“A educação em idiomas na Argentina é marca país”


Só no ano passado o CUI recebeu 1.560 alunos repartidos em 33 nacionalidades diferentes.

O Centro Universitário de Idiomas (CUI) é um dos principais centros de ensino de idiomas na América Latina, oferece aulas de inglês, francês, português, italiano, alemão, chinês, árabe, japonês, hebraico, línguas originárias e, há um lustro, espanhol, a nova estrela dos idiomas.

Só no ano passado recebeu 1.560 alunos repartidos em 33 nacionalidades diferentes. Quanto à procedência, Villarruel conta: “A grande maioria provém da América do Norte. De 42 a 43% dos E.U.A., que é uma porcentagem importante. Depois 25% são europeus, 12% da América do Sul, 19% da Ásia e 3% da Oceania. Porém, a porcentagem de 42% cresceu até 47 ou 48% porque, na verdade, são estudantes de língua inglesa, entre os quais incluímos australianos, ingleses, neozelandeses. O forte são estes estudantes anglo-falantes que viajam muito, têm um alto poder aquisitivo e é uma faixa que tem interesse em aprender espanhol”.

-Qual é o perfil das pessoas que decidem estudar espanhol?
80% são estudantes universitários, que vêm enquanto estão fazendo sua carreira. Há dois tipos: aquele que vem de férias à América do Sul, a passeio durante 2 ou 3 meses e perguntam nos albergues, casas de família, onde podem estudar espanhol. E os que vêm através de programas especiais por convênio com alguma universidade. De todas as formas, a grande maioria são universitários que entram como turistas.

-Como chegam os estudantes ao CUI?
Uma grande proporção chega pelo boca a boca internacional. Através de outros que lhe contaram que estiveram. É uma fonte muito importante de recrutamento de alunos. Depois vêm pela Internet.

Villarruel acrescenta que há dois anos, como conseqüência do crescente interesse pela língua espanhola, criou-se o Departamento de Estudos Internacionais, orientado para a promoção ativa do CUI, como centro de ensino do espanhol em diferentes lugares do mundo. A partir daí comparecem regulamente às principais feiras educativas internacionais: na China, E.U.A., Canadá e Europa. E participam das missões comerciais que o Ministério das Relações Exteriores e Culto da Nação organizam.

-Destas ações surgiu o programa especial para estudantes chineses?
Há anos que vínhamos detectando que a China é o grande mercado emergente para todos os tipos de negócios. E víamos que era um lugar onde a Argentina podia posicionar-se oferecendo educação superior, idiomas. Fizemos uma primeira viagem exploratória em 2005. Geraram-se contatos com universidades e assinaram-se mais de 20 convênios. A partir desse momento começou a vir o fluxo de estudantes chineses. E o CUI abriu um programa de espanhol em uma universidade chinesa, que abriga mais de 200 estudantes. Aqui na Argentina, o que implementamos é um programa especial para chineses porque têm uma aproximação diferente à língua.

- Qual é a média de duração do curso?
Salvo o programa especial para chineses, que dura um ano por convênio, cada curso dura dois meses. As aulas são todos os dias de 13 a 16 da tarde. São 15 horas semanais, 60 horas por mês por cada nível. E para o estudante internacional não chinês, o programa completo de espanhol constitui-se de 10 níveis.

- Por que há tanto interesse em estudar espanhol?
Atualmente é o segundo idioma mais falado no mundo, depois do chinês. E há uma realidade muito interessante que está mudando em vários lugares do mundo: o espanhol começa a ser a segunda língua estrangeira mais demandada. A primeira continua sendo o inglês. Contudo, o espanhol já deslocou o francês, o italiano, o ruso. Neste aspecto, a Argentina tem um enorme potencial de uma demanda para cobrir.

-E por que a Argentina está se posicionando como local para aprendê-lo?
Em primeiro lugar, há um ressurgimento da América Latina, de conhecer sua política e cultura e buscar outros ambientes diferentes. E, é claro, existe uma conveniência de tipo econômico. Além disso, está o nível de ensino. Os estudantes que chegam estão com um nível educativo geral muito bom. A Argentina está em uma posição histórica única: tem uma educação superior de altíssima qualidade e o preço mais competitivo que se pode pedir. Por isso, a educação na Argentina é marca país. A educação em idiomas na Argentina é marca país. Não há nenhum país na América Latina que tenha mais de 100 anos de tradição no ensino de inglês, uma experiência trazida por Sarmiento em meados de 1880. E também há muitos poucos países no mundo que tenham professorados de idiomas. E a Argentina o tem há mais de 70 anos. Portanto, é uma marca do país.



http://www.pt.argentina.ar/

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