Simetria de informações e expectativas - Parte III
Leia também a primeira e a segunda parte do artigo.
Todas essas questões não podem ser previstas e fazem parte de nossa realidade. Podemos citar inúmeros outros exemplos, todos não podem ser previstos por uma simples matemática. Essas idéias nos permitem concluir que os agentes não agem da mesma forma sobre uma mesma situação, o que parece ser racional para um, nem sempre é para o outro e muito menos o equilíbrio é interessante para cada um dos agentes individualmente. Isso é agravado pela própria idéia de que os agentes são egoístas e atuarão de forma a conceber a maior vantagem possível, mas deve se ficar claro que nem todos são detentores das mesmas armas, ou seja, o resultado dessa briga não vai ser justo.
Então como agem os agentes frente a essas falhas constantes? Se quando os agentes são racionais o passado não importa, com certeza olhar para o que já ocorreu é uma decisão muito comum para quem tem aversão ao risco, para quem quer reduzir o grau de incerteza e se defender das intempéries.
A racionalidade adaptativa é um esforço para compreender certas situações, mas que também não faz sentido se afirmarmos que o agente acredita que o que ocorreu ontem se repetirá no futuro. Na verdade, é mais plausível que o individuo se volte para o passado e perceba o que ocorreu, se foi algo favorável, trabalhará para que o resultado se repita, se foi algo desfavorável tentará que ocorra novamente.
No entanto, não é nenhuma loucura acreditarmos que se algo já aconteceu este possa tornar a ocorrer. A história nos dá claras lições do que pode acontecer e nos revela as falhas em nossas ações, mesmo que o capitalismo esteja em grande dinâmica, é muito provável que ocorram as mesmas condições ao longo do desenvolvimento desse sistema.
A velha teoria nos faz pensar que tudo é igual em qualquer lugar e em qualquer tempo, tudo funcionará da mesma forma dados os mesmos elementos. Talvez neste ponto esteja à resposta de como em determinadas épocas do capitalismo o ideal ortodoxo não produziu substancialmente resultados favoráveis.
Ao final, os agentes realmente desejam maximizar a sua satisfação, mas o fazem de acordo com suas limitações, observando as singularidades de cada ocasião, suas expectativas e decisões são repletas de incerteza. O resultado é que tendem a buscar um objetivo, que não é feito da mesma forma para todos e muito menos o objetivo está no mesmo nível.
Mas uma questão não pôde ser respondida: E o papel do governo nisso tudo? Essa é uma questão que depende do ponto de partida e da ideologia que é seguida, mas a realidade não é formada por agentes como bonecos de pimbolim.



















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