Teorias Keynesianas

Serão apresentadas em 3 artigos resumos sobre as principais escolas do pensamento econômico. O primeiro artigo foi referente às teorias clássicas, clique aqui para ler.Neste presente artigo encontraremos as idéias básicas das teorias keynesianas, novo-keynesiana e pós-keynesiana.

KEYNESIANOS

Muitos economistas não acreditam que a teoria de Keynes (1983-1946) tenha sido algo inovador, muito menos que tenha conseguido elaborar uma teoria geral diferente da Escola onde foi formado, a neoclássica. Para estes economistas, a teoria keynesiana é um caso particular da neoclássica. Mas a obra “A Teoria Geral do Emprego, dos Juros e da Moeda” inspirou diversos economistas. Essa Escola defende que o ciclo econômico não é regulador; a economia não é capaz de alcançar níveis ótimos de produção e emprego sem a intervenção do Estado. Existe uma propensão marginal a consumir e a poupar dependentes de um fator psicológico e que também varia com a renda do consumidor. Outro principio importante é a Lei da Demanda Efetiva, onde acreditam que a renda do sistema é dada a partir dos níveis de consumo dos agentes e que a oferta se ajusta a demanda. Os keynesianos de maneira geral concebem as idéias de Keynes, uma boa leitura de sua obra esclarece os diversos pontos de sua teoria. Os economistas que se destacam dessa corrente de pensamento são Joseph E. Stiglitz, Paul Samuelson, Robert Solow e Franco Modigliani.

Um pouco mais sobre esta escola aqui:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_keynesiana
www.ufv.br/der/docentes/jmas/Modelo%20Keynesiano%20Simplificado.pdf

PÓS-KEYNESIANOS

Os pós-keynesianos são também chamados “não reconstruídos”, após a retomada do pensamento clássico, junto com os novos-keynesianos, essa escola tenta reformular as idéias de Keynes. Vários economistas acreditam que essas duas vertentes possuem caráter complementar, no entanto, essas divergem em diversos pontos. Um exemplo é que os agentes possuem racionalidade limitada, onde existe um ambiente de incerteza "forte”. Defendem o Princípio da Demanda Efetiva; o equilíbrio abaixo do pleno emprego; o papel fundamental da incerteza; das expectativas (observando que aqui não se trata de expectativas racionais); negam a neutralidade da moeda; a história é importante na analise de políticas econômicas; o gasto é variável importante para o desenvolvimento da nação; análise da economia de uma forma geral; defendem o intervencionismo estatal; e utilizam a idéia de eficiência marginal do capital. Apesar das divergências, os resultados teóricos das duas interpretações keynesianas levam às prescrições de políticas econômicas muito similares. Por vezes é difícil distinguir os autores pós-keynesianos com os keynesianos, isso porque tanto os pós-keynesianos como os novos-keynesianos são partidários da teoria de Keynes, a diferença está na interpretação e no aprimoramento de diversos pontos do pensamento dessa escola. Os autores que se destacam dessa escola são Davidson, Arrow (1921), Hahn e Dillard.

Um pouco mais sobre esta escola aqui:
http://www.boletimdeconjuntura.ufpr.br/apresentacoes/oreiro2.pdf
www.ie.ufrj.br/moeda/pdfs/pos_keynesianos_e_o_intervencionismo_estatal.pdf

NOVOS-KEYNESIANOS

Os Novos-Keynesianos (também chamados de keynesianos bastardos) fazem uma outra interpretação da teoria de Keynes. Acreditam por exemplo, numa racionalidade maximizadora; na existência de uma concorrência imperfeita e informação assimétrica do trabalho. Acreditam que hajam falhas no mercado essas falhas que são, na verdade, as próprias características de organização de cada estrutura de mercado, e que, além disso, constituem em fontes causadoras e propagadoras de choques econômicos, gerando ciclos. Para os novos-keynesianos os preços são rígidos (consideram que o ajustamento de preço possui custos denominados menu-costs, que estão relacionados com o poder de monopólio das firmas), assim também os salários (poder de barganha dos trabalhadores e salário eficiência que de certa forma distorcem o mercado de fator trabalho) no curto prazo. Para alguns autores, seria uma teoria keynesiana sem a demanda. Outro ponto a se destacar é a defesa da existência do desemprego involuntário, ao contrário da teoria neoclássica que afirma que o desemprego é voluntário ou friccional. Por vezes é difícil distinguir os autores novos-keynesianos com os keynesianos, isso porque tanto os pós-keynesianos como os novos-keynesianos são partidários da teoria de Keynes, a diferença está na interpretação e no aprimoramento de diversos pontos do pensamento dessa escola. Os autores que se destacam são Mankiw, Romer, Gordon, Greenwald, Stiglitz (1943).

Um pouco mais sobre esta escola aqui:
http://www1.eeg.uminho.pt/economia/fjveiga/MCI/aula4.PDF
http://www.boletimdeconjuntura.ufpr.br/apresentacoes/oreiro2.pdf

(Copiado, na íntegra, do site http://academiaeconomica.blogspot.com )
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