Veja o treinamento dos atiradores de elite da polícia


A visão se comprime na mira. A audição se limita ao que chega pelo fone. O tato desliza para o dedo no gatilho. A respiração é lenta. A concentração, absoluta.

O Fantástico mostra quem são e como são treinados os atiradores de elite. E volta, com o autor do disparo, ao lugar de um tiro que marcou a semana.

Disparos certeiros em alvos cada vez menores.

Os exercícios no estande de tiros do Bope - o Batalhão de Operações Especias da Polícia Militar do Rio - são repetidos à exaustão.

O treinamento exige perícia, disciplina e preparo físico. Os policiais chegam a ficar horas na mesma posição, mirando o alvo com uma luneta telescópica.

O treinamento dos policiais de elite é permanente - pelo menos quatro horas por dia. Mas um atirador do Bope só é considerado especializado depois de cinco anos de atuação. Um trabalho de precisão e principalmente paciência para efetuar um único disparo.

A confiança na eficiência da tropa é tanta, que um sargento fica ao lado do alvo, como se fosse o negociador numa situação com refém. Os atiradores estão posicionados a pelo menos cem metros dali.

“Nessa situação toda, o grupo de negociadores, a equipe tática e o grupo de atiradores trabalham totalmente sincronizados um com o outro. Ele é o olho de toda a situação. Ele é o olho da equipe e do negociador.”, avisa Daniel Rocca, do Grupo de Atiradores de Precisão.

Sexta-feira. Zona Norte do Rio. Um assalto com refém. De onde partiu o tiro que matou o criminoso?

De um fuzil igual ao do treinamento da tropa de elite da PM. O autor do disparo comandou durante cinco anos o grupo de atiradores de precisão do Bope.

Nós voltamos com ele ao local onde tudo aconteceu. No dia do assalto, o major João Jacques Busnello se posicionou atrás de uma cortina, em um prédio na rua do crime.

Pela luneta, viu, à sua frente, o criminoso, a vítima e o negociador. Durante 40 minutos, informou aos policiais detalhes decisivos para o desfecho da operação.

“Quando houve um momento em que ele permitiu que eu tivesse um alvo seguro e que não gerasse risco para o refém e que ele também não gerasse mais problema na detonação da granada, aí se fechou o ciclo de possibilidades e a decisão foi tomada”, esclarece o autor do disparo, o major Busnello.

A busca pela perfeição aumentou depois de um trauma. Em 12 de junho de 2000, o Brasil parou para acompanhar a frustrada negociação de policiais com o sequestrador do ônibus 174, na Zona Sul do Rio.

Como no caso da Tijuca, uma refém foi usada como escudo. A professora Geisa Gonçalves, que estava grávida, foi morta por um soldado do Bope. Sandro, o sequestrador, morreu asfixiado a caminho da delegacia.

Seis meses após o episódio do 174, o Bope criou um núcleo para resgate de reféns. É a chamada Unidade de Intervenção Tática.

De acordo com o batalhão, desde a criação da UIT, 224 reféns foram resgatados. Todos com vida.

"Primeiro momento, negociação. Não havendo possibilidade de se obter uma solução pacífica para o evento, nós iremos investir no resgate e retomada. Não havendo também possibilidade, nós iremos optar pela solução mais letal. No caso, o tiro de comprometimento", explica o capitão Ivan Blaz, o chefe dos negociadores.

Para situações de crise, há hoje, no Bope, 15 atiradores de prontidão. Quinze homens supertreinados para agir no momento-limite, quando não há mais o que negociar.



http://fantastico.globo.com

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