Marçal Grilo defende racionalização da rede e melhores currículos no ensino superior por causa de Bolonha

Racionalizar a rede do ensino superior, melhorar os currículos e torná-los mais abertos para que estudantes de diferentes áreas possam fazer disciplinas de outras formações. Este poderá ser o futuro próximo da aplicação do Processo de Bolonha, prevê Eduardo Marçal Grilo, administrador da Fundação Calouste Gulbenkian. Para Jorge Sampaio, outro desafio para Bolonha será o desenvolvimento de sistemas de aprendizagem ao longo da vida. Termina hoje a conferência internacional sobre os dez anos de Bolonha, na Gulbenkian, em Lisboa.

A declaração de Bolonha foi um "catalisador de reformas nacionais", definiu o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, lembrando que "ainda está por resolver" a relação entre os diplomas e a entrada em diversas profissões.

Apesar de o ensino superior ser "tendencialmente conservador, dominado por coutadas e interesses corporativos", as instituições souberam responder bem à aplicação do Processo de Bolonha, avalia o ex-Presidente da República Jorge Sampaio. Por isso, propõe a criação de programas para novos públicos, com o objectivo de "colmatar o défice de quadros qualificados".

Reconhecendo que a aplicação do processo tem sido diferente consoante os recursos disponíveis "muitíssimo variáveis", Sampaio recomenda que se incentive o investimento "na estruturação com coerência". Além de profundas transformações ao nível dos métodos pedagógicos, dos ritmos do ensino, recorrendo a novos meios, incluindo o ensino à distância.

Também Marçal Grilo é da mesma opinião e defende uma formação alargada a outras áreas de estudo. Por exemplo, um estudante de Engenharia deve fazer cadeiras de História ou Filosofia. A pluridisciplinaridade e a multidisciplinaridade também são dois aspectos importantes a ter em conta no futuro. Grilo lembra temas como a pobreza, a paz, a fome ou a emigração, questões transversais que podem ser trabalhadas por diferentes disciplinas e propõe às universidades que se organizem no sentido de fazer essa oferta.

É necessário ainda fazer "um esforço de racionalização" da rede de ins-?tituições. Por isso, aconselha as universidades a criar receitas próprias. Feyo de Azevedo, responsável pelo acompanhamento do Processo de Bolonha é da mesma opinião e defende a redefinição da rede.

No final da sua intervenção, Mariano Gago apontou o dedo à extrema-esquerda que escreve nas paredes das universidades europeias as palavras de ordem: "Contra Bolonha". "Acho que merece reflexão. Não podemos avançar sem ver esta questão resolvida, com abertura de ideias e inovação."



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