Poesias dispersas - VAI-TE [9]

1º jan. 1858

Por que voltaste? Esquecidos

Meus sonhos, e meus amores

Frios, pálidos morreram

Em meu peito. Aquelas flores

Da grinalda da ventura

Tão de lágrimas regada,

Nesta fronte apaixonada

Cingida por tua mão,

Secaram, mortas estão.

Pobre pálida grinalda!

Faltou-lhe um orvalho eterno

De teu belo coração.

Foi de curta duração

Teu amor: não compreendeste

Quanto amor esta alma tinha...

Vai, leviana andorinha,

A outro clima, outro céu:

Meu coração? Já morreu

Para ti e teus amores,

E não pode amar-te — vai!

O hino das minhas dores

Dir-to-á a brisa, à noite,

Num terno, saudoso — ai —

Vai-te — e possa a asa do vento

Que pelas selvas murmura,

Da grinalda da ventura

Que em mim outrora cingiste,

Inda um perfume levar-te,

Morta assim: como um remorso

Do teu olvido... eu amar-te?

Não, não posso; esquece, parte;

Eu não posso amar-te... vai!

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