Protocolo de Kyoto entra em vigor
O Protocolo é um passo importantíssimo pra diminuir a poluição do ar e, conseqüentemente, combater o aquecimento da Terra. O pacto foi assinado há quase oito anos e só saiu do papel depois da adesão da Rússia. A maioria dos países assinou o documento, inclusive o Brasil.
O protocolo foi assinado por 141 países, mas grandes poluidores do planeta ficaram de fora, como os Estados Unidos e a Austrália.
Ecologistas fizeram manifestações em vários países. Em Sidney, na Austrália, os manifestantes fizeram esculturas de gelo, que depois derreteram. Uma forma de mostrar o que pode acontecer nas calotas polares se a temperatura da Terra aumentar.
Na China também houve protestos. Os chineses estao fazendo um abaixo-assinado para ser enviado as Nações Unidas.
Os japoneses usaram bom humor: manifestantes fantasiados de ursos polares dançaram e depois distribuíram doces.
Em Brasília foram plantadas várias mudas de árvores brasileiras e de outros países que vão compor o chamado "Bosque de Kyoto". Em frente ao consulado dos Estados Unidos em São Paulo manifestantes levaram faixas de repúdio ao governo americano.
Há duas dificuldades para alcançar as metas do Protocolo de Kyoto: nenhum país quer frear o crescimento da economia e é difícil mudar velhos hábitos.
Os americanos gastam, em média, uma hora e meia por dia parados no trânsito, queimando combustível e lançando, no ar, dióxido de carbono - um dos gases responsáveis pelo efeito estufa.
Os americanos são responsáveis por 25% da emissão de gases que estão se acumulando na atmosfera e ameaçam a Terra de enfrentar temperaturas mais elevadas.
Mas os Estados Unidos decidiram não participar do tratado de Kyoto. O acordo, assinado em 97, exige que os países industrializados joguem menos gases no ar. Nos próximos sete anos, as emissões têm que ficar em 5% abaixo dos índices registrados no ano de 90.
Os países da Europa, a Rússia e o Japão aceitaram o desafio. Países em desenvolvimento, como Brasil, China e Índia, foram poupados - por enquanto.
Mas já são grandes poluidores. A China só perde para os Estados Unidos e o Brasil está entre os seis países que mais emitem gases-estufa no ar.
O Tratado de Kyoto, como lembra o especialista da ONU Mohammad Reza Salamat é apenas o primeiro passo.
Para combater o efeito estufa, os cientistas dizem que, em vez de reduzir as emissões em 5%, o mundo precisaria fazer um corte radical, de 60%. Por isso, o tratado vai entrar em vigor enquanto o mundo já discute que medidas mais profundas devem ser adotadas quando ele expirar, dentro de sete anos.
Para o economista Jeffrey Sachs, vai ser preciso encontrar um equilíbrio: “é preciso respeitar a necessidade de crescimento dos países de renda média, mas também a obrigação que todos nós temos em reduzir a emissão de gases-estufa e assegurar que os países ricos paguem o preço deste esforço."
( http://www.gpca.com.br/gil/art50.html )
Em 1972, em Estocolmo, Suécia, realizou-se a 1a Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente e foi considerada o principal evento a dar início, em caráter internacional, ao movimento ecológico que hoje aí está.
A Assembléia Geral das Nações Unidas decidiu, em 1989, realizar a 2a conferência, vinte anos depois, em 1992, e entre os candidatos a sediá-la sobressaiu-se o Brasil que viu, aí, a oportunidade de demonstrar ao mundo, como país em desenvolvimento, que também se preocupava com a causa ecológica.
Entre os eventos da ONU (Organização das Nações Unidas), a Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente destaca-se como evento de primeira grandeza e dessa forma, comparecerão a ela diversos Chefes de Estado, Ministros e outras altas personalidades dos países membros.
A Conferência, no Rio de Janeiro, em junho de 1992 deverá contar com cerca de 150 delegações estrangeiras e mais de 3000 participantes, entre técnicos, cientistas e jornalistas e terá a duração de duas semanas.
Comitês Preparatórios da Conferência já estão em ação em Nova Iorque, Nairobi e Genebra, bem como, organizações governamentais e não governamentais que fornecem aos Comitês Preparatórios elementos a serem ajustados e agrupados.
Tal qual o documento final proposto em 1972, quando o delegado brasileiro foi o Ministro José da Costa Cavalcanti, haverá em 1992 outro documento na forma de Declaração.
O evento em 1992 repassará tudo o que ocorreu de 1972 para cá, inclusive protocolos assinados entre as datas, como, por exemplo, o de Montreal, em 1987, relativo à proteção da camada de ozônio.
Além disso, deverão ser assinadas um sem número de resoluções envolvendo, entre outros assuntos, a qualidade da água, a proteção dos mares, o desmatamento, os rejeitos, o clima do planeta, o saneamento e a cessão de tecnologia.
Em resumo, a proteção ao Meio Ambiente será repensada em termos de maiores compromissos, visando a preservação do planeta Terra para as gerações futuras.



















Os paises em desenvolvimento devem beneficiar de um progresso limpo sendo por isso necessário recorrer a tecnologias inovadoras. Veja algumas delas em:
ia3m.blogspot.com
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