Mais de 100 mil brasileiros foram morar fora em 2008; tire suas dúvidas

Falar um novo idioma, incrementar o currículo, conhecer outra cultura ou apenas rodar o mundo. Se algum desses itens está na sua lista de desejos, fazer intercâmbio é um caminho para realizá-los.

Cada vez mais procurado no país – em 2008, 120 mil brasileiros embarcaram em viagens do gênero, 30% a mais do que em 2007, segundo a Belta (associação nacional de agências de intercâmbio) –, o intercâmbio pode proporcionar não só as vantagens listadas como, na volta para casa, valorizar seu passe no sempre concorrido mercado de trabalho.

Mas como funciona? Conheça respostas para essas e outras dúvidas e já vá preparando as malas.

1. Por que vale a pena fazer?
Quem volta de um intercâmbio ganha mais destaque na disputa por um emprego. Além de o currículo mostrar conhecimento de outro idioma (lembre-se de que falar inglês é mais do que desejável), indica que você teve contato com uma realidade diferente da que vive no Brasil e, provavelmente, superou obstáculos.

2. O que é necessário para embarcar?
Existem três itens essenciais: passaporte, visto de entrada no país escolhido (que pode variar de categoria caso você queira trabalhar lá) e muita disposição para vivenciar outra cultura falando um novo idioma.

3. Quanto tempo se leva, em média, para conseguir passaporte e visto?
O ideal é começar a programar a viagem e a dar entrada no pedido de passaporte e visto com dois meses de antecedência, no mínimo. Caso você pretenda viajar em dezembro ou janeiro (época de férias escolares, ou seja, alta temporada), é melhor começar a ver tudo quatro meses antes da data de embarque.

4. Que tipos de intercâmbio existem?
Eles vão desde aqueles mais curtos, com duração de duas semanas, em que se pode, por exemplo, estudar inglês vivendo em uma casa de família, até as estadias mais longas, com duração superior a três meses e que, em alguns países e dependendo do visto emitido, até deixam você trabalhar no país. Se você é universitário ou graduado, há ainda intercâmbios em que parte da faculdade é feita em uma instituição internacional e os que proporcionam extensão da graduação – dá para fazer um curso ligado à formação que você teve no Brasil.

5. Quanto tempo, em média, dura a viagem?
O intercâmbio pode durar de duas semanas ao tempo máximo que você quiser passar longe de casa, desde que de acordo com o visto conseguido e a legislação do país escolhido. Se o que você busca é o aprendizado de outra língua, atenção ao tempo de viagem: agências especializadas afirmam que quem viaja por mais de seis meses volta falando a língua do local melhor do que quem fica menos tempo. Segundo essas empresas, um mês de intercâmbio equivale a um ano estudando em uma escola de idiomas no Brasil. Mas o nível do aprendizado pode variar de pessoa para pessoa. Fatores como conhecimento prévio do idioma, facilidade em estudar línguas e empenho pessoal influenciam muito.

6. Que tipos de intercâmbio existem para quem está no ensino médio?

Você está no ensino médio? Dá para fazer um intercâmbio de férias, com guia e uma turma de participantes brasileiros, durante um mês. Esse programa é bom para quem planeja fazer um intercâmbio mais longo, pois serve como um treino. E é possível também estudar nos “high school” norte-americanos – muitas escolas brasileiras aceitam que o estudante faça um ano no exterior e depois consideram o período como um ano letivo nacional.

7. Quais são os países mais procurados pelos brasileiros?

Na hora de escolher o destino, os Estados Unidos ganham a preferência dos brasileiros que querem falar inglês, trabalhar ou cursar algo relacionado a sua profissão. Em seguida, estão Canadá, Inglaterra e Austrália. Quem busca aprimorar o espanhol, normalmente escolhe Espanha e Argentina.

8. Quanto custa, em média, por mês?
Se você for estudar um idioma, gastará em torno de R$ 2.700 (ou US$ 1.500) por mês, valor que inclui despesas com curso e acomodação em quarto para uma pessoa em casa de família, com duas refeições ao dia. Já se o seu objetivo é fazer um curso relacionado a sua profissão, o valor pode variar. Nos dois casos, além da verba, é bom poder contar com mais R$ 1.500 (ou US$ 800) mensais para gastos com lazer e compras. No caso dos programas conveniados com universidades, em geral, as particulares cobram valores mais altos pelo intercâmbio do que as universidades públicas. A oferta de bolsas existe e vale a pena checar junto à universidade que cursa.

9. É possível organizar a viagem sem a ajuda de agências?

Sim, mas prepare-se. A burocracia envolvida na obtenção de documentos, vistos e agendamento de escola e acomodação é grande e pode dificultar o intercâmbio. Os problemas resultantes podem ir desde a não-permissão para desembarque até a estadia em uma casa desagradável para o viajante. O site da Belta lista empresas confiáveis para organizar sua viagem: www.belta.org.br

10. A web é útil para obter moradia?

Existem sites que podem ajudar você a encontrar uma acomodação, como o Sprach Caffe, o Troca Casa e o Couch Surfing. Porém, para evitar situações desagradáveis, o ideal é que a instituição de ensino que você irá cursar no país de destino lhe passe opções de residências credenciadas por eles.

Fontes: Cesar Eden Bastos, vice-presidente da Belta, Luiza Vianna, gerente de intercâmbio da CI (Central do Intercâmbio) e Santuza Bicalho, diretora-executiva do STB.



http://noticias.r7.com

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