New Institutional Economics
Assim como a Economia do Bem Estar e a Escolha Pública, a Nova Economia Institucional é um desdobramento da teoria neoclássica. Assemelha-se a Escolha Pública, mas reintroduzindo o Estado no modelo.
A onda neoliberal e o discurso da ausência do Estado transformam os governos em agentes sem poder, principalmente quando se trata do processo liberalizante por qual passou os paises subdesenvolvidos.
A teoria surge em meio a década de 90, onde diversos paises assistem a graves crises financeiras, apontadas como o resultado dessas transformação política e econômica globalizante. A suposição que a ausência do Estado seria compensada com as ações do mercado não foi confirmada.
Os teóricos da nova Economia Institucional concluem que a solução não passa pela ausência desse grande e importante agente, mas a convivência com um Estado que possui papel mínimo e determinado, forte o suficiente para garantir a estabilidade política e restrito o suficiente para não intervir nas ações do mercado.
Essa nova visão engloba os aspectos econômicos já visto antes e soma características presentes na política e elementos da história. Ao individualismo e ao agente racional somam-se a existência de equilíbrios múltiplos, informação assimétrica e a busca por níveis satisfatórios e não maximizados.
O problema da transição para um modelo liberalizante é a capacidade de cada país alcançar os objetivos definidos por essa visão. Nos paises desenvolvidos se buscou democracia e a construção de economia de mercado e que de certa maneira foi conquistado. No entanto, nos demais paises são necessárias reformas mais profundas, devido à herança institucional de cada um, tendo como referências os paises centrais.
Para que a economia alcance esse processo é necessários assumir a importância de elementos como a propriedade privada, a democracia e a economia de mercado. Apoiados em respeitos aos contratos e a busca por credibilidade, o que de certa forma cria a necessidade de um sistema jurídico bem desenvolvido. O objetivo então, torna-se o redesenho das instituições inclusive o próprio Estado.
Alguns aspectos teóricos podem ser apresentados no que se refere à teoria em questão:
O foco permanece na decisão coletiva, tendo como base o agente individual. O agente possui racionalidade limitada, ou seja, não é mais o agente racional da teoria convencional. Os processos são vistos como dinâmicos e as analises deixam de ser vistas como estáticas. Considera-se o papel importante da historia e do aprendizado. As preferências não são mais dadas. Observa-se então, um afrouxamento dos pressupostos neoclássicos para o alcance da teorização institucional.
A coordenação da economia é dada tanto pelo mercado como pelo Estado. Além disso, as decisões coletivas possuem comportamentos cooperativos, o que se torna alvo de muitas críticas. Esse comportamento ocorre apenas em grupos pequenos, portanto, a saída seria a criação de estímulos à cooperação e penalidades para ações não cooperativas.
Os agentes possuem racionalidade limitada porque há informação assimétrica, a conseqüência direta é a existência de mercados de riscos incompletos, seleção adversa e risco moral. Uma outra conseqüência que pode ser apontada é que a não racionalidade completa implica em pouco ou nenhuma formalização matemática da teoria.
Havendo falhas no comportamento dos indivíduos podem ocorrer desvios para ações não cooperativas, que altera a concepção de equilíbrio, cria a necessidade de incentivos e entre outras coisas, da inicio a concepção de custo de transação.
Em relação ao equilíbrio existem dois básicos, o equilíbrio denominado first-best que pressupõe plena informação e o second-best o mercado pode alcançar e o Estado pode melhorar seu nível.
Entre o Estado e o mercado, não há vilões ou vitimas, apenas a necessidade de cada um conhecer o seu papel e atuar de forma a gerar o crescimento e o desenvolvimento de uma economia.



















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