada. Já que não tinha muita coragem de começar o assunto e achava necessário tocar em algumas questões, ela apelou para a internet. “Eu trabalhava o dia todo e já achava que a gente precisava conversar sobre sexo seguro. Ao menos eu precisava dizer para ela que estava aberta para tirar dúvidas e outras questões. Como não paro em casa, comecei a conversa via msn mesmo. E, quando cheguei em casa à noite, continuamos sem problemas. Foi ótimo para as duas”, conta ela.

O tom da conversa
O importante é tomar cuidado para não questionar demais, apontando críticas severas às atitudes da filha. “Não precisa entrar na intimidade. Não é fácil para a mãe estabelecer esses limites e ela poderá ficar constrangida e brava. E isso pode bloquear o diálogo. É fundamental não invadir e deixar claro os seus limites”, explica a especialista.

Outra forma legal de conversar sobre sexo é fugir da seriedade, daquela sensação de reunião familiar quando alguém apronta alguma coisa. “Sentar no sofá da sala ou chamar para uma conversa particular no seu quarto soa um pouco assustador. Isso pode travar a adolescente e ela não ficará à vontade, nem você. Fazer dessa hora um momento mais descontraído pode deixar vocês mais perto e mais tranquilas para uma boa conversa”, garante a psicóloga Manuela Mendes.

Uma sugestão prática para isso é alugar um filme ou aproveitar alguma cena da novela. “Assistir ao filme ‘Juno’, por exemplo, para falar sobre gravidez. Assim mãe e filha podem emitir uma opinião sobre o que o filme causou nela”, sugere Maria Helena.

Dicas
A especialista também separou algumas dicas para as mães não hesitarem quando o assunto for sexo!

- Lembre-se de que você não está conversando para julgar, mas para de fato saber como sua filha se sente;

- Saiba que você também poderá ser questionada e não tenha medo em responder;

- Algumas mães tremem só de pensar que terão que contar algumas peripécias que fizeram e que acham que não foram um bom exemplo para a filha. Sua vivência é sim importante, mesmo que seja para mostrar que não foi um bom caminho a ser escolhido;

- Você tem medo em não conseguir responder às dúvidas dela? Relaxa. A internet está aí como uma excelente ferramenta de pesquisa;

- Levá-la ao ginecologista é sempre um ótimo começo de proximidade e uma demonstração de abertura.

E aproveite que hoje em dia está bem mais fácil falar sobre sexo sem ter um treco de tanta vergonha. Segundo levantamento do Ministério da Saúde feito no mês de setembro, o número de partos em adolescentes caiu 30,6% nos últimos dez anos. Liberdade na hora de tratar o assunto foi um dos pontos altos para o acesso a informações mais seguras sobre a saúde sexual e reprodutiva. Por isso, nada travar quando o sexo for a pauta na hora do jantar!

Fonte: Dicas - IG

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