Carreiras e salários mais cobiçados

São muitos os cargos no funcionalismo público brasileiro e eles estão distribuídos nas instâncias municipal, estadual e federal. Mas, qual será a função mais requisitada e disputada entre as pessoas que se candidatam aos concursos públicos? Acertou quem afirmou ser o de policial rodoviário federal. Este é o cargo de nível médio que melhor paga no País: aproximadamente R$ 6.200.

“Quando o concurso acontece em nível nacional e oferece grande número de vagas, aí o diferencial é o salário. Os concursos recordistas em números de inscritos têm sido os da Polícia Rodoviária Federal. O último certame teve cerca de 600 mil candidatos inscritos, que disputaram as 3.600 vagas oferecidas para todo o País”, afirma Nelson Moraes, diretor e professor do Idort, instituição que oferece cursos preparatórios para concursos.

Ainda dentro das oportunidades direcionadas para as pessoas de nível médio, as seleções para técnicos da área judiciária, que atuam nos tribunais regionais, também são bastante concorridas. A remuneração gira em torno de R$ 3.200. Já para os analistas judiciários, de nível superior, o salário é de R$ 4.500. Neste caso a disputa é grande.

AUDITOR – Outra carreira entre as mais concorridas é a de Auditor Fiscal da Receita Federal. A vaga pode ser disputada por qualquer pessoa que tenha nível superior. No início de carreira, um auditor fiscal recebe, aproximadamente, R$ 10.200. O agente de polícia federal é outra ocupação que paga bem: cerca de R$ 10 mil.
O auditor e o agente de polícia federal só recebem menos do que os cargos de nível superior do Judiciário federal: promotores, juízes e delegados. Estas funções ganham entre R$ 18 mil e R$ 22 mil por mês. Isso, no início da carreira, porque estes cargos costumam ter os salários aumentados ao longo dos anos.

No entanto, há vagas cuja remuneração não é tão animadora quanto a dos juízes federais, mas que atraem um grande número de interessados na disputa pela oportunidade ou pela estabilidade. É o caso dos técnicos bancários, que ganham R$ 1.800. “Estes concursos são muito procurados porque a intenção é fazer carreira dentro da instituição. Hoje, a pessoa só entra na Caixa Econômica ou no Banco do Brasil através de concurso. Daí, a probabilidade de fazer carreira e passar para outros cargos é muito grande”, esclarece Nelson Moraes.

Outras duas funções que têm remuneração baixa mas sempre atraem grande número de candidatos são de policiais militar e civil. Os salários destes profissionais não passam dos R$ 2 mil. “A busca por estas vagas se dá mais pela vocação”, ressalta Aécio Cruz, diretor e professor do curso Degrau.

Determinação – Há nove anos, Antônio César Sapucaia dos Santos, 43, passou no concurso de auditor fiscal da Receita Federal. E foi de primeira. “Estudei bastante. Sou engenheiro agrônomo e atuei três anos na área, mas o setor tinha mercado muito restrito e o cargo de auditor é a função do Executivo que paga melhor, então decidi fazer o concurso”, lembra.

Mas esta não foi a primeira seleção pública na qual Antônio Sapucaia, hoje vice-presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil – seccional Bahia, teve êxito. “Passei também no concurso de técnico do Tesouro Nacional. Na realidade, acho que o item principal para conquistar uma vaga é a determinação. Tem que acreditar que pode passar e ter bom planejamento. A dedicação deve ser quase exclusiva para isso”, frisa.

Como todos os candidatos que desejam uma oportunidade no funcionalismo público, a estabilidade e o salário foram os fatores preponderantes para Antônio Sapucaia. Mas, diferente do que as pessoas imaginam, nem tudo são flores quando se conquista um cargo de auditor fiscal.

“A sociedade, de modo geral, vê o profissional com certa desconfiança. Acha que a maioria dos auditores é corrupta. Um simples erro nosso pode se tornar um grande transtorno, porque, daqui que você prove que foi um erro e que não agiu de má-fé, muita coisa pode acontecer. Recentemente, alguns colegas foram presos, antes de provarem qualquer coisa”. As ameaças de morte são outra constante na vida dos auditores, principalmente para os que trabalham nas fronteiras do País.

Antônio Sapucaia destaca ainda as condições de trabalho como fatores que dificultam as investigações. “Muitas vezes ficamos expostos. Para fazer uma boa fiscalização, sem cometer deslizes e erros, precisaríamos de mais suporte administrativo”.


www.atarde.com.br

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