Concurso “Astronomia Artística” desafia alunos portugueses a reaproximar arte da ciência

O Ano Internacional de Astronomia quer reaproximar a arte da ciência e transformar os astros em objectos de contemplação. Para isso vai desafiar os alunos de todas as escolas portuguesas a recriarem planetas, luas, estrelas, galáxias através da arte, utilizando qualquer veículo como a multimédia, artes plásticas, literatura ou música.

“A separação entre ciência, como uma actividade exclusivamente racional, e a arte, como algo de mais emocional, criativo, onde o imaginário tem um papel primordial, desfaz-se nos dias de hoje”, explica em comunicado Fernanda Freitas, coordenadora nacional do concurso “Astronomia Artística”, que será lançado dia 30 de Setembro, às 15 horas, na Escola Secundária Jaime Moniz, no Funchal.

O entrelace entre arte e ciência esteve sempre patente na História. “As considerações dos físicos das partículas, quando desenvolveram o modelo padrão, foram influenciadas por noções artísticas de simetria; Einstein foi influenciado pelo conceito de beleza da física quando elaborou as teorias da relatividade e os pitagóricos tinham teorias da matemática e da música que estavam integradas numa única imagem do mundo”, disse a coordenador. Do lado da arte, a literatura, e a poesia foram buscar diversas vezes conceitos científicos.

O espanto da arte para invocar o fascínio na ciência pode vir de onde menos se espera. As fantásticas fotografias criadas pelo telescópio Hubble começam por ser apenas pixéis pretos e brancos que, posteriormente, os cientistas do Hubble Heritage Project transformam em retratos adicionando cores aos gases que detectam no espaço. Em 2003, a investigadora Elizabeth Kessler fez um estudo que concluía que esta manipulação era influenciada pelas cores e contrastes das pinturas do século XVIII que retratavam as paisagens do Oeste americano.

“As imagens do Hubble são parte da tradição da paisagem Romântica – elas enquadram no modelo popular e familiar de como o mundo natural se deve parecer”, disse a investigadora na altura. Segundo Kessler o objectivo derradeiro dos cientistas do Hubble é que alguma criança, fascinada pelas imagens, ponha a fotografia na parede do seu quarto. “Querem que a ciência invoque um sentimento de fronteira e descoberta.”

O novo concurso do Ano Internacional de Astronomia põe agora o material científico na mão dos alunos portugueses para que sejam eles a fazer esta aproximação. "A História revela-nos que as culturas florescem quando a ciência e a arte evoluem de modo unificado", relembra Fernanda Freitas.



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