Polêmico guia de orientação sexual terá versão em português ainda este ano

O guia de orientação sexual da Unesco, motivo de polêmica nos últimos dias, terá sua versão em português até o final do ano. Após a tradução, cabe aos ministérios da Educação e da Saúde decidir se ele será ou não usado nas escolas.

Em agosto, foi realizada no México uma reunião com especialistas em orientação sexual para avaliar se o guia “Diretrizes Internacionais sobre a Educação Sexual” era compatível com a realidade latino-americana.

Segundo Maria Rebeca Otero Gomes, oficial do Programa de Educação Preventiva da Unesco e responsável pela tradução das diretrizes no Brasil, os especialistas brasileiros concordaram com os temas abordados.

“O guia é feito para que as crianças sejam adultos conscientes. Ela é voltada para o futuro da nossa população mundial. Para que as pessoas com vida sexual ativa não cometam mais erros como não usar camisinha, ou então usar a mesma mais de uma vez. É preciso que os educadores passem a ideia que temos que conhecer nosso corpo para nos respeitarmos mais. Afinal, sexo com responsabilidade é sexo sem vítimas”.

Polêmicas
Alguns jornais internacionais têm questionado se o guia não estaria incentivando crianças de cinco anos a se masturbarem. No entanto, Maria Rebeca explica que as diretrizes são divididas em três faixas etárias que vão de cinco a 15 anos. Depois disso, até os 18 anos, cada adolescente recebe instruções compatíveis ao seu desenvolvimento mental.

“Dos cinco aos nove anos eles aprendem o nome dos órgãos sexuais e a diferença do corpo de uma menina e de um menino. Nós não podemos fechar os olhos. Eles assistem televisão, vêem revistas, sabem de tudo que existe, mas de forma errada, confusa. O que nos queremos é que elas aprendam de maneira correta e que tenham sua curiosidade respondida”, disse a oficial.

Analfabetos sexuais
Segundo ela, há no Brasil milhões de analfabetos sexuais. “São pessoas que desconhecem seu próprio corpo, não entendem as mudanças que acontecem durante a puberdade, não entendem o que é menstruar, acham errada a masturbação e não sabem o perigo das DST”, diz a sexóloga Maria Helena Matarazzo, uma das participantes da reunião no México.

Diferenças culturais
As diferenças culturais entre os países também foi colocada em xeque, mas a representante da Unesco discorda.

“O conteúdo das diretrizes é muito amplo. Quando falamos de relações sexuais para os adolescentes de 15 a 18 anos, explicamos que as doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez indesejada podem ser prevenidas com abstenção sexual ou até mesmo com preservativos. Não importa que em determinado país seja comum o sexo apenas depois do casamento. Os jovens têm que saber”, diz.

Segundo a sexóloga, nos Estados Unidos onde há forte presença da religião no ensino, até 25 atrás se pregava apenas a abstinência sexual.

“O instinto sexual é muito mais forte do que todas as crenças e não importa o que se fale. Na hora da vontade, o jovem acaba fazendo e, se não sabe como fazer, faz errado, não se previne e traz enormes gastos para o governo com clínicas de aborto e pronto-socorros”.

Seja o primeiro a comentar

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Troca de Links - Parceiros RSS Search Site no Esquillo Directorio Twingly BlogRank Teaching Blog Directory GoLedy.com Divulgue seu blog! Blogalaxia BRDTracker Directory of Education/Research Blogs Top Academics blogs Education and Training Blogs - BlogCatalog Blog Directory blog directory Blog Search: The Source for Blogs Submit Your Site To The Web's Top 50 Search Engines for Free! Sonic Run: Internet Search Engine Estou no Blog.com.pt
http://rpc.twingly.com/

  ©Trabalhos Feitos / Trabalhos Prontos - Todos os direitos reservados.

Template by Dicas Blogger | Topo