Poesias dispersas - LÁGRIMAS [58]

À memória de minha mãe

Há uma dor que não se apaga d’alma,

Lágrima triste que pendente existe

Da face do infeliz:

É gemido que mata e não se acalma,

Que torce o coração, e se persiste,

A existência maldiz.

Essa dor eu senti quando vi morta

Minha terna mãe... perdão, meu Deus.

Se quero já morrer;

Esta vida de dor perder que importa?

Quero com minha mãe morar nos céus,

Com os anjos viver.

Eu perdi minha mãe... era uma santa,

Que tinha a minha vida neste mundo,

Minh’alma e meu amor!

E foi o meu pesar, minha ânsia tanta,

Que a vida quis deixar num ai profundo,

Morrer também de dor.

Só lágrimas de sangue eu sinto agora

Afogaram-me os olhos, e o martírio

Emurcheceu-me a vida;

Eu tenho pouca idade, mas embora,

Sente apagar-se da existência o círio

Minh’alma amortecida.

Maldigo minha vida, por seu filho

A minha pobre mãe chama nos céus

Quando eu rezo por ela;

Choro vendo que só no mundo trilho;

Quero com minha mãe viver, meu Deus,

No céu, bem junto dela!

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