Poesias dispersas - O PROGRESSO [68]

Hino da mocidade

Ao St E. Pelletan.

Eppur si muove

Ao som da tua voz a mocidade acorda,

E olha ousada de face os piamos do porvir!

Eia! rebenta a flor da longa estrada, à borda,

E através do horizonte há uma aurora a rir.

E sempre a mesma aurora a rir de era em era.

E sempre a estrada augusta a rebentar em flor!

Salve, fértil, gentil, rosada primavera!

Eterno resvelar do melhor ao melhor!

A mocidade ergueu-se. Um século dourado

Veio ao berço gentil inocular-lhe a fé;

E na orla a luzir do horizonte azulado

Mostrar-lhe como um sol a verdade de pé!

A verdade! está aí fecunda, onipotente,

Nossa estrela polar, e bandeira, e troféu!

Sim! o mundo caminha a um pólo atraente,

Di-lo a planta do vai, di-lo a estrela do céu!

Ao som da tua voz a mocidade acorda,

E olha ousada de face os plainos do porvir!

Eia! rebenta a flor da longa estrada à borda.

E através do horizonte há uma aurora a rir!

Que tal? que nos importa essa idéia sem fundo

Que estaciona e prende a humanidade ao pó?

Fala mais alto, irmãos, este avançar do mundo

E toda a natureza em um canto, num só!

Fala mais alto, irmãos, a ardente humanidade!

Marchando a realizar uma missão moral;

pregando uma lei, uma eterna verdade,

Do progresso subir a mágica espiral.

Sim! romeira gentil aos séculos se enlaça!

Na escala do progresso ela não se detém!

Uma herança moral corre de raça a raça,

Se ela desmaia aqui, vai triunfar além!

Ao som da tua voz a mocidade acorda,

E olha ousada de face os plainos do porvir!

Eia! rebenta a flor da longa estrada à borda.

E através do horizonte há uma aurora a rir!

Eia! num canto ardente erga-se ousada fronte!

Doure esta caravana um límpido arrebol!

Creiam, embora a luz a nascer do horizonte

Crepúsculo sombrio e desmaiar do sol!

Creiam-no. Um astro se ergue em céu dourado e puro

E nos mostra com a luz terra de promissão!

Cerramos sem temor, obreiros do futuro!

A verdade palpita em nosso coração!

Soa em nossa alma ardente um grito entusiasta

E às barreiras do tempo uma voz diz: — Passai!

Morte ao lábio sem fé que nos murmura: — Basta!

Gloria a vós festival que nos exclama: — Vai!

Ao som da tua voz a mocidade acorda,

E olha ousada de face os plainos do porvir!

Eia! rebenta a flor da longa estrada à borda,

E através do horizonte há uma aurora a rir!

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