Poesias dispersas - MINHA MÃE [7]

(Imitação de Cowper)

Quanto eu, pobre de mim! quanto eu quisera

Viver feliz com minha mãe também!

C. A. DE SÁ

Quem foi que o berço me embalou da infância

Entre as doçuras que do empíreo vêm?

E nos beijos de célica fragrância

Velou meu puro sono? Minha mãe!

Se devo ter no peito uma lembrança

É dela que os meus sonhos de criança

Dourou: — é minha mãe!

Quem foi que no entoar canções mimosas

Cheia de um terno amor — anjo do bem

Minha fronte infantil — encheu de rosas

De mimosos sorrisos? — Minha mãe!

Se dentro do meu peito macilento

O fogo da saudade me arde lento

É dela: minha mãe.

Qual anjo que as mãos me uniu outrora

E as rezas me ensinou que da alma vêm?

E a imagem me mostrou que o mundo adora,

E ensinou a adorá-la? — Minha mãe!

Não devemos nós crer num puro riso

Desse anjo gentil do paraíso

Que chama-se uma mãe?

Por ela rezarei eternamente

Que ela reza por mim no céu também;

Nas santas rezas do meu peito ardente

Repetirei um nome: — minha mãe!

Se devem louros ter meus cantos d’alma

Oh! do porvir eu trocaria a palma

Para ter minha mãe!

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